— Me desculpem interrompê-los. — eu e Sasuke desviamos nossa atenção para a imagem de Karin, evidentemente desconfortável em pé na porta, segurando uma bacia com água, e uma toalha sobre o ombro. Ela evitou encarar a mim e a Sasuke, seus olhos focaram diretamente em Sarada, nos meus braços, uma feição terna surgiu no rosto da Uzumaki. — Passei para saber se, talvez, Sakura-san não queira se lavar.
Karin estava sendo muito altruísta, fazia de tudo para manter a mim e a Sarada zeladas e confortáveis.
— Ah, é tudo o que mais desejo nesse momento. — admiti. — Só que ainda me sinto um pouco fraca.
— Não se preocupe. Eu trouxe água morna para ajudá-la num banho de leito. É melhor você não se esforçar mais hoje. — ela desviou o olhar de mim para Sasuke.
— Sasuke-kun, pode esperar lá fora? — pedi. — Leve Sarada com você.
— Sak...
— Tenho certeza de que Sarada vai gostar de estar com o papasasuke.
Sorri brincalhona. Uma ruga discreta surgiu na testa dele que pareceu refletir sobre o apelido que eu tinha acabado de lhe dar. Logo exibiu uma expressão serena em seu rosto, que nada lembrava sua faceta destemida e ameaçadora casualmente. Suas bochechas coraram e seus lábios entreabriram, ele desviou os olhos, contido. Sasuke se aproximou, esticou a braço onde coloquei Sarada cuidadosamente. Observei que ele já estava adquirido um modo de segurá-la mesmo com suas limitações devido o braço.
Saiu da sala. Karin organizou uma mesa perto da minha cama e colocou a bacia com água, esponja e um toalha. Começou pelas minhas mãos e foi até as minhas axilas.
Olhei para Karin e a observei atentamente. Ela tinha olhos vermelhos, sua pele era clara, seu cabelo vermelho espetado e um pouco despenteado, de um lado, enquanto o outro lado puro e reto. Usava óculos marrom possuindo uma lâmina serrilhada escondida neles.
Meus olhos focaram nas marcas em seu peito, pescoço e braços, todos cobertos com marcas de mordidas. Me lembrei de ter escutado sobre a triste infância de Karin, muito carregada, ligada a abusos físicos e psicológicos. Karin cresceu vendo homens desconhecidos tocando seu corpo, além de ser tratada como um mero objeto por toda sua vida. Me comovi a ponto de um arrepio torturante passar de minha nuca para meus braços. Me encolhi.
Karin me mediu com o olhar.
— Tá tudo bem? Você está sentindo algo?
Ela parou de limpar meus pés, aproximou-se do meu rosto e colocou a mão sobre minha testa.
— N-não. Estou bem. — não consegui encará-la. Karin merecia ser feliz, como eu estava sendo, como eu era. Mas... provavelmente, o motivo para ela se sentir assim também seria pela qual eu me sinto. Sasuke...Sarada.
Pelo pouco que a conheço e que já ouvi falar, Karin tinha uma personalidade inconstante, às vezes parecia rude e zangada a ponto de ser violenta e crítica, e em outras vezes parecia ser calma e gentil. Normalmente sempre se irritava com Suigetsu Hozuki, a quem ela atacava sempre que discutiam sobre algum assunto, me lembrando muito de mim com o Naruto quando crianças. Mas ela não teve uma família, amigos ou uma aldeia como Konoha para acolhê-la. Então, pensando bem, não, eu não podia dizer que nós duas parecíamos.
— Karin... — ela me estudou. — Desde quando... você gosta dele?
Ela enrubesceu e me fitou surpresa, por um momento pareceu ter viajado para longe dali, em um estado onírico. Me arrependi por ter entrado naquele assunto, tinha acabado de trazer novamente aquele clima tenso entre nós duas. Abri a boca para pedir desculpas e que ela esquecesse a minha intromissão.
— Éh... bom. — sua voz parecia estar presa, ela continuou me limpando sem encarar-me. — Me lembro que estava prestando o exame chunnin na floresta da morte, minha missão era curar meus companheiros de equipe, que acabaram me deixando sozinha em determinado momento. Estava exausta por ceder tanto chakra para a equipe e indefesa, pois era apenas um suporte médico. Então surgiu um urso tentando me atacar, acabei caindo devido a fraqueza. Eu já tinha me conformado que ali era meu fim. Até que Sasuke-kun apareceu para me salvar.
— Mas naquela época vocês, subordinados de Orochimaru, não estavam atrás dele?
— Estávamos, mas eu não sabia que aquele era Sasuke Uchiha, pensei que era apenas um gennin que acabara de me salvar. — ela passou um olhar rápido para mim, mas foi o suficiente para eu perceber o brilho que refletia em seus olhos. — Foi a primeira vez que eu não fui vista apenas como um objeto por alguém, naquele exato momento alguém se importou comigo a ponto de me salvar da morte. Mesmo sendo meu inimigo no exame. Foi ali...
Pisquei algumas vezes, Karin começou a limpar meu rosto cuidadosamente com o pano úmido.
— M-me desculpe, Karin, — minha voz saiu com um eco esganiçado, que pareceu se prolongar. Continuei — não deveria aceitar colocá-la numa situação como esta.
Eu pensava que ela tinha uma paixão adolescente por Sasuke, por ele ser charmoso, bonito e seu estilo marrento. Mas não. Ele foi a primeira pessoa que a fez se sentir protegida, cuidada e importante. Ela se sentiu reconhecida como pessoa por ele. Eu não podia ignorar o fato de que aquela mulher sempre amou Sasuke e a esperança de ser retribuída talvez tenha sido a sua crença para a felicidade. Sua esperança para uma felicidade distante, e agora acabada de vez. Em outras circunstâncias, admitir isso me deixaria num estado de disputa ou talvez inquietação. Mas eu não me sentia assim, e tampouco tinha o direito. Depois de tantos anos quando Sasuke retorna, está casado e com sua mulher grávida. Ela poderia simplesmente se negar a passar por tudo isso. Mas não o fez.
— Não seja boba. — Karin manteve a cabeça baixa, limpando meus baços. — Você é a mulher dele. Ele te escolheu, eu invejo você por isso. Mas eu invejo mais ainda, porque é por você que ele nutre amor.
Levou o pano na bacia e o enxaguou.
— K-Karin...
Ela me cortou.
— Sabe. Eu sempre tentei confortá-lo, mas toda vez ele me empurrava para longe, eu julgava ser seu gênio orgulhoso e seu ego enorme. Até o dia em que descobri que Sasuke-kun deixava que você segurasse sua mão. — ela levantou os olhos até a mim lentamente. Levou o indicador no rosto e ajeitou os óculos. — Ele não é do tipo meloso, mas com você Sakura, ele abre umas certas exceções. Em Konoha quando fugi da prisão e achei o Sasuke-kun, Orochi-sama e os Hokages, ele me pediu desculpas, e fiquei tão surpresa com aquele gesto, que cheguei a confundir o significado dele. Mas, com o tempo eu pude entender que pedir desculpas não era sinal de amor e sim de amadurecimento.
Meu coração bateu mais acelerado.
— E-eu confesso. E-eu invejava tanto você. — ela me olhou, duvidando das palavras soltas por mim. — Por tê-lo tão perto.
Admiti, com o rosto baixo, envergonhada pela confissão. Um canto da sua boca elevou-se, ela soltou um som de deboche, encarei-a novamente.
— Inveja de mim? — soltou uma risada nasalada — Francamente. É verdade, passamos muito tempo juntos, mas ele nunca chegou me olhar duas vezes. Sasuke sempre teve uma posição sobre o que quer e o que não quer. Se ele não gosta de você, não esconde, e ele sempre mostrou desconforto quando eu o tocava. Desde quando ele chegou ainda adolescente aqui, no fundo, era como se ele pertencesse a uma outra pessoa.
— Karin. Eu sinceramente não sei o que dizer.
— Se você está se sentindo m*l por eu ter ajudado a mulher do homem que eu amo a dar à luz em segurança e assistir a felicidade do casal, ou como ele está realizado; não sinta. Eu tenho respeito por você, e até uma certa admiração. — fez uma pausa, meus olhos se arregalaram pela confissão da Uzumaki, logo ela voltou a olhar para baixo. — Em relação aos meus sentimentos pelo Sasuke-kun, eu finalmente entendi que grandes amores nem sempre são pra ser. Por mais triste que seja, me sinto aliviada agora.
— A-Aliviada?
— Sim. Aliviada por finalmente sair desse muro alto. Era doloroso ter esperanças e ao mesmo tempo não ter.
— Posso saber onde você quer chegar com tudo isso? Me contar tudo isso...
— Que... você saiba. — Ela trancou o maxilar, e quando se virou, vi o reflexo de seus óculos. — Cuide dele, faça-o feliz.
O pedido dela me desarmou por completa. Por um minuto, após toda aquela admissão sobre os sentimentos de Sasuke por mim, eu tive a sensação de que ela não se sentia suficiente. Como se ela não merecesse um final feliz.
— Você é tão má quando se refere sobre sua vida. Você está errada, Karin.
Karin arregalou, surpresa com minha atitude.
— Huu?
— Você tem todo o direito de ter uma vida linda. Com alguém que possa lhe retribuir todo seu sentimento. — fiz uma pausa — Eu conheço Sasuke-kun muito bem. Ele pode não ter te retribuído o sentimento que você desejava. Mas você também é importante para ele. Sasuke-kun sente um carinho por você, acompanhado por uma grande gratidão. E agora, eu também sinto isso, e Sarada também sentirá.
Karin estreitou os olhos, levou sua mão folgando os óculos. Lágrimas escorriam pelos olhos da Uzumaki. Era todo um acontecimento marcante para Karin, aquelas lágrimas estavam presas na ninja.
— Eu finalmente posso entender Sasuke-kun agora. — lágrimas também encheram meus olhos, eu estava muito emocionada. — Eu estava enganada. É ele quem tem sorte.
Sorri gentilmente. Lágrimas acabaram descendo por meu rosto, levei o indicador, contendo-as.
— E-eu... posso te pedir uma coisa?
— S-sim.
— Posso me considerar quase uma madrinha da Sarada-chan?
A princípio o pedido me deixou desconcertada. Mas não durou muito tempo, eu sabia que era mais que merecido, e Sasuke com certeza não iria se opor.
— Sabe que, ao invés de ser uma quase, você pode realmente ser?!
Os seus olhos rodaram nas orbitas e ficaram inundados de lágrimas. Seus lábios tremeram para em seguida abrir num grande sorriso.
***
Sarada já estava com 1 ano e 3 meses. Eu não imaginava o que era amar algo mais que a minha própria vida. Necessariamente quando estamos em batalhas, nós damos nossa vida para salvar um companheiro. Mas isso ia muito além de um senso de dever, era amar algo mais do que a si mesmo. Quando peguei Sarada em meu colo, eu senti que o resto do mundo era insignificante, e se tornou isso mesmo.
Após tê-la em meus braços pela primeira vez, a partir daquele momento, eu me transbordei em tudo, da realidade e desse mundo de guerras. Eu pude sentir todo o sentimento chamado de amor. Olhar para Sarada me fez sentir uma alma tão presente que chegou a doer no meu corpo. É sentir que a partir daquele momento, eu viveria para aquele pequeno ser. Que o meu coração já não estava mais dentro de mim, mas ali, naquela pequena coisinha.
Sarada era o laço invisível entre mim e Sasuke. Um laço que mudou não somente dentro de mim, como também nele, e era tão visível isso.
Eu tinha consciência das expectativas nela, é claro que eu tinha. Todos sabiam que ela era a grande herdeira dos Uchihas. E isso me assustava um pouco por minha pequena filha. Quando me tornei a mulher do Uchiha eu também cheguei a sentir isso, mas com Sarada era maior. As expectativas sobre ela seriam gigantescas, talvez não por mim ou até por Sasuke, mas pelo resto do mundo ninja.
Voltei a trabalhar no hospital a um mês atrás com o coração na mão por estar longe dela, foram os dias mais difíceis da minha vida. Saudade do cheiro dela, de tê-la em meus braços. Sarada era o carimbo do pai, mas a pequena era tão meiga e carinhosa, já até erguia os pequenos braços para abraçar. E seu sorriso... ah, seu sorriso era a coisa mais linda de se ver.
Enquanto eu estou no hospital, Sasuke quem cuida dela. Achei importante esse momento para eles. Ele tem se mostrado muito apegado a Sarada, e eu me sinto a mulher mais sortuda de todo o mundo por tê-los em casa me esperando. Por ter a minha família.
— Sakura-chan! — voltei a realidade ao escutar a doce voz de Shizune.
— Oh, entre. — ela entrou na minha sala.
— Como você está?
— Estou muito bem. Eu realmente estou muito bem. — sorri largo. — Estou feliz e realizada. E você?
— Ah, eu amo vê-la assim. Que bom saber que a decisão de ontem, na reunião entre o conselho e o Rokudaime Hokage, não interferiu na sua felicidade. Saiba que você é muito importante para mim e para Tsunade-sama, queremos vê-la sempre Feliz e bem disposta.
Reunião entre o conselho e o Rokudaime Hokage
Desfiz o sorriso e lhe direcionei um olhar questionante.
— Que reunião?
Shizune também desfez o sorriso e engoliu a saliva.
— Sakura-chan, e-eu não sabia que Sasuke-san não tinha lhe contado. Ahh Tsunade-sama vai me m***r!
— Shizune-senpai?!
Saí do hospital zonza com a informação que Shizune acabara de me dar. Meu coração estava acelerado, sentia um estremecimento negativo no meu estômago. Estava atordoada com aquela possibilidade. Drenei chakra nos pés e adiantei para minha casa. Já era noite, deveria ser uma longa noite de plantão, mas não seria mais, não no hospital. Sasuke tinha que dizer que não era verdade!
Senti dificuldade em destrancar a porta, estava trêmula. Quando a porta finalmente abriu, avistei Sasuke encostado no sofá, lendo um jornal enquanto Sarada estava dormindo em seu ombro. Ele arrastou os olhos do jornal para mim.
— Sakura?
— Por que você não me disse? — as lágrimas encheram meus olhos.
A expressão de Sasuke de repente ficou mais séria, o ar pareceu esfriar. Os olhos dele desviaram dos meus. Ele se levantou e subiu lentamente a escada com a nossa pequena Uchiha. Percebi que eu ainda estava parada na entrada, adentrei para minha sala fechando a porta atrás de mim. Pouco tempo depois, ele desceu silenciosamente. Meu coração estava batendo irregularmente, uma energia negativa drenava sob meu corpo, eu estava muito nervosa e ansiosa. Eu necessitava escutá-lo negar toda aquela história.
— É necessário.
— O que? — soltei uma gargalhada nasalada — Você não vai dizer isso para mim! Não quando temos uma filha de apenas 1 ano lá em cima dormindo.
Sasuke estava parado silenciosamente me observando. Quando tornou a falar, sua voz saiu áspera.
— É exatamente pela segurança e bem-estar dela, lá em cima, que eu tenho que ir.
— Me diz, você não gosta de estar aqui conosco? Não é bom o suficiente? Me fala! Porque é difícil acreditar que sim, quando você sempre decide que tem que partir! Você me ama mesmo? — joguei para fora tudo.
Sasuke merecia isso. Meus lábios tremeram, eu estava incapaz de controlar a tremura. Tive impressão de que naquele momento o olho de Sasuke ficou numa tonalidade mais escura.
— Eu não sei, me fale o que é isso então, Sakura. — ele disse, seu tom sombriamente descrente. — Mudei minha vida, passei por cima de todas minhas bagagens, para me ajustar a alguém. Um esforço constante.
— Sasuke-kun.
Fechei meus olhos sentindo lágrimas viajarem pela lateral do meu nariz. Ele aproximou-se, me abraçou e logo o calor começou se espalhar pelo meu peito. Era uma sensação tão reconfortante estar nos braços dele. Pensar que eu poderia ficar sem isso novamente me sufocou.
— Aqui, eu ofereço extremo risco a Konoha, e principalmente a vocês duas. — o hálito dele batia na minha orelha e trazia um sentimento de i********e pungente. — Konoha tem pistas sobre alguns perigos que somente eu posso desvendar. Por isso, optei por averiguar até ter certeza de que as coisas estarão mais "pacíficas" para meu retorno.
As palavras dele saíram como soco no estômago. Meus olhos arderam.
— Nós podemos ir...
— Não, jamais. — o aperto dele se intensificou, a ideia aterrorizando-o. — Aqui Sarada tem conforto e segurança. Eu estarei em paz sabendo que vocês estão seguras na vila.
Ele se afastou.
— Quanto tempo? — funguei.
Uma hesitação.
— Eu não sei.
— Não sabe? — perguntei, dessa vez soluçando mais.
— Se eu pudesse ficar com vocês duas, eu o faria. — A voz de Sasuke estava tão baixa. — Preciso me certificar que quaisquer ameaças a Konoha estejam longe de vocês.
Baixei o rosto.
— Eu entendo. — mas minha voz falhou, as palavras tão frágeis quanto minha convicção.
— Sakura... — a voz dele estava densa, águas de um poço profundo. — Eu desistiria da eternidade por você e por Sarada, vocês são a minha família, não importa onde eu esteja, esse fato nunca mudará.
As palavras dele me acalmaram e eu sorri. O olhar de Sasuke se moveu para meu decote na barriga numa fração de segundos até retornar ao meu rosto. Ele entrelaçou os dedos na minha nuca. Minha respiração ficou presa na minha garganta por causa da maneira como ele me olhava.
Desejo, paixão e necessidade. Mas também ternura e honestidade.
— Se você me quer nua, Sasuke-kun... — sussurrei encarando-o. — tudo o que você precisa fazer é pedir.
Tentei ser ousada para instigá-lo, mas era um preço alto, minhas bochechas rapidamente coraram e eu abaixei as vistas.
— Que isso Sakura? Logo agora...
Ele falou no meu ouvido. Sorri, ainda sem conseguir voltar a encará-lo.
Sasuke se aproximou me beijando. Sua língua rapidamente pediu contato, abri meus lábios dando total passagem. Eu amava sentir seu gosto. Ele pressionou o quadril contra meu corpo de um jeito voraz, como se estivesse a semanas de energia s****l reprimida. Logo senti sua t***o dura na minha coxa.
Ele distanciou nossas bocas para respirarmos. Encarei-o, mas ele ainda estava de olhos fechados. Sua mão apalpou minha b***a, me inclinando para seu colo, dei um pulinho e ele me segurou. Cruzei meus tornozelos nas suas costas enquanto ele me carregou para o quarto.
Sasuke fechou a porta atrás de nós e me deitou na cama. Sorri, eu amava vê-lo nesse estado. Tirou sua blusa e logo sua calça, ficando apenas de cueca preta. Me sentei na cama para tirar minha blusa, mas fui impedida.
— Eu que tirarei.
Ele me puxou pelo braço, me virando. Foi tudo tão rápido, quando reparei estava por cima dele na cama. Sasuke puxou minha blusa e jogou-a no chão. Acariciou meus s***s por cima do sutiã por um breve instante, sorriu ao ver o feche na frente. Ele amava quando eu usava sutiãs de feches na frente.
Abriu, me despindo. Sorriu a ver meus s***s serem liberados pela peça de roupa.
Se inclinou, sua mão envolveu ao redor de meu mamilo enquanto seus lábios o abocanharam. Um pequeno gemido escapou de meus lábios, fechei meus olhos para aproveitar da sensação das sugadas. Ele depositou beijos em minha pele enquanto descia para o umbigo. Desbotou minha calça e a retirou por meus pés.
Eu já estava completamente molhada, muito excitada. Minha v***a pulsava por contato dele. Usava uma calcinha de renda, Sasuke abocanhou minha i********e sobre o tecido, o que me deixou num estado enérgica. Sua língua empurrou o tecido molhado e entrou na minha i********e. Arqueei minhas costas, gemendo alto.
Ele afastou seu rosto da minha i********e e me livrou da calcinha. Observei seu m****o totalmente vibrante atrás do tecido escuro. Eu amava a sensação de ser desejada por ele, de ser amada por ele. Ele tirou a cueca, e tocou seu m****o, estava pronto para entrar dentro de mim quando eu decidi tomar o controle.
— Minha vez.
Puxei ele para cama e Sasuke caiu deitado de barriga para cima. Depois, me inclinei posicionando-me por cima dele, com minha v****a alinhada à sua boca. Agarrei suas genitais que também estavam alinhados à minha boca.
Me mantive relaxada e sensual. Iniciei beijando e massageando seus testículos, ele tremeu. Abocanhei seu períneo enquanto ainda massageava seus testículos, ele se inclinou, deixando escapar murmúrios baixos. Não era a primeira vez que usufruíamos daquela posição e ambos a adorávamos. Sasuke relaxou seu corpo, sua mão abriu minhas nádegas e sua língua tomou espaço. O Uchiha era um mestre quando se tratava de língua, ele a manobrava perfeitamente. Gemi quando ele sugou meus lábios.
Até tentávamos lamber e sugar um ao outro no mesmo instante, mas aquela posição em si já era excitante, quando um fazia o contato o outro simplesmente se entregava a alucinação da sensação.
— f**a-se. Agora eu vou te comer de vez!
Ele se ergueu, saiu debaixo de mim, mas me manteve na posição. Ficou de joelhos na cama. Senti ele me invadir enquanto eu estava de quatro para ele. Eu estava entorpecida de desejo. Ele esperou um pouco para depois iniciar as estocadas, estava se segurando para não gozar rápido. Sasuke puxou meus cabelos apenas o suficiente para me fazer gemer. Sua mão envolveu minha b***a e aconchegou para mais perto dele.
Naquela noite, ainda tivemos uma segunda rodada. Mas nela, foi pura carinho, fizemos amor.
***
5 dias depois.
4:30. AM
Estávamos na saída da aldeia, Sarada estava acordada. Parecia que ela estava sentindo toda aquela situação, o que fazia meu coração doer mais ainda. Eu tinha noção do quanto aquela decisão não tinha sido fácil para Sasuke, além disso, eu sempre soube que essa hora ia chegar.
— Pega esse obentou, leve para comer na estrada.
Ele pegou o obentou em minha mão e guardou em seu saco de viagem.
— Arigatou. Será que Sarada vai ficar bem? Sinto-me m*l por deixá-la na manhã, estando acordada.
— E-ela não quis voltar a dormir. — justifiquei. — E não se preocupe conosco, estaremos bem e seguras.
— Entendo. — Sasuke naquele momento revelava muito mais do que imaginava. — Sakura, não se esqueça os dados da conta que deixei, use sempre. Não quero que lhes faltem nada. Naruto e Kakashi me prometeram que cuidarão de vocês enquanto estarei fora.
— Hai.
— Pedi a Naruto que lhe entregue alguns presentes que comprei, espero que gostem.
Aquilo me pegou desprevenida.
— Sasuke-kun...
Sussurrei, fitando-o com a típica expressão de súplica e desespero. Seu rosto tremeluzia abatido e, sem perceber, ele deixou que eu sentisse a instabilidade de seu chakra, raramente visto.
Vacilante.
Ele aproximou-se de Sarada no meu colo, a encarou profundamente em silêncio, agachou-se na altura dela no meu ombro, levou o indicador no rosto da nossa filha, afastando uma mexa de seu cabelo, ela inclinou seu pequeno corpo e lhe deu os braços. Os olhos dele estreitaram, enquanto os meus já estavam inundados de lágrimas. Ele aproximou-se mais e lhe depositou um beijo na testa.
Enquanto as lágrimas desciam por meu rosto, e eu fungava baixo, Sasuke deu um sorriso forçado, os seus olhos estavam brilhantes, depositou o peteleco na minha testa. Me observou por mais um momento e se virou, partindo dessa vez. Eu não vi, mas eu sabia que ele estava chorando. Sasuke adiantou os passos, embora de cabeça baixa.
E lá estava eu, já sonhando com o dia que ele estará comigo novamente, e nunca mais será necessário ir embora.
***
POV SASUKE (point of view Sasuke)
Eu sei que sou errado para você
Porque eu sempre lhe coloco de joelhos.
Você deve se perguntar por que sempre eu
Estrago tudo.
Mas não pense que é culpa sua.
Não é culpa sua eu estragar tudo,
E nem mesmo, por eu não ser o que você precisa.
Não, você não pode vir amor,
Porque você é um anjo,
E não pode voar ao inferno comigo.
Observe, eu novamente soltando a sua mão.
Apressei os passos, hesitava que aquele sentimento me fizesse mudar de ideia. Deixá-las foi o ato mais difícil que eu já tive que fazer em toda minha vida. Me despedir de Sakura na saída da Vila me fez lembrar de um tempo, nesse mesmo lugar. Hoje nomeados como desperdícios e erros, tanto tempo... e agora tão tarde. Hoje pago por decisões passadas, gerados por ressentimento e vingança.
Eu sei que ela sabe que eu a amo, que eu a amei o tempo todo. Eu sentirei falta das duas todos os dias da minha vida. Avalio a possibilidade de me virar e vê-las uma última vez. Não Sasuke, você não será capaz.
Quando eu olho nos olhos de Sarada eu quero que ela tenha uma vida feliz. Ela é minha princesa e eu lhe daria um trono dourado se assim ela quisesse. Eu tinha conhecimento de que estava sacrificando meu tempo com a minha família. Mas também tinha consciência da importância desse custo; manter o mundo seguro, era buscar um futuro brilhante onde minha filha nunca será assombrada pelos mesmos horrores que eu vivi e lutei no passado
Eu voltarei, Sarada.
Voltarei para você e sua mãe.