Eles nem sabiam o que dizer, mas sorriram ao pensar que ambos se reconheceram. Linda ficou sem entender nada.
Linda: Vocês já se conheciam?
Alan: Na verdade, se conhecer mesmo a gente não se conhecia. Disse deixando Dulce ainda mais confusa.
Ana: Acontece Lin, que sem querer acabei me confessando com seu irmão. Linda olhou sem acreditar
Linda: Foi à igreja? Ela assentiu - Depois de tanto tempo? Ele voltou assentir, deixando Ana constrangida. - Mas como podem saber?
AyA: Pela voz! Disseram juntos e tanto Ana quanto Alan ficaram corados e Linda os olhou de forma maliciosa, Alan já conhecia aquele olhar então a repeendeu com um olhar duro.
Linda: Entendi! Eu vou ali falar com algumas pessoas e já volto. Disse os deixando sozinho e Ana não sabia onde se enfiava de tanta vergonha que estava sentido.
Alan: Então Ana, mundo pequeno, não? Disse puxando assunto.
Ana: Pode me chamar de An.
Alan: Tudo bem, An. Ela sorriu e ele admitiu aquele sorriso dela era encantador.
Ana: Jamais poderia imaginar que você seria o irmão da Lin.
Alan: Pensei que não fosse te ver mais. Disse e se arrependeu foi algo tão automático que simplesmente saiu de sua boca, mas o que ele recebeu foi o melhor, o sorriso dela se alargou mais ainda.
Ana: Pensei que os padres não guardavam em suas cabeças as confissões das pessoas.
Alan: Realmente não aguardamos, mas você me pareceu muito angustiada naquele dia e isso me perturbou muito. Disse sendo sincero
Ana: De fato estava muito confusa e magoada.
Alan: Pensei que fosse voltar!
Ana: Eu ia, mas é que....parou tentando achar as palavras certas.
Alan: Que? Disse a incentivando continuar.
Ana: Não sei, não achei correto! Disse pensando em todas as vezes que teve pensamentos com o padre.
Alan: E por que não seria? Perguntou confuso.
Ana: Só poderia dizer em uma confissão. Disse e ele a encarou
Alan: Um pecado ? Disse tentando imaginar o motivo, aquela mulher o instigava, ele queria saber tudo sobre ela, queria ajudá-la.
Ana: Provavelmente.
Alan: Eu posso te ajudar! Disse e ela o encarou e realmente ele poderia ajudar e como poderia. Ele percebeu que ela ficou calada e notou que o assunto era desconfortável para ela. - Conseguiu resolver o probelam com seu pai? Ela assentiu envergonhada - E o tal rapaz?
Ana: Ele até que é legal, chegamos a sair um dia desses, você tinha razão. Disse e ele não soube o porquê, mas se incomodou ao saber que ela tinha saído com um cara. Ele ficou sério de repente e ela percebeu, mas não soube o por quê? - Disse algo errado ? Ele a fitou e viu como era linda, tinha um olhos hipnotizantes, um corpo maravilhoso e praguejou por avaliar uma mulher de forma tão desejosa!
Alan: De forma nenhuma. Ele respondeu.
Eles foram interrompidos pela mãe dele que chegou para levar o filho. O fato era que Rita não gostava das mulheres em cima do seu filho, sabia que ele atraía muitos olhares maliciosos, mesmo sabendo que Ana não era esse tipo de mulher ficou on um "pé atrás" ao perceber o jeito que eles se olhavam. Depois daquele momento, eles não se falaram mais, isso porque Rita e Linda ficavam grudadas em Alan e Ana sem jeito de retornar uma outra conversa. Porém a troca de olhares entre eles era contínua, mesmo que em alguns momentos eles desviassem os olhos quando eram flagrados, não puderam desviar por muito tempo, existia algo que os atraía, eram como imãs.
Ele queria ter tido mais uma oportunidade de ficar próximo dela já ela não queria ter que ficar afastada dele. Quem fosse observador iria perceber o que estava se passando ali, mas todos estavam muito entretidos na festa para perceber qualquer coisa.
Eles almoçaram e todos em uma conversa descontraída, alguns riam. Outros caiam na piscina. Linda radiante por seus amigos e sua família estarem todos reunidos. O tempo passando e alguns já tinham ido embora só ficaram os mais próximos de Linda, como alguns amigos e a família dela. Assim que chegou a sala viu seu irmão sentado no sofá.
Linda: Porque está aqui sozinho?
Alan: Estou só pensando.
Linda: Alan, você é feliz? Perguntou direta.
Alan: Que pergunta é essa? Perguntou nervoso com o assunto.
Linda: Só responda o que te perguntei, Você é feliz ? Perguntou novamente.
Ele era feliz? Perguntou a si mesmo! Ele tinha uma família, amigos, servia ao Senhor, possuía uma vida tranquila, não fazia questão, mas a família possuía alguns bens, tinha uma vida estável e segura! Diria que tinha tudo, mas porque sentia-se incompleto? Mas ele era feliz? Bom, ele achava que sim.
Alan: Sou sim! Disse sem muito convicção.
Lind Tem certeza? Ele só assentiu. Ouviram vozes e viu que Mayra, Ulisses, os pais, Carla, Angel e Anahí entravam na sala também e riam de alguma coisa que Mayra dizia. Os olhares entre Ana e Alan se encontraram novamente só que agora eles não desviavam um do outro, se encaravam e parecia como se não houvessem mais ninguém naquele lugar só os dois e a conexão entre eles. Depois que o restante foi embora, Ana também já se preparava para ir, mesmo sem vontade, mesmo com o coração pedindo para ficar. Alan também não queria que ela fosse. O desejo deles era ficar ali. Só os dois.
Eles queriam mais uma chance, apenas uma chance de ficarem perto um do outro por mais tempo, mesmo que nenhuma palavra foi dita, mesmo que só existisse o silêncio, eles queriam a presença um do outro e parece que o desejo deles iria ser concedido.
Linda: An, almoça aqui com a gente amanhã?
Ana: Claro! Ela disse sem pestanejar, o coração dos dois davam pulos de felicidade, mesmo sem eles saberem o motivo, foi então que ele sorriu para ela, não qualquer sorriso, mas um sorriso torto, aquele que deixa qualquer mulher que se sentia atraída por um homem totalmente embaraçada, um sorriso que "cheirava" a pecado.