Renai kekkon / Casamento por amor

3529 Words
P.O.V. — Point of View Sasuke Eu ainda tentava entender aquele sentimento de nervosismo que insistia em voltar quando eu me lembrava do momento que pedi a mão de Sakura para seu pai, Haruno Kizashi. Não era algo a que eu tivesse premeditado, foi algo que chegou naturalmente, tão sorrateiro como ela própria tinha me alcançado. E, no fim, eu ainda não estava tão certo quanto ao que dizer. — Eu vou me casar com sua filha e farei dela minha esposa. — as palavras fluíram livremente. Sei reconhecer quando há perigo e Kizashi me olhara numa clara tentativa de intimidação. O que não funcionara. Como eu poderia me sentir intimidado diante de um homem com costeletas que fluem em seu bigode angular? Não pude deixar de lembrar do baka do Naruto, não sabia exatamente o motivo, mas havia algo em comum entre eles. Sakura encarara o pai, receosa, torcia as mãos nervosamente e havia um sulco de preocupação entre suas sobrancelhas. Ela mordera o lábio inferior e desviara os olhos para baixo. Sempre fazia isso quando estava aflita. Abrira a boca numa tentativa de dizer algo. Mas Kizashi não devolvera a atenção. — Não é só isso, Uchiha, — o homem dissera levantando-se e gesticulando ostensivamente. — simplesmente um "eu vou me casar com sua filha e farei dela minha esposa." não serve. — eu o observara analisando sua postura. Entendia do que se tratava. Ou pelo menos achava que sim, ainda era complicado tentar desvendar pessoas movidas a emoções como ele e Naruto, mas eu acreditava que estava no caminho certo. Kizashi assumira uma postura intimidadora no intuito de demonstrar a Sakura, para Mebuki e para mim uma figura temível, embora o suor entre seus poros e o leve tremor de suas mãos entregasse o receio. Era a minha presença que o deixava em estado de alerta. Poucas coisas podiam fugir dos olhos de um Uchiha, eu ajeitei minha postura, não era minha intenção ser uma ameaça. Deslizei os olhos para Sakura e a vi respirar mais aliviada. Na verdade, fora ele quem se sentia intimidado, e saber disso poderia soltar um curto sorriso em mim, pois acabava sendo cômico esta cena. — Pai, — Sakura intervira. — acho que isso está sendo um pouco... desnecessário. Não é para tanto. — ela terminara a fala com a frase arrastada, fazendo um gesto para o mais velho, como se eu não pudesse ver. — Querido, não seja tão intimidador. Mebuki fizera o mais velho abrir os dentes num sorriso largo. — Então está funcionando? ­— Kizashi falara alto o suficiente para me incomodar se eu já não estivesse esperando por isso. Aquela conversa seria mais longa do que eu havia cogitado. Sakura pigarreara, fazendo o pai reconsiderar a postura. — Sakura implorou para não entrarmos nesse assunto, — dissera virando-se totalmente para mim. A ideia de ser intimidante para Sasuke Uchiha elevara sua moral. Tive que reprimir o sentimento orgulhoso que insistia em contradizê-lo. — mas eu sou pai, e sinto que seria falho se não o fizesse. — embora não encarasse Sakura, eu pudera vê-la fazer gestos negativos a fim de fazê-lo calar-se. — Você sabe o que as pessoas da aldeia acham sobre essa aproximação sua com minha filha, não sabe? Eu já estava esperando aquele assunto. Por mais abestalhado que qualquer pai fosse, se tratando de ver eu pedindo em casamento sua única filha, era inevitável uma resposta dessas. Minha fama como traidor e ninja renegado me procedia, e eu sabia o quão negativo a aldeia via a minha aproximação com Sakura. E eu simplesmente entendia. A verdade é que talvez eu nem estivesse aqui se eu estivesse levando em consideração apenas meus próprios sentimentos. Eu os reprimiria de bom grado se acreditasse que isso a fizesse feliz. Várias vezes tentei terminar com ela, fazê-la entender o que significava um relacionamento comigo. Ela se recusava a me ouvir. Tentei persuadi-la a quebrar esse compromisso de noivado. Tantas vezes que ela chegou a me olhar nos olhos e perguntar se eu queria deixá-la tanto assim. Eu me calei. A minha natureza egoísta não é novidade alguma para mim, mas as vezes me pego surpreso em como me sinto despreparado quando esse egoísmo engloba aquela garota. Eu me sinto merecedor de tê-la para mim? Depois de tudo o que eu fiz, de quem me tornei... sou egoísta o suficiente para buscar a felicidade com alguém que eu fiz tanto m*l? Não serei injusto ou capcioso com Sakura., sei que a magoei, que a fiz chorar. Pensar em quantas vezes ela deve ter se sentido sozinha e impotente, me trazia sentimentos inexplorados... e angustiantes. Sentia-me numa guerra civil interna, Sakura não era ignorante, ela sabia que estar comigo era o mesmo que deixá-la vivendo numa eterna expectativa. Minhas missões continuariam, era o meu dever com o mundo shinobi, e mais que isso, era o meu dever e obrigação com Konoha. Quando mencionei a Sakura essa situação tive uma sensação de certeza, que não tinha sentido há muito tempo. Sakura era genuína. Eu podia dizer com convicção que se todo o resto era falso, ela era verdadeira. E eu podia permitir que aquele sentimento adormecido se alastrasse por mim como uma água. Porque Sakura não era fogo, ela era como pingos de chuva que me tocavam de diferentes formas em diferentes lugares e logo eu estaria totalmente molhado. Quando eu ainda era um garoto, deixando a Vila da Folha, foi como se um raio me atingisse. E eu soube que era ela. Quando ela chorou eu soube que ela era a pessoa mais importante para mim. Naquele momento eu pensei que se as coisas fossem diferentes, se eu não fosse um amargurado, um vingador, se eu tivesse a chance de ser melhor... ela seria minha escolhida para a vida. Mas aquilo não era uma opção e eu rechaçara o pensamento com a mesma velocidade que chegou a mim. Na época eu pensei que tinha superado. Não era verdade. Honestamente, eu poderia dizer muitas coisas para seus pais naquele instante, mas simplesmente não consegui, eu não era muito bom com palavras. Meu clã nunca foi sobre ter facilidade em expor emoções e sentimentos. — Eu a protegerei com a minha vida. — disse. Tudo que eu era capaz de dizer saiu naquela frase. Sakura abrira um grande sorriso, ela entendera o peso que tinha aquelas poucas palavras, e isso parecera o suficiente para aquecer a sala e convencer seus pais. Não havia mais volta. Minhas lembranças evaporaram-se com meu suspiro, encarei o fundo da minha casa... o lago distante me trazia lembranças. A neblina insistiu em cair, deixando o clima cinzento e pesado. Olhar para o fundo da minha antiga casa me trazia uma sensação de vazio inestimável, era um lugar que eu jamais cogitei voltar. — Parece que esse espaço vai mudar, afinal. E de fato mudaria porque em poucas horas ela se tornaria uma Uchiha. Era incomum a sensação que me atravessava quando eu pensava que não seria apenas eu no mundo, minhas responsabilidades mudariam, minha vida não seria só minha afinal. Dei um curto sorriso quando uma faísca de lembrança do dia anterior me atingiu. Quando Sakura sorria para mim e eu já não era um ninja temido, com poderes temerários. Minhas armaduras caíam e eu voltava a ser aquele garoto que fingia ignorar suas investidas, mas que as aguardava ansiosamente. Quando eu deixei a Vila da Folha e Sakura para trás, eu precisei m***r aquele garoto, mas agora ele queria voltar a superfície. Eu queria ser aquele por quem ela se apaixonou. Olhei para o bairro Uchiha que um dia fora tão cheio de vida. Suspirei, e antes que a melancolia me atingisse, outra lembrança atravessou meus pensamentos. Na primeira vez que eu levei Sakura à casa que cresci ambos estávamos apreensivos. Sentia nela, o medo de dizer qualquer coisa desrespeitosa, e eu apreciava sua sensibilidade. Andamos em silêncio por bastante tempo até passarmos na frente de um pequeno parque. Parei e observei o local inundado por recordações, ainda calado. Sakura parou ao meu lado e inclinou a cabeça, fios de cabelo rosa escaparam do seu laço e me movi automaticamente para colocá-los no lugar, mas desisti antes de fazê-lo. — Esse lugar costumava ser cheio de vida. Sakura assentiu lentamente. — Nós o faremos assim de novo, Sasuke-kun. — ela retrucou suavemente. Estagnei por um momento. Depois franzi o cenho. As palavras dela vieram até mim com um significado a princípio, mas se ressignificaram conforme eu as repassava na cabeça. Virei-me para ela e a garota me encarava com grandes olhos expectantes. — Sakura...? — Hmm? — Você... — eu não sabia o que dizer. Muitas vezes eu não falava muito, apenas porque não sentia a necessidade de gastar energia com tal ação, e não por não saber o que dizer. Dessa vez foi diferente. — eu... — pigarreei e vi a garota franzir o cenho. — O que foi? Senti um leve rubor subir pelo meu rosto e isso acabou por mais me irritar do que constranger. — Eu não quero que pense... que o pedido de casamento... foi no intuito de... — desviei os olhos por um momento enquanto minhas bochechas esquentavam. Céus, por que isso era tão difícil? — de... restaurar o meu clã ou algo assim. Ela franziu o cenho. — Restaurar o clã? O que você quer dizer com is... — ela também parou dessa vez. Não conseguimos nos encarar por um tempo depois dessa conversa. Escondi o rosto na manga da minha roupa quando a lembrança reascendeu o rubor nas minhas bochechas. — Teme! Como pode estar tão calmo? — meus pensamentos fugiram com o vozerio presente no local. Naruto e todo seu barulho. — Sabe quantas vezes eu caguei no dia do meu casamento? Eu fiquei assado! P.O.V. — Point of View Sakura Exprimir a verdadeira intensidade de um momento especial é a coisa mais difícil do mundo. Intensidade, é esta a emoção que eu sinto nesse exato momento, pensei que estaria chorando e muito emotiva no dia de hoje, mas eu estava enganada. Eu sinto uma sensação gostosa no meu ventre, um pequeno fio de ansiedade, uma emoção chamada felicidade, que até então eu pensei conhecer, mas novamente eu estava enganada. E que bom que eu estava, porque agora eu sei que gosto ela realmente tem, e de agora em diante eu quero senti-la mais vezes. Observei com atenção os detalhes do ambiente onde nosso casamento estava sendo realizado. Era a casa da família do Sasuke, o quintal da casa perfeitamente adequado. Embora não tenha falado muito, Sasuke deu a entender que eu poderia fazer a nossa cerimonia da forma que eu sempre havia sonhado. Mas amá-lo era entender que ele tem seu próprio ritmo, e numa leve insinuação, ele demonstrou que realmente se sentiria mais confortável em uma cerimônia discreta, e Sasuke nunca era exibicionista nessas questões. — Você acha interessante convidarmos quais pessoais em especial? Silêncio. E um suspiro inquieto. — Farei um esforço, suportarei a presença de Kakashi e Naruto com Hyuga Hinata. — Sasuke-kun. — gargalhei. — que tal acrescentarmos Ino poca, Tsunade-sama, Shisune-senpai e meus pais nessa lista tão grande, hum? Ele não disse nada, seu silêncio era o suficiente para eu saber que era uma concordância. Ino implorou para estar à frente da decoração da cerimônia, e foi difícil deixá-la ciente de que seria uma cerimônia sutil e que seria cercada de tradição, já que Sasuke era adepto ao estilo tradicionalista. — Ele é sim um antiquado! — vociferou jogando as mãos para o alto. — além de coisa pequena, ainda quer que seja careta? — Não fala isso Ino porca. Para falar a verdade, eu prefiro algo restrito e simples, e você sabe que eu não gosto de nada que chame atenção. Hinata olhava com receio para Ino. — Ino-chan, é verdade. Naruto-kun me disse que o próprio Sasuke-kun propôs para Sakura-chan o casamento de seus sonhos, se esse fosse seu desejo. — sorri com a intervenção da Hinata. — Ter uma cerimônia mais genuína é a cara da Sakura-chan. — Até você Hinata? — bufou. — o que você quer dizer com cerimônia genuína? — Cores claras e peças discretas. — Eu concordo. — assenti. Sorri ao me lembrar do alvoroço que Ino fez quando revelei que seria uma cerimônia tradicional, e francamente essa foi uma decisão sábia. Olhei minha imagem refletida no vidro. Estava me sentindo linda com aquele quimono branco feito de seda com flores bordadas juntamente ao adorno branco em minha cabeça. Virei para trás e suspirei ao ver Sasuke se aproximar vestindo um montsuki, (quimono formal preto). Era estranho vê-lo em outros trajes que não o típico uniforme de missão. Sasuke estava maravilhoso e, ainda que jovem, exalava uma postura de homem mais velho. Medi cada traço seu, como o reflexo azulado de seus cabelos negros, o par de olhos que caia perfeitamente com seu rosto, seu nariz pequeno e desenhado. Ah, ele era tão bonito, como se fosse um ser celestial. E foi discretamente, que eu notei como ele me olhou de forma apreciada. Sasuke ficou um momento calado, observando-me. — Que bom que eu sou a de branco. Se não, eu lhe sequestraria e fugiria com você para mim. Um sorriso ligeiro ergueu os cantos da boca de Sasuke, e novamente eu estava ali, apreciando cada detalhe do Uchiha, era proporcional e perfeito. Eu amava aquele rapaz. O casamento acontecia, e embora Sasuke não demonstrasse a emoção do momento, era possível observar a satisfação em sua cara, com um olhar terno e uma postura relaxada, algo bem difícil de se ver no Uchiha, e saber que ele estava assim me deixou exultante. Eu estava em estado de felicidade; uma consciência plenamente satisfeita. Na vida, existem grandes momentos, e são eles que nos fazem sentir o que é a verdadeira felicidade, é quando a emoção não cabe no peito, e esse era um.                                                                                                *** A ansiedade pesava meu peito, olhei novamente para a loira em minha frente. — Ino, — murmurei tensa. — eu não consigo me lembrar das coisas que você disse. Suei frio e senti que começava a hiperventilar. — Como assim você não se lembra do que eu te ensinei? Sakura! — o tom alto da Yamanaka atraiu a atenção de Sasuke e Naruto que não estavam tão distantes. Arregalei meus olhos, sentindo minhas bochechas corarem tanto alguém do outro lado do pátio perceberia. — Ah, Ino porca, se eles desconfiarem do que se trata essa conversa, pode apostar que você é uma ninja morta! Ela ignorou o que eu disse com a displicência de um gato. — Você está levando o que precisa, use quando chegar a hora. — ela apontou para a bolsa em minha mão como se fosse tão simples quanto uma receita de bolo. — Quando Sasuke te ver usando isso, vai esquecer o constrangimento na hora. Aquela conversa novamente me deixou desconfortável, mas ouvir da boca da Ino era menos constrangedor do que vindo de Tsunade. E eu agradeci mentalmente por Shisune elaborar uma desculpa para ela não vir até o portão se despedir, ou ela mesma entraria no assunto com o Sasuke. Um barulho de corpos se chocando atraiu nossa atenção. — Sasukeee ­— Naruto gritou, ele acabara de ganhar um soco do Uchiha. Após Sasuke perceber que eu e Ino encarávamos a situação, lançou um olhar ameaçador para o nosso amigo. — Já chega Naruto, eu não vou ouvir isso. — Ino me lançou um olhar debochado, nós duas entendendo automaticamente a que assunto Naruto estava se referindo. — Sakura, vamos. Assenti e Sasuke saiu andando na frente decidido a ignorar a cena anterior. Dei um rápido abraço em Ino sentindo seu perfume floral se espalhar por mim. Logo depois fui em direção ao Naruto, fechei minha mão e com os nós dos dedos lhe dei um cascudo. — Ah! — ele gemeu de dor. — Mas por que isso, Sakura-chan? — Para você saber que eu entendi do que se tratava! — bati as mãos. — E cuide bem de todos enquanto eu tiver fora. — sua expressão saiu da cara de medo para o seu típico grande sorriso, retribuí e aquela pequena troca de sorrisos inundou meu coração de paz. Eu era muito grata pela amizade que pude construir com Naruto. Indiquei Hinata com a cabeça e ele me deu um sorriso constrangido antes de voltar-se para ela. E então corri em direção ao meu marido. Sim, meu marido. Agora eu sou mulher de Uchiha Sasuke e devo fazer jus ao sobrenome que ganhei. Sorri largo, e lembrei de que não estava sozinha, corri os olhos em direção ao Uchiha calado, que por sinal não tinha visto a cena, e eu agradeci mentalmente por isso. Quanto mais andávamos mais a consciência surgia em minha mente. Nos casamos e estávamos prestes a chegar no nosso destino para passar nossas núpcias... sim, núpcias. A ansiedade começou me atingir, meu corpo passou a ficar inquieto, de uma forma incontrolável. Eu mordia os lábios e mexia nervosamente na barra do meu quimono. — Tudo bem? Me assustei com a voz rouca, o eco de sua voz em um ambiente tão silencioso reverberou algumas vezes na minha mente até eu perceber que ele tinha notado a minha inquietação. — S-sim. — sorri forçadamente. Minha mente rodopiava numa espiral de perguntas. O que eu faria assim que chegássemos na hospedaria? Iríamos simplesmente começar a nos beijar e eu tirarei minha roupa? Só aquele pensamento foi capaz de embrulhar meu estômago. A vontade era pedir para voltarem e implorar para Ino repetir seus conselhos. Eu começaria a lhe tocar? Talvez eu não consiga ficar nua em sua frente. Um suor desceu entre minha nuca, deslizando pelas minhas costas. Sasuke me passou uma olhadela, mas não disse nada. O único som que soava era de nossos pés sobre as folhas ecas e pedras no caminho. Ele não era de conversa, em alguns momentos ele respondia um "humm" ou "hmp", e embora eu fosse ótima em falar sobre qualquer assunto, naquele momento, falar estava sendo sufocante, eu queria pensar, eu tinha que pensar, que planejar o que eu faria e como me comportaria. Mas nada adiantou uma vez que estávamos de frente para o Ryokan Hiiragiya mais rápido do que eu previamente cogitei, esse foi o presente de casamento de Naruto e Hinata, que eu sabia que não ficou barato, mas eles fizeram questão. Depois dos 4 dias de núpcias, eu e Sasuke partiremos em missão, juntos. Eu sempre pedi para sair com ele em missão, e o "da próxima vez" sempre surgia como resposta, era como se esse dia nunca fosse chegar e eu confesso que acreditava nisso. Um dia após me propor em casamento, Sasuke tentou me fazer mudar de ideia. Em resumo, diria que ele queria desfazer o pedido, justificando a missão que ele tem e o seu dever com mundo shinobi e com Konoha alegando que ele não podia simplesmente casar comigo já que não podia ficar em Konoha. — Sakura, além do meu dever, outro principal motivo pela qual não posso ficar é o fato de possuir olhos absurdamente poderosos que serão desejados, e isso trará problemas para a vila. Senti minhas pernas vacilarem pelo rumo da conversa. Porém logo afastei esses pensamentos e respondi. — Eu ainda quero ser sua mulher, e te aguardar em nosso lar. Você terá para quem voltar. Só preciso perguntar, você vai querer voltar? Sasuke não mostrou nenhuma expressão, tampouco insinuou que me responderia. Essa ausência momentânea de réplica me causou a sensação oca de socos no estômago que só se cessaram quando eu escutei. — Sim. — sorri largo. — Talvez, — ele ponderou. — você pense a respeito de ir comigo por um tempo. Pisquei algumas vezes, ainda em um lento processo para acreditar que aquilo realmente tinha acontecido. — Sakura? — voltei ao momento. Sasuke me encarava levemente intrigado e notei que estava sorrindo sozinha. Desfiz o sorriso e pigarreei, numa tentativa de afastar o clima atípico. Olhei em volta e percebi que já estávamos de frente o Ryokan Hiiragiya. — Então, chegamos. — sorri. O barulho da queda d'água nos convidava às fontes termais e havia um cheiro de vapor no ar. Apesar de não ter certeza do que aconteceria a partir daquele momento, minha inner sussurrava: isso tem tudo para ser um dos momentos mais felizes de sua vida. E era verdade, não me permitiria estragar um momento especial por uma insegurança. E eu acabara de decidir que não faria o que Ino me disse, ou o que a Tsunade me orientou, porque esse seria um momento meu e de Sasuke. Deixarei as coisas acontecerem naturalmente. Não estávamos ali apenas para ter uma relação carnal. Era um momento íntimo de corpos e sentimentos. Eu estava profundamente ansiosa para passar os próximos dias sozinha com ele. Era a nossa lua de mel, nossos primeiros dias como esposo e esposa. Aquele era o início de um convívio, começaríamos a nos conhecer melhor como todo casal que eu invejava. E esse, acredito, era o maior desafio.
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