Semanas foram se passando e Ana continuava pensando naquela voz. E ficava impressionada como ela ainda pudesse ficar pensando nisso. Ela realmente pensou em tudo o que seu pai dissera e decidiu sair com os amigos do trabalho e entre eles o Rodrigo, a princípio eles foram a um barzinho que tinha música ao vivo, ficaram conversando rindo e ela realmente gostou de ter saído com aquela turminha e percebeu que julgou preciptadamente o Rodrigo, ela pode perceber que ele era um cara divertido e simpático. Chegaram até trocar números de telefone.
Durante esse tempo ela e Rodrigo se aproximaram e combinarem de irem ao cinema e depois em uma pizzaria, eles iriam assitir a um filme de comédia, ele pegou as pipocas e os refrigerantes e logo estavam na sala de cinema, o filme passava e eles davam risadas, comentavam sobre o mesmo, ele sempre respeitando a vontade dela a deixando bem a vontade. Quando o filme acabou eles riam e brincavam um com o outro, ela estava gostando muito da companhia dele. Já na pizzaria eles conversavam e se conheciam melhor.
Rodrigo: Então, Ana, foi uma opção sua escolher administração?
Ana: Foi sim, eu sempre gostei, mas influência do meu pai ajudou também. E você sempre quis ser empresário?
Rodrigo: Sim, também optei por seguir a tradição da família!
Ana: Entendi!!
Rodrigo: Tem namorado?
Ana: Não, e você?
Rodrigo: Terminei um relacionamento recentemente, já não estava dando certo, então optamos por terminar.
Ana: Poxa, sinto muito!
Rodrigo: Está tudo bem, eu gostava muito dela, muito mesmo, cheguei a pensar em casamento, mas há algum tempo não estava a mesma coisa, acho que não tenho muita sorte com relacionando já que fui traído duas vezes e na última vez chutado!
Ana: Não fique assim, eu também não tive sorte, também já fui traída meu primeiro namorado me traiu, depois em outro relacionamento pensei que fosse dar certo so que ele foi embora para trabalhar em outro país e no último descobri que meu namorado era gay!
Rodrigo: Nossa Ana, que barra em.
Ana: Mas já superei.
Rodrigo: Mas não tem ninguém no qual esteja interessada? Ana logo pensou no padre que a atendeu, mas se assustou com o pensamento, não poderia pensar ou está interessada em um padre.
Ana: É complicado! Se limitou a dizer.
Na verdade, ela nem soube o porquê havia dito aquilo, era muito mais simples ter dito um não. Eles terminaram de comer e ele a levou para casa, queria mostrar o seu interesse, mas não queria ser precipitado ou assusta-la.
Rodrigo: Está entregue!
Ana: Obrigada! Eu gostei muito do nosso passeio.
Rodrigo: Eu que agradeço pela companhia!! Tchau Ana. Disse e deu um beijo perto da boca dela deixando suas intensões evidentes e ela ficou sem graça.
Ana: Boa noite, Rodrigo. Ela saiu do carro e logo entrou em casa sem olhar para trás, ela soube muito bem o que aquele ato significava, ele queria mostrar a ela que estava interessado, só o via como um amigo mesmo. Falou com os pais e foi para o seu quarto, tomou um banho, escovou os dentes e foi se deitar, pegou o celular e viu uma mensagem da sua amiga Linda.
Linda: Ana, amanhã terá um almoço aqui em casa para comemorar meu aniversário, espero por você aqui!
Ana: Oi Lin, estarei aí sim, saudades de todos! Logo Linda a respondeu
Linda: Só falta você conhecer o meu irmão, amanhã ele estará aqui, também chamei a Cláudia, Paola, Angela e a Zoh.
Ana: Porque convidou as nojentas ?
Linda: Foi mais por causa do Ulisses, você sabe que a Claudia é prima dele e a Paola vem, porque Cláudia pediu, enfim não tive muito o que fazer.
Ana: Entendi, amanhã estarei aí.
Linda: Ficarei te esperando.
Ana logo dormiu, pela manhã iria comprar um presente bem bonito para amiga.
Alan passou aquelas semanas inquieto, ele pensou que a moça, a dona da voz de anjo, fosse voltar, que fosse para contar o que tinha feito,ele criou uma expectativa que acabou o frustrando! Mas com o tempo, também veio o aniversário da irmã, ela iria fazer um almoço e claro que ele iria fazer de tudo para conseguir ir, conversou com o padre Augusto que o liberou no final de semana, ele saiu da paróquia, arrumou uma pela mala, onde colocou algumas roupas, produtos de higiene e calçados já que ele ficaria na casa de sua mãe.
Assim que chegou na sexta noite suas irmãs pularam nele fazendo festa,depois foram seus pais. Eles tiveram um momento em família, jantaram juntos. Rita arrumou o antigo quarto do filho, para Alan era tão bom está em casa daquele jeito. Ele sentia falta disso. Voltou para sala e viu a irmã conversando com alguém. Assim que terminou ela o deu atenção.
Linda: Estava chamando a Ana!
Mayra: Ela vem né?
Linda: Vem sim!
Alan: Ana? Perguntou confuso
Linda: Minha melhor amiga, mas nunca tive oportunidade de apresenta-los
Mayra: Nos conhecemos na faculdade.
Rita: Uma moça linda, muito educada, gosto muito dela sem contar que é de família tradicional. Enrico e Maria são pessoas muito religiosas e souberam criar a filha.
Alan: Entendi! Um nome bonito o dela.
Mayra: Como coisa que o seu nem é né. Todos riram
Linda: Mas na verdade o nome dela é Ana, mas sempre chamamos de An.
Ana!
Esse nome ficou na mente de Alan, achou bonito e marcante. Depois de assistirem um filme juntos foram dormir. Na manhã seguinte a casa estava uma correria e arrumaram a mesa do lado de fora, todos foram chegando. Alan vestia uma bermuda e camisa. Bem diferente do que a maioria estavam acostumados a ver, mas era um almoço de família ele não iria vestir batina né, e as pessoas tinham mania de achar que Padre só vestia isso. Ele se sentiu um pouco incomodado ao ver Cláudia ali, sua ex. Ela o encarava de um jeito malicioso, como se pensasse nós temos em que namoravam. Ele estava com Mayra e até que ouviu a irmã gritar
Linda: ANA! Elas se abraçaram e Alan se virou para ver e se depara com a pessoa mais linda que já vira, aqueles cabelos castanhos, aquele sorriso, aquela boca e os olhos azuis, era como um anjo, ficou paralisado com a beleza dela. Ana também focou os olhos em um moreno de olhos verdes, e que olhos! Pensou ela, corpo musculoso, pela bronzeada. Um verdadeiro pecado.
Linda: Quero te apresentar meu irmão. Linda saiu puxando a amiga pela mão. - Ana, esse é meu irmão Alan e irmão, essa é minha amiga Ana. Eles ficaram se olhando. Todos perceberam o clima que havia rolado entre eles, pois eles nem conseguiam quebrar o contato visual, foi Alan que despertou do transe se recrimando por estar desejando quela mulher.
Alan: Prazer conhecê-la, Ana. Disse.
É ele! É a voz, não pode ser, O irmão da Linda é padre? Pensou Ana.
Ela queria pensar que era loucura da sua cabeça que estava delirando viu que todos esperavam que ela dissesse alguma coisa, aquilo estava muito constrangedor.
Ana: Prazer conhecê-lo também!
É ela! Claro que é eu reconheceria sua voz em qualquer lugar.
A compreensão passava no rosto dos dois.
AyA: É você! Eles afirmaram ao mesmo tempo. Deixando todos confusos.