O uísque descia queimando, mas o fogo no meu peito não era causado pelo álcool. Era o tédio. Era a tentativa frustrada de tirar aquela ruiva da minha cabeça. Eu estava sentado ali, no centro do churrasco da cúpula, com a Rayssa — uma das mulheres mais cobiçadas do morro — rebolando no meu colo e sussurrando promessas de prazer no meu ouvido. Mas tudo o que eu sentia era o vazio. Cada toque dela parecia falso, cada riso dela parecia um ruído incômodo. A imagem da Antonella desabando no pátio, com os olhos azuis transbordando de pavor, estava gravada na minha retina como uma cicatriz. Eu estava fingindo. Fingindo para o Lobo, para o DG e para todos os soldados que o Terror do Alemão ainda era o mesmo. Que eu ainda era o homem que não se importava com nada além de lucro e poder. De repente,

