Capítulo 11 – Antonella

1736 Words

O silêncio do quarto dele era pior do que o som dos tiros. Eu estava encolhida no canto daquela cama imensa, a mesma onde horas antes eu achei que tinha encontrado algum tipo de conexão humana. Que tola. O cheiro de pólvora parecia ter grudado nas paredes, no lençol, na minha própria pele. Fechei os olhos e a cena se repetia em looping: o som seco dos disparos, os corpos caindo, e o sangue... aquele rio escuro correndo em direção aos meus pés. O Comandante não tinha apenas matado dois homens; ele tinha executado a última parte de mim que acreditava na bondade. Naquela noite, ele não voltou. A porta foi trancada por fora e eu fui deixada ali, no escuro, com os meus fantasmas. Eu esperava que ele entrasse a qualquer momento, que gritasse comigo ou que tentasse me possuir de novo com aquela

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