LOUISE SANTORO
Amei a surpresa que ele fez. Eu amo comida japonesa e aquele restaurante é maravilhoso; meu pai trouxe eu e minha mãe na inauguração dele e, confesso, nem eu sei por que nunca voltei.
Acordo desorientada, minha cabeça parece estar carregando uma casa de tão pesada. Nunca mais vou beber; a ressaca castiga. Me levanto e abro uma porta, torcendo para que seja um banheiro. Preciso de um banho! Tiro a camisa que estava usando e entro no box. Ligo a água no gelado e deixo que ela leve um pouco da minha ressaca. Ouço o som da porta sendo aberta e, só pelo cheiro que invade o ambiente, já sei que é o Caio.
CAIO: — Por que não me esperou para tomar banho?
— Desculpa, estava precisando de um banho gelado. — Viro-me para olhar para ele. Caio é incrivelmente bonito: barba perfeita, alto, forte, e seus olhos fazem qualquer um se perder fácil, fácil. Não é nada difícil se apaixonar por ele.
CAIO: — Se um olhar pudesse devorar, não sobraria nada de mim. — Convencido!
— Quem disse que estou te olhando? Só estou perdida em meus pensamentos, nada de mais.
CAIO: — Eu estava te devorando mesmo, mas, pelo que você me fez passar ontem, não vou te devorar só com os olhos.
Ele nem me dá tempo de questionar; pega-me no colo e eu não perco tempo, enroscando as pernas em volta da sua cintura. Beijo sua boca sem pressa, gravando cada canto daquele beijo delicioso. Ele não perde tempo e explora meu corpo sem pudor. Sinto seu m****o roçando na minha entrada e, sem muita dificuldade, desço um pouquinho e deslizo sua extensão para dentro de mim. Caio solta um gemido rouco que me excita ainda mais. Apoio as mãos em seu ombro e começo a subir e descer; Caio me ajuda, impulsionando-me para o ritmo. Meus s***s balançam em seu rosto e ele não perde tempo abocanhando um deles. Meu corpo começa a dar sinais de espasmos e sei que meu orgasmo está perto; acelero o movimento.
CAIO: — Eu vou gozar! — Caio anuncia, e eu subo e desço mais rápido.
Meu corpo começa a tremer e eu g**o, seguida dele, que solta um urro bem próximo ao meu ouvido. Ficamos ali, com a água caindo sobre nossos corpos, ainda conectados e sem forças.
CAIO: — Acho que eu quero tomar um banho assim todos os dias pela manhã.
— Você acha?
CAIO: — Eu tenho certeza.
Ele beija o topo da minha cabeça e sai de dentro de mim. Terminamos de tomar nosso banho e fomos direto para a garagem. Amanhã, pela hora do almoço, vamos voltar para a Itália, então vamos almoçar na casa dos meus pais hoje.
— Bom dia, família! — Fomos os últimos a chegar; já estão todos aqui.
Meus pais e os meus sogros conversam sorridentes na sala. Klaus e Lucca estão próximos também.
— Klaus, onde está a Helena?
KLAUS: — Está na área da piscina junto com a Beatrice e sua prima Clarissa, que chegou quase agora de viagem.
Clarissa? O que a Clarissa está fazendo na Rússia?
— Lucca, vem aqui. O que a Clarissa está fazendo aqui?
LUCCA: — Também não entendi. Cheguei aqui hoje de manhã e ela estava dormindo no meu quarto. Meu pai não me disse nada, mas, conhecendo-a como conheço, deve ter aprontado algo na Alemanha para os pais dela a mandarem para cá...
Era só o que me faltava! Eu e Clarissa nunca nos demos bem; ela é uma cobra e só os pais dela que não veem isso.
Vou para o meu quarto trocar de roupa e ir ficar com as meninas na piscina. Hoje o dia está maravilhoso e não deixarei a presença da Clarissa estragar isso, não desta vez.
Chego à área da piscina e estão todas sorrindo e conversando. Confesso que fiquei feliz em ver um sorriso genuíno no rosto da Helena; pelo menos para isso a sonsa da Clarissa está servindo.
BEATRICE: — Cunhadinha! Achei que não iam vir.
— Acabei bebendo demais ontem, então dormi no apartamento do Caio.
HELENA: — Posso ver que foi muito bom, e pela marca roxa que está no seu seio, acredito que dormir foi a última coisa que você fez. — Helena parece estar radiante. Não sei o que está acontecendo, mas estou amando ver o brilho dela voltando.
— Droga, nem reparei que ele tinha me marcado.
CLARISSA: — Oi, Lou. Parabéns pelo casamento, fico feliz que tenha arrumado seu tão sonhado casamento por amor.
Meu casamento não foi por amor, mas ela não precisa saber disso.
— Obrigada. Pela ordem, acho que você também já era para estar casada, não é?
CLARISSA: — É... acho que isso não irá acontecer tão cedo, mas acredite, preferia estar casada...
Não sei por que, mas senti um tom de tristeza na voz dela. Está acontecendo alguma coisa e meus pais sabem o que é.
O restante da tarde correu super bem, ficamos todos na piscina. Agora, no final da tarde, meus sogros foram para casa e meus pais já foram deitar. Só restamos eu, Caio, Lucca, Klaus, Beatrice, Helena e Clarissa conversando e bebendo.
KLAUS: — E aí, Clarissa, o que você veio fazer na Rússia? Se me lembro bem, da última vez você disse que nunca mais viria para cá.
HELENA: — Nossa, é verdade! Não lembro com quem você brigou, mas a gente estava na boate do Klaus.
CLARISSA: — É, estou pagando com a língua, fazer o quê? Acontece...
Ficamos conversando até tarde. Klaus e Caio tiveram que colocar o Lucca para dormir; acho que nunca vi ele ficar tão bêbado na minha vida.
CAIO: — Você não gosta muito da sua prima, né? Sua cara de nojo todas as vezes que ela abria a boca era nítida.
— Teve um tempo que a gente até se dava bem; ela vinha para cá nas férias e eu ansiava por isso. Mas, quando fomos crescendo, isso mudou. Tudo para ela parecia ser uma competição de quem fazia melhor as coisas. Um dia, eu e a Helena fomos convidadas para uma festa à fantasia; eu não estava falando mais com a Clarissa, então não a convidei para ir com a gente. Ela simplesmente contou para o meu pai e ele foi me buscar junto com o pai da Helena. Foi um vexame! Duas garotas de dezesseis anos tomando bronca dos pais na frente da escola toda. Ficamos de castigo quase um mês e viramos chacota no colégio. Éramos adolescentes e nossas amigas da escola perguntavam por que tínhamos seguranças sempre, não podíamos ir para festas de amigos nossos nem ir para a casa de campo dos avós deles. E não poder explicar para ninguém o motivo de não podermos participar dessas coisas era a parte mais difícil. Eu odeio mentiras; dei graças a Deus quando o ensino médio acabou. Quando enfim compreendi que a minha vida sempre seria essa, parei de tentar fazer diferente. Não tinha jeito, e ficar sempre batendo de frente com a minha mãe estava rendendo boas dores de cabeça para o meu pai. Então, simplesmente me fechei para tudo. Mas meu sonho de casamento por amor eu mantive vivo dentro de mim, e até isso meus pais conseguiram tirar de mim. Enfim, nem todos os parentes são legais, né?
Sorrio sem vontade e o Caio só me ouve. Tomo um banho e o Caio entra logo depois de mim. Estou bem cansada, então não demora muito para pegar no sono.
Acordo pela manhã com um peso em cima de mim; Caio está dormindo praticamente em cima de mim.
— Ei, Caio, acorda! Está me deixando sem ar.
Ele se mexe, mas não sai do lugar. Empurro-o um pouco para o lado e, quando consigo sair debaixo dele, ele me agarra e me puxa novamente.
CAIO: — Bom dia, princesa. Já vai sair da cama tão cedo? Por que não vamos ficar aqui um pouco mais?
— Tá, vou abrir uma exceção, só porque é para você.
CAIO: — Anda abrindo muitas exceções, Dona Louise?
— Nossa, achei que era Senhora Santoro.
Ele me puxa pelo pé e começa uma sessão de cosquinhas. Confesso que estou amando esses momentos com ele.