7 de outubro de 1991: segunda-feira.
Amanheceu um dia frio e fechado, nenhum raio de sol apareceu para acordar os Grifinórios ou até mesmo os Lufanos em suas salas comunais. Apenas uma brisa de ar frio passava pelas frestas das portas e janelas, avisando a todos para se levantarem e colocarem suas roupas mais quentes se não quisessem congelar.
Mas aqueles que adoravam o calor de suas cobertas e de suas camas quentinhas tinham problemas em acordar no frio e isso estava acontecendo agora mesmo no quarto de Draco Malfoy. Thomas tentava a quase uma hora fazer Draco se levantar da cama e não sabia como Sienna conseguia isso em menos de quarenta minutos, ele sentia falta dela.
_ Não quero acordar agora. - Resmungou puxando ainda mais a coberta para tampar seu rosto. _ Me dê cinco minutos.
_ Você está falando isso já tem trinta minutos. - Falou Thomas emburrado e tentando não pegar a varinha e matá-lo ali mesmo.
_ É porque você não me deixa dormir por mais cinco minutos que tenho que ficar repetindo essa frase a cada cinco minutos.
_ Sei que está frio e que deve estar uma maravilha ficar debaixo do cobertor, mas temos que tomar café da manhã e ir para as aulas. - Disse o óbvio.
_ Preferia que Sienna estivesse aqui. - Bufou contragosto, abriu um dos olhos e viu que Thomas não estava para brincadeira e mesmo assim continuou a falar: _ Ela me deixava dormir por dez a vinte minutos e sempre tinha um sorriso caloroso nos lábios, mas com você parece que serei assassinado a qualquer minuto.
_ Eu não teria coragem de matar o herdeiro do senhor Malfoy, não sou tão c***l. - Sorriu perverso. _ Mas você tem um ótimo motivo para você sair dessa cama, talvez tenhamos notícias dela no salão principal, então se arrume rapidamente, não quero me atrasar.
_ Ok, ok, estou indo. - Retirou a coberta de cima do seu corpo e se sentou na cama espreguiçando seu corpo. _ Frio, estou sentindo tanto frio. - Bateu os dentes.
_ Tome. - Jogou a toalha de banho em seu rosto. _ Agora vá tomar banho. - Draco olhou para Thomas com olhos esbugalhados pela palavra "banho" e sentiu um vento passar pela sua nuca o fazendo tremer.
_ Está frio! Quem toma banho no frio? - Quase berrou.
_ Pessoas que gostam de se manter limpas, agora pare de gracinha e tome seu banho. - Retirou a coberta de cima dos pés de Draco e o empurrou para fora de sua cama.
_ Preciso de minhas pantufas, o chão está congelando e devo estar no Polo Sul, e não estou sabendo. - Choramingou sendo arrastado para o banheiro de seu quarto.
_ Pense positivo. - Empurrou o garoto para o banheiro.
_ E o que tem de positivo nisso?
_ Seu cabelo não ficará desarrumado e você não terá suor escorrendo pelo seu rosto.
_ Isso realmente é interessante de se pensar.
_ Agora cale a boca e tome seu banho.
_ Ranzinza.
_ Sempre. - Revirou os olhos.
Draco resmungou ainda mais, mas Thomas não ligou para isso, ele apenas pensava em Sienna e o que iria dar de presente para ela, se fosse há década de quarenta ele teria que trabalhar em suas férias para dar um presente descente a Sienna.
Mas como a década é outra e ele já tinha descoberto sua herança, ele não precisaria se sacrificar para comprar algo para sua Cachinhos. Ele ficou por tanto tempo nesses pensamentos que nem percebeu que estava encostado na batente da porta do banheiro e Draco o olhava batendo os dentes violentamente.
_ Pronto, estou aqui e me dê licença, preciso de roupas. - Disse correndo como um pinguim.
Ele foi até ao seu guarda-roupa e retirou seu uniforme de inverno, e não entendia como Thomas vestia apenas uma blusa social branca e a calça social da escola... E sem a porcaria da gravata.
_ Onde está a sua gravata? - Disse colocando cueca por de baixo da toalha.
_ Sem minha prometida não consigo usar a minha gravata. - Disse dando de ombros e sabia que estava irritando Draco.
_ Prometida a b***a de Dumbledore.
_ Que nojo, Draco, não queria imaginar a b***a dele. - Disse vendo ele abotoar a camisa.
_ Então não fale de algo desse tipo, Sienna nunca será nada sua.
_ É isso que veremos. - Proferiu saindo do quarto e indo para o salão principal.
Draco correu para acompanhar Thomas e quando os dois chegaram no salão, eles viram que os Sonserinos estavam normais, normais até demais.
_ Tem notícias dela? - Gemma perguntou.
_ Não temos notícias dela. - Responderam em uníssono.
Com essa frase todos da Sonserina ficaram absortos em pensamentos novamente que nem mesmo perceberam que as corujas já estavam voando pelo salão entregando suas correspondências, jornais e presentes.
O bater de asas, berradores e até mesmo o piado das corujas não trouxeram os Sonserinos de volta, a única coisa que os trouxeram foi um grito que veio da mesa de sua rival.
_ Por Merlim! Essa é uma Nimbus 2000, Harry. - Comentou Rony.
_ Mas primeiros anos não podem receber vassouras. - Comentou um Lufano.
_ Ele deve ter recebido tratamento especial. - Bufou um Corvino. _ Só porque é o "Menino que Sobreviveu", talvez aquela menina tenha razão.
_ Quem tem razão? - Perguntou outro Lufano olhando para trás.
_ Sienna. - Sorriu presunçoso. _ Aquela menina é muito inteligente, pensou em coisas que até mesmo Badeea não foi capaz de pensar.
_ Eu acho que ela foi para casa errada. - Comentou uma Corvina. _ Ela é inteligente, doce, carinhosa e bondosa, que característica que ela tem da Sonserina?
_ Isso não podemos saber, vocês sabem como as cobras são, mostram suas máscaras para depois mostrarem suas verdadeiras origens. Tão desprezíveis. - Bufou um Corvino.
A Sonserina viu aquilo e todos eles olharam para Minerva e Dumbledore na mesa dos professores e eles sorriam para Potter. Enquanto eles sorriam e brindavam por uma vassoura, Sienna estava no hospital e Dumbledore não dava notícias dela há dias.
_ Estou farto dessa escola e toda essa felicidade me enoja. - Derrick falou pegando um pão na cestinha que estava na mesa.
_ E o que você quer que façamos? - Bufou Cristal. _ Estou cansada de ver tudo isso, estou indo primeiro, tenho que passar na biblioteca para terminar um trabalho de feitiços.
Ninguém falou nada, apenas continuaram comendo e depois de alguns minutos saíram do Grande Salão indo direto para suas salas de aula. Depois de alguns dias sem ir às aulas, os pais foram convocados e os Sonserinos foram obrigados a irem nas aulas, com muito custo, mas voltaram a participar das aulas e eles tentavam recuperar os pontos perdidos para que eles ganhassem mais um ano a Copa das Casas.
Draco foi para suas aulas e Thomas desapareceu das suas, os professores sentiam falta do seu segundo aluno favorito. Eles não contaram para Dumbledore que um aluno estava matando aula pelo simples motivo deles perceberem que Thomas sentia falta da menina. Ninguém podia discordar que Thomas e Sienna fazia um casal muito bonito, bom, tem duas pessoas, mas isso é para mais tarde.
Com as horas passando e o almoço terminado, e a tarde chegando, os Sonserinos foram para o pátio para apenas para relaxarem, era um pequeno ritual que eles faziam diariamente.
A tarde que não tinha nem mesmo um raio de sol e que tinha apenas vento, o tempo nublado trazia um senhor de boa aparência que estava caminhando pelas ruas de Hogsmeade, levando uma maleta retangular consigo.
Ele sorria para as pessoas que tinham coragem de sair naquele dia frio e dia opaco, e pensava consigo que se não fosse seu serviço, ele estaria em sua casa em frente a lareira saboreando um esplêndido whisky.
O senhor pegou dentro do seu casaco acolchoado um papel que fizera quando o pedido foi encomendado e pago. O papel tinha o nome da pessoa que encomendou, os nomes das pessoas que deveria entregar a encomenda, o local, o dia e até mesmo a assinatura da garota que ele havia pegado por via correio.
Ele ia em direção de Hogwarts e suas roupas vermelhas eram apenas um ponto pequeno no horizonte, mas ninguém se importava, era apenas mais um visitante a Hogwarts.
O senhor andou mais um pouco e bateu na grande porta de madeira e esperou pacientemente alguém abri-la para entrar e entregar a sua encomenda, e talvez rever a menina.
Filch com sua gata em seu colo deu Boas-vindas ao convidado inesperado e deu licença para que o homem entrasse, e quando ele entrou se sentiu muito melhor com o feitiço de calor que tinha no castelo.
Os dois passaram por alguns alunos perambulando pelo corredor e todos vislumbraram a maleta que um deles carregava, a maleta tinha um emblema que todos os adolescentes reconheceriam em qualquer lugar. Quando o homem chegou no gabinete do diretor, Dumbledore lhe apresentou uma imagem de um bom homem, como se aquilo fosse real.
_ Me perdoe, mas o senhor seria? - Perguntou Dumbledore andando até o senhor e apertando sua mão.
_ Sou funcionário da Vassourax e venho aqui para entregar uma encomenda. - Sorriu apertando a mão do diretor, o homem ficou deslumbrado com o gabinete do diretor e queria guardar na memória a sensação de estar em casa ou algo parecido com isso.
O homem não estudou em Hogwarts, já que ele não é de Londres e sim, dos Estados Unidos. Ilvermorny era uma boa escola e ele não podia negar isso, mas Hogwarts parecia mais misteriosa do que a Ilvermorny.
_ Entendo, mas a vassoura de Harry já foi entregue hoje de manhã. - Falou observando o horário, já era quase cinco da tarde, um horário que a Grifinória estaria praticando no campo de quadribol.
O senhor olhou novamente o papel mesmo sabendo os nomes, o local e até mesmo o nome da menina de cor e salteado.
_ Me perdoe, diretor, mas as vassouras não são para nenhum Harry. - Sorriu novamente, ele percebeu que aquele homem era algo diferente de sua apresentação bondosa.
_ Entendo, como não é ele, devo dizer que não posso ajudá-lo sem os nomes dos alunos. - O diretor queria saber de qualquer jeito quem teve a "honra" de ter um dos funcionários da loja Vassourax entregando uma vassoura pessoalmente.
_ Eu os conheço, são garotos com pais famosos, apenas quero ir para o... - Olhou o papel para que o diretor não desconfiasse dele, mais que já estava desconfiado._ Pátio.
_ Claro, por favor, me siga. - Sorriu.
Dumbledore e o senhor saíram do gabinete e caminharam pelos corredores longos e mágicos, os dois não conversaram pelo caminho, apenas olhavam em volta para que o destino chegasse mais rápido.
_ Imagino que os alunos são Son... - Não terminou de falar pelos gritos.
_ Repete! - Gritou Draco Malfoy para Hermione. _ Repita o que você acabou de falar.
_ Eu... - Foi interrompida.
_ Ela não vai repetir, você não é surdo. - Ronald interviu.
_ Olha aqui, garota. - Chegou Chistalya e apontou seu dedo para Granger. _ Você pode falar de qualquer um de nós, mas se falar de Sienna novamente como se ela estivesse morta ou com palavras de baixo calão, eu irei pegar a minha mão e meter na sua cara. - Falou entre dentes.
_ Não será necessário, não é mesmo, senhorita Granger. - Proferiu Dumbledore intervindo na discussão.
_ Tinha que acabar com a briga logo agora? - Perguntou Vaisey comendo sapos de chocolate e Derrick deu um cutucão no garoto, mas ele ficou rindo.
_ Bom, se não acabasse a briga, não poderia dar os presentes que a senhorita Sienna comprou na loja onde trabalho. - Sorriu o senhor. _ Me chamo Michel Rosy e trabalho na Vassourax.
_ Sienna está no hospital, então... - Cristal iria continuar, mas o senhor entregou um papel com o nome de Sienna assinado. _ Ela comprou no dia 22 de outubro, não sabia que ela tinha saído. - Disse entregando o papel a Michel.
_ Ela saiu para ir no psicobruxo. - Disse Dumbledore como se fosse morrer e já sabia que ele não iria deixar a menina sair mais.
_ Bom. - Falou deixando a maleta em cima de um banco de pedra. _ Draco Malfoy e o time de quadribol da Sonserina. - Abriu a maleta e mostrou 8 vassouras com seu tamanho reduzido.
_ Somos nós. - Falaram os meninos.
_ Vejo que todos estão aqui. - Sorriu o bom senhor. _ Como a senhorita Sienna havia encomendado uma quantidade maior, não podíamos deixar uma coruja trazer suas vassouras, então meu chefe me deu essa missão de trazer para vocês. - Proferiu pegando as vassouras e fazendo elas voltarem ao seu tamanho real. _ Vamos, experimentem.
Os Sonserinos se olharam, mas não perderam tempo em pegar suas novas vassouras e experimentá-las.
_ Vejo que gostaram, fico feliz de presenciar isso e se me dão licença tenho que ir. - Falou fechando a maleta e olhando para os lados.
_ Está procurando Sienna? - Perguntou Derrick que tinha pegado um sapo de chocolate de Vaisey.
_ Sim, aquela menina foi muito educada e gostei muito dela.
_ Ela está em St.Mungus. - Proferiu Cristal. _ Alguém tentou matá-la.
_ Por Merlim! - Ficou espantado. _ E o senhor não fará nada? - Perguntou para Dumbledore.
_ Estou averiguando a situação. - Tentou escapar do assunto.
_ Entendo. - Percebeu o que ele tentava fazer. _ Bom, aproveitem as novas vassouras, elas serão por menos de um ano, então, até ano que vem, crianças.
_ Como assim até ano que vem? - Draco falou descendo de sua vassoura e a entregando para o capitão do time de quadribol da Sonserina.
_ Sua amiga comprou mais dois modelos de Vassoura, Nimbus 2001 e Firebolt. - Sorriu dando adeus para os adolescentes.
Os Sonserinos se olharam e algumas lágrimas já escorriam pelas faces daqueles adolescentes, eles não estavam chorando exatamente por alegria, mas sim, por saudade e tristeza. Eles se culpavam por terem brigado com os Corvinos e com os Grifinórios, se não fosse a briga, Sienna estaria ali ou talvez não, mas eles não saberiam desse detalhe.
_ Sua amiga está bem. - Falou Dumbledore assustando alguns Sonserinos que haviam esquecido que ele estava ali. _ Ela já acordou e apenas espera darem alta a ela. - Proferiu e foi embora.
Draco olhou para todos e sorriu, ele pediu que o capitão do time guardasse a vassoura e o capitão concordou sem questionar. Draco correu para o Corujal e começou a escrever uma carta para os pais para contar a novidade.
Ele queria mandar uma carta para Sienna, mas Dumbledore proibiu dizendo que ela estaria se recuperando e cartas dos amigos apenas atrapalharia. Malfoy bufou em apenas em pensar nessa baboseira.
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Mamãe e papai:
Venho por meio desta carta avisar que ganhei uma Nimbus 2000 de Sienna e que Dumbledore acabou de nos dar uma notícia maravilhosa e apesar de ter sido uma notícia dada por Dumbledore num tempo frio e feio, o que combina muito com ele, a notícia foi significativa para os Sonserinos. Ele nos disse que Sienna está bem e só espera o medibruxo dar alta, não foi com essas palavras, mas foi isso que entendi.
E quero perguntar a vocês se posso levar dois amigos para passar o feriado de Natal com a gente? E não são os mesmos amigos de antes e sim, Sienna e Thomas. Espero que me respondam rapidamente e que vocês estejam bem.
De seu filho mimado.
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Draco amarrou a carta em sua coruja branca como a neve e a esperou alçar voo e desaparecer entre a neblina.
_ O que faz aqui? - Perguntou Thomas com olhos semicerrados e aquilo acabou dando um susto em Draco que pensava em outras coisas e que tinha até mesmo se esquecido que estava no Corujal.
_ Thomas? - Se virou e olhou seu melhor amigo. _ Onde esteve? Eu lhe procurei por Hogwarts toda depois das aulas e até mesmo perguntei o professor Snape se ele tinha lhe visto. - Falou emburrado, mas, ao mesmo tempo, contente.
_ Estava no meu quarto. - Falou prontamente. _ Mas você não me respondeu.
_ Acabei de enviar uma carta para os meus pais contando sobre Sienna e o presente que ela me deu. - Sorriu afrontoso.
_ Presente? - Seu peito apertou, mas ele não deixou transparecer.
_ Ela comprou oito vassouras.
_ Então não foi um presente apenas para você, foi para o time da Sonserina, estou certo? - Sorriu e se sentiu melhor.
_ Sim. - Disse emburrado.
_ Fiquei sabendo de algo. - Falou andando para sair do Corujal, ele não mandaria sua carta com Draco estando presente.
_ E o quê você descobriu? - Perguntou estranhando o comportamento do amigo.
_ Que Sienna fará aniversário neste mês, no dia 29 para ser mais preciso. - Viu os olhos de Draco ficarem esbugalhados.
_ Por Merlim! Tenho que falar com os outros e pedir meus pais que comprem um presente para ela. - Ele iria voltar no Corujal para escrever mais uma carta, mas ele resolveu contar a notícia primeiro aos outros. _ Até mais, Thomas. - Correu dando tchau.
Thomas olhou Draco até ele desaparecer e olhou em volta como se procurasse alguém o bisbilhotando, mas não encontrou nem mesmo uma assinatura mágica.
Ele voltou no Corujal e amarrou uma caixinha de veludo na coruja de Sienna que estranhamente se chamava Gam, quem dava o nome da sua coruja de Gam?
A coruja bateu as asas e voou para o céu que parecia que iria chover.
Thomas pegou um vidrinho dentro do seu bolso e destampou bebendo o líquido.
_ Terei que fazer mais se eu quiser ficar seis anos aqui. - Falou olhando o vidrinho vazio e saiu do Corujal.
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Como vai? Deveria estar bem depois que você se foi e com você se foi meu bullying sofrido, mas não me sinto bem sem você. Neste exato momento estou contendo as lágrimas que desejam se libertar, mas eu as impeço com muito custo.
Lhe vi e senti o que senti há anos quando nós se conhecemos, mas mesmo lhe vendo eu sei que não é você, não é a menina por quem me apaixonei[...]
Com amor e carinho, de sua Mascarada.
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Cartas para uma pessoa morta e que nunca as lerá, essa era como a mascarada desabafava os seus sentimentos. Chegaremos o motivo dessas cartas logo, mas não agora.