4 de outubro de 1991:
Era estranho pensar que planos já esquematizados teriam que esperar devido a mais uma intervenção da mulher mascarada. A mulher estava no quarto de hospital de Sienna e esperava Dumbledore entrar nele para ter uma inevitável conversa.
Caspra olhava para os lados a procura de algo brilhante, mas nenhum objeto era interessante para seus olhos, mas a menina na cama era.
_ Você sabe que eu não podia estar aqui, não sabe? - A mulher estava sentada no sofá que continha no quarto e bebia um pouco de chocolate quente que a enfermeira havia trazido.
_ Eu deveria estar em Gringotts e nem por isso estou reclamando. - Bufou o duende, que estava sentado ao lado da mulher. _ Você me disse que ela seria sequestrada em dezembro e não em outubro, se não fosse por mim, o futuro estaria em desequilíbrio.
_ Você apenas descobriu que ela estava internada em St.Mungus e não os esquemas de Dumbledore.
_ Mas isso não ajudou a você descobrir os planos daquele velho? - Perguntou abrindo um sorriso.
_ Você está certo, mas alguém está tentando matar Sienna. - Falou vendo o sorriso do duende desaparecer.
_ Desde que ela chegou em Hogwarts coisas estranhas começaram acontecer, mas por que você não soube disso? Você não veio do futuro? Não deveria saber de coisas assim?
_ Eu não tenho culpa de não saber que a menina séria agredida em Hogwarts. Por Merlim! Posso ser do futuro, mas não tenho uma bola de cristal para saber de todas as reviravoltas que ele pode sofrer.
_ Então para que você serve? - Sorriu mostrando seus dentes.
_ Sirvo para ocasiões desse tipo. - Apontou para o quarto. _ Não vamos brigar, Caspra, estamos aqui para salvar a Sienna, não é?
_ Me diga você. - Se levantou e foi até cama da garota e a olhou. _ Você realmente não sabe quem fez isso com a minha amiga? - Fungou o nariz.
_ Realmente não sei, no meu antigo passado ela estaria na Grifinória e nem mesmo seria a melhor amiga de Draco Malfoy, mas tudo que eu sabia mudou e eu apenas torço para algumas coisas continuarem as mesmas. Me perdoe, Caspra.
_ Tudo bem, você fez o melhor que pôde. - Continuou a olhar Sienna. _ Parece que Dumbledore não vai vir, o que devemos fazer?
_ Alguém deve ter notificado Dumbledore e isso é péssimo. - Falou azeda. _ O que faremos agora?
_ Estou te perguntando porque não sei. - Bufou ranzinza, ele estalou os dedos e uma barreira translúcida ocupou todo o quarto. _ Pronto, podemos ir.
_ Caspra, se alguém souber que você fez isso... - Não terminou de falar.
_ Deixa eles saberem, isso é apenas uma barreira.
_ Sim, uma simples barreira que te notifica quem está visitando Sienna e se o visitante tiver pensamentos ruins contra a garota, ele voltará para a entrada do hospital. - Bufou descrente e se levantou do sofá.
_ Esqueceu da parte que ele sofre um choque elétrico, mas você explicou bem, vamos, tenho papéis para assinar. - Andou até a porta e quando ele ia abri-la, Sienna começou a resmungar.
_ Tommy? - Gemeu chamando o nome do garoto. _ Tommy, por favor, não me deixe. - Uma lágrima deslizou pelo seu rosto e se perdeu em sua bochecha.
A mulher olhou para garota e se sentiu doente por escutar quem a menina estava chamando, se ela soubesse que estava amando o temível Lorde das Trevas, ela largaria aquele sentimento igual que ela fez? A mascarada foi em direção de Sienna e colocou a mão em sua testa.
_ Ela está fervendo em febre, devemos chamar uma enfermeira? - Perguntou alisando os cachos da garota.
_ Acho que não será necessário, aquele que vocês não nomeiam está chegando e temos que ir. - Falou Caspra cheirando a magia n***a do ar.
Os dois saíram do hospital e cada um seguiu seu rumo. Em menos de cinco minutos, o Lorde das Trevas, que andava com passos leves e precisos para dentro de St.Mungus. Olhava com seus olhos vermelhos vibrantes e trajando um terno preto elegante, com uma camisa social branca por baixo, uma gravata preta com pequenas bolinhas brancas, um sapato social preto e para complementar o seu traje, ele usava um sobretudo branco por cima de suas roupas negras.
O Lorde não pediu permissão a recepcionista ou muito menos parou para conversar com enfermeiras e médicas que paravam para olhá-lo, ele queria entrar no quarto 2512D e ver sua cachinhos. O sentimento de posse que ele tentava inutilmente tirar de dentro de si, fracassou, ele viveu por tanto tempo com esse sentimento que para tirar seria uma luta consigo mesmo, mas ele não tinha tempo para pensar em sentimentos.
Mas ele se lembrou de algo que Draco lhe disse:
"Amar é verbo e não pronome possessivo, descolonize seus afetos, babaca."
Ele estava irritado, mas ele tinha que suprimir aquilo se quisesse ver sua garota. Ele entrou no quarto e viu a sua menina, mas antes que ele tocasse na pequena garota que estava dormindo, a porta do quarto se abriu e mostrou uma medibruxa que ele conhecia muito bem, Tanacia Smigle era alta e loira com olhos castanhos.
_ A garota é bonita, devo dizer. - Falou andando até a menina. _ Agora poderia me dizer o motivo de ter me chamado?
_ Quero que me diga o que ela tem e espero que não me decepcione, Tanacia. - Proferiu saindo de perto da cama e se sentando no sofá que a mulher mascarada estava sentada em poucos minutos atrás.
_ Claro, irei fazer o meu melhor. - Sorriu apontando a varinha para Sienna. _ Ela me lembra alguém que não vejo há muito tempo, principalmente esse cabelo cacheado.
_ Você lembra de Destiny?
_ Como poderia esquecer? - Sorriu azeda. _ Pacifista, nascida trouxa e desapareceu do mundo depois de 1972.
_ Essa é a filha dela, Sienna Dolohov. - Sorriu vendo a surpresa da mulher.
_ Então ela realmente se casou com aquele Comensal, ela sempre foi burra, mas não pensei que seria tanto. - Continuou fazendo os feitiços.
_ Não se esqueça que você é uma Comensal e que você é tão burra quanto ela ou talvez até pior. Agora me fale o que ela tem.
_ Em seu organismo tem poção de sono sem sonhos, esse deve ser um dos motivos que ela continua dormindo, sua cabeça teve que levar pontos e suas pernas. - Suspirou e encarou o Lorde. _ Elas estão bem, mas precisará de fisioterapia para recuperar os movimentos.
_ Então ela quase perdeu os movimentos da perna, é isso que está tentando dizer?
_ Sim e não.
_ Me explique
_ Ela poderia ter perdido os movimentos das pernas devido às pancadas que levou em sua cabeça e na coluna, mas suas células cerebrais estão em ordem e sua coluna não sofreu nenhum arranhão. - Ela olhou novamente para Sienna e disse: _ Eu não sei como essa menina sobreviveu, sua cabeça abriu e levou pelo menos quinze pontos. - Falou apontando para o prontuário que sua magia emitia. _Sua traqueia ficou obstruída por algo e isso fez que seu cérebro ficasse com pouco oxigênio, isso causaria sequelas, mas ela está bem.
_ Mesmo assim, ela precisará de fisioterapia. - Falou por fim.
Tanacia não falou nada, apenas abaixou o cobertor de Sienna e mostrou as pernas que tinham marcas roxas que pela largura e tamanho foram feitas por cordas, deduziu a mulher.
_ Está vendo essas marcas roxas? Elas foram feitas por cordas, mas o mais interessante é que no primeiro prontuário. - Falou mostrando uma prancheta que estava em sua mão. _ Não informou que ela foi amarrada por cordas, a única coisa que está falando que ela chegou com dificuldade em respirar e teve que ser colocada no oxigênio. Alguém tentou matá-la, está ciente disso? - Cobriu novamente a menina.
_ Acabei de ter conhecimento. - Falou sem apresentar emoções, mas em seu interior ele queria destroçar todos que existiam no planeta Terra.
_ Ela está com febre. - Falou tocando a testa da garota. _ Vou pegar uma poção para ela e já volto. - Abriu a porta e se foi.
Ele olhou a garota na maca e se levantou indo se sentar na cama, passou os dedos em seu pequeno rosto e sentiu como ele era delicado e estava quente pela febre.
_ Tive coisas importantes para fazer na mansão e Hogwarts está uma loucura sem você. Sentimos sua falta. - Beijou a testa da garota que estava quente.
_ Tommy? - Resmungou a menina. _ Por quê? Por que me deixou? - A menina começou a se contorcer e chorar.
_ Espere um pouco, chamarei... - Ele se levantou, mas não conseguiu terminar a frase.
Sienna abriu os olhos com esforço e olhou para o homem que estava se distanciando de sua cama, a menina agarrou sua manga e sorriu. Sua visão estava distorcida, devido à febre alta, mas ela podia sentir o perfume de seu Tommy, mas apenas com isso ela sabia que era ele.
_ Tommy? - Deslizou sua pequena e delicada mão para os dedos do Lorde e os apertou. _ Tommy, você está aqui, por favor... - Soluçou e deixou sua cabeça tombar para o lado. _ Não deixe que eles me peguem, por favor, estou com medo. - Lágrimas quentes e silenciosas desciam pelo seu rosto que estava mais pálido do que a última vez. A menina havia acordado de um pesadelo horrível e estava com medo de que se tornasse realidade.
_ Não deixarei nada acontecer com você, eu lhe prometo. - Se sentou novamente na cama e se encostou no travesseiro que Sienna estava apoiando sua cabeça, ele colocou seu braço de baixo da cabeça da garota e a puxou para seu tórax, a abraçando. _ Eu prometo. - Prometeu novamente.
_ Seus olhos são mais bonitos do que os verdes. - Sorriu fechando os olhos. _ Gosto do vermelho vibrante dos seus olhos, parecem dois rubis de tão brilhantes e misteriosos.
_ Não sabia que você tinha visto meus olhos. - Falou sorrindo de lado, mas ele percebeu que ela estava zonza e confusa.
_ Vi quando você me pegou do armário, mas eu tinha me esquecido e gosto deles. - Abriu seus olhos novamente e levantou sua cabeça para ver o seu Tommy. _ Você cresceu. - Sorriu mostrando seus dentes médios e brancos.
A porta do quarto se abriu e mostrou Tanacia com duas poções em mãos, ela viu aquela cena e não fez nenhum tipo de comentário, não era necessário perguntar algo que os olhos dos dois já diziam, eles estavam apaixonados.
_ Senhorita Dolohov, me chamo Tanacia Smigle e serei sua médica daqui em diante. - Sorriu dando uma poção de cada vez para a menina beber.
_ Smigle? Você é parente de Cristal Smigle? - Disse confusa, ela não sabia o motivo de estar no hospital.
_ Ela é minha filha. - Sorriu lembrando de sua menina. _ Você ficará um bom tempo no hospital, talvez até passe seu aniversário conosco. - Lembrou da data de nascimento quando leu o prontuário.
_ Aniversário?
_ Sim, ela fará doze anos no dia 29 desse mês. - Olhou Sienna e ela falou:
_ Não me importo muito com meu aniversário, mas sentirei saudades dos meus amigos. - Bocejou, olhando para seu Tommy e ficou ainda mais confusa quando o viu. _ Você não é o Tommy... - Adormeceu sem descobrir a verdade.
_ p*******a é crime. - Tossiu Tanacia quando percebeu que a garota já dormia. _ A menina precisa descansar, temos que ir.
_ Não farei nada com a Sienna sem a permissão dela e Rabastan ficará aqui para vigiar a menina.
_ Não me importo, apenas espero que ele não atrapalhe meu serviço já que tenho mais um. - Falou recordando do serviço de medibruxa na mansão. _ Por que você não usou um feitiço ilusório? - Perguntou saindo do quarto de Sienna com o Lorde ao seu lado.
_ A maioria nunca viu meu rosto e odeio feitiço ilusório. - Foi um dos motivos que não aceitou aquela opção de Destiny, pensou consigo.
_ Você odeia muita coisa, já pensou em mudar isso? - Um déjà-vu entorpeceu sua mente e ele nem mesmo se despediu de Tanacia. _ Não sei como a garota gosta dele. - Bufou indo continuar seu trabalho.
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As estrelas no céu já podiam ser vistas por todos e Rabastan nem mesmo se importava, já tinha algumas horas que ele havia chegado no quarto de Sienna e ficou surpreso por ela ser parecida com Destiny, principalmente os cabelos cacheados e a boca pequena e volumosa. Rabastan amou Destiny desde do primeiro dia que Bella apresentou para todos, mas Antonin a conquistou primeiro.
_ Hum. - Me esforço para abrir meus olhos e quando abro, vejo que já estava escuro lá fora e por causa desse detalhe, vejo uma pessoa na janela. _ Quem é você?
O Homem saiu da frente da janela e acendeu a luz para que eu pudesse ver melhor.
_ Me chamo Rabastan Lestrange e eu era amigo de sua mãe ou me considerei um. - Falou com as bochechas coradas e se sentou sem a minha permissão na minha cama, que atrevido. Gostei dele.
_ Você não deveria estar usando um feitiço ilusório? - Pergunto e tento me sentar, mas era mais difícil que pensei. _ Ou tentando não ser capturado pelos aurores? Pelo menos não deveria estar aqui. - Digo o óbvio.
Ele me olhou como se esperasse outra coisa, mas sorriu de lado e disse:
_ Sim, deveria estar usando um feitiço ilusório e usei.
_ E então por que não está com ele?
_ Como sabe que esse é meu rosto verdadeiro. - Alisou seu rosto como se tentasse desvendar ou pensar em algo.
_ Você é procurado e já foi preso, então sua foto já foi publicada várias vezes no Profeta Diário. - Falo o óbvio e ele riu balançando a cabeça.
_ Você é igualzinha à sua mãe. - Aquilo me fez sorrir. _ E o seu sorriso também é igual ao dela, mas você quer respostas e irei dá-la.
_ Muito bem.
_ Usei um feitiço ilusório para entrar e para dizer que eu seria seu acompanhante, mas quando percebi que depois das oito da noite eles não vinham mais, desfiz o feitiço ilusório.
_ Inteligente.
_ Fui considerado um quando estudei em Hogwarts e sou muito bom despistando os aurores.
_ Claro que é. - Sorri, cobrindo a boca. _ Eles são meio burros.
_ Vejo que você tem a mesma opinião que a minha.
_ Falta a última resposta.
_ Não lhe direi o porquê, já que não foi uma pergunta. - Sorriu sacana. _ Vejo que você gosta de ler. - Falou olhando a pilha de livros que estava no sofá.
_ Livros! - Falo animada
_ Você não tinha visto? - Perguntou, estranhando a minha animação.
_ Não, eu acabei de acordar, apenas me lembro de... - Aquelas lembranças eram assustadoras e por causa disso, me calei.
_ Então desde o dia 29 você ficou desacordada? - Disse olhando para o nada. _ Interessante e você não me respondeu.
_ Sim, eu amo ler e pensei que apenas pela pilha de livros já dava para perceber. - Enruguei a testa.
_ Alguns dias atrás fiz minha pesquisa sobre você. - Falou sério pela primeira vez. _ Depressão, ansiedade, doenças trouxas em geral. Você achou nos livros uma válvula de escape, se Destiny estivesse viva, estaria triste.
_ Mas ela não está e o que isso tem a ver com você? - Pergunto irritada e confusa.
_ Isso pode acabar com sua saúde, aposto que você tem insônia e pouco apetite.
_ Não é verdade! Acordo às 5 horas e... - Não fui capaz de continuar.
_ Você dorme que horas? - Perguntou afrontoso.
_ Não me lembro no momento, mas talvez seja por volta das duas ou três horas da manhã. - Digo baixo pela vergonha.
_ E o apetite?
_ Normal, eu como muito. - Era verdade.
_ Sei, então coma essa comida. - Apontou a bandeja de comida intacta na mesa de cabeceira, aquilo ainda estava quente, já que estava saindo uma fumaça que flutuava no ar, mas comida de hospital era horrível.
_ Comida de hospital é um nojo, mas em Hogwarts eu como muito bem e os doces que...
_ Doces? Você tem uma alimentação saudável pelo menos?
_ Olha, eu posso ter algumas doenças, mas eu estou bem. - Sorri afrontosa. _ E você não me manda.
_ Como... - Ficou sem palavras.
_ Ficou sem pala... - Ele puxou meus cabelos como se fosse uma criança de 3 anos e eu como sou muito madura fiz a mesma coisa com seus cabelos médios. _ Nós nos daremos bem. - Digo sorrindo e puxando seu cabelo.
_ Sim, nós nos daremos muito bem. - Apertou minha bochecha.
E foi ali que a amizade de Rabastan e Sienna começou, com pequenas farpas vindo dos dois, mas os sorrisos e risos da garota nunca deixando seus lábios e com certeza teria alguns hematomas em certos dias nos dois... Mas relevem.
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Severus e Dumbledore estavam novamente no gabinete do diretor e novamente as câmeras de magia se desligaram.
Dumbledore teve que silenciar alguns quadros que o chamavam de monstro e algumas palavras de baixo calão.
_ Você não tinha que ter ido ao hospital para raptar a garota? - Perguntou Severus bebericando o conteúdo de sua taça. _ Se eu não estiver enganado, é claro. - Disse sobre a data.
_ Iria. - Proferiu ranzinza. _ Mas medidas drásticas tiveram que ser tomadas e acabei não raptando a menina.
_ Tem algum motivo para isso?
_ Visitas inesperadas no hospital e um acompanhante que eu não imaginava, foi esse o motivo.
_ Então a menina vai ser sequestrada no dia 25 de dezembro? - Ele riu, mas viu Dumbledore concordar com a cabeça. _ Não acha engraçado que o quarto onde Sienna está, já diz o dia que ela será raptada? 2512D.
_ Talvez tenha sido o destino tentando nos avisar para não fazermos burradas.
_ Nós já fizemos uma burrada Dumbledore e talvez o destino tenha tentado nos avisar, mas acabamos não o escutando e matamos Destiny. - Ele não sentiu nada quando disse o nome da amiga, Destiny foi quem lhe disse para aceitar o convite do professor Slughorn em se tornar professor de poções.
_ Hoje pode ter sido um fracasso, mas Merlim está sorrindo para nós e quando conseguirmos aquela chave, todos irão me dar a razão. - Sorriu abertamente e comeu uma balinha de limão. _ Se precisa morrer duas pessoas para conseguir a paz, prefiro fazer isso.
Ah, Dumbledore...