Rafael narrando Eu cheguei no restaurante com o Benjamim alguns minutos antes do horário. Não por acaso. Pontualidade sempre foi algo natural pra mim… mas, naquele dia, tinha mais coisa por trás. Ansiedade. Não minha. Dele. Desde que saímos de casa, o Benjamim estava diferente. Agitado. Olhando pela janela. Perguntando. — Ela já tá chegando? Olhei pra ele de lado, mantendo a atenção na direção. — Já, filho. Alguns minutos de silêncio. E de novo: — Falta muito? Soltei um ar baixo. — Não e não era impaciência. Era… expectativa. O que, vindo dele, era raro. Muito raro. Encostei o carro, desci e dei a volta pra pegar ele. Segurei a mão pequena dele na minha enquanto entrávamos. — Fica tranquilo! — falei, sem olhar diretamente pra ele. — Ela já deve estar chegando. Ele

