Agaru /Abandonar

2428 Words
Lar/casa é onde tem alguém sempre pensando em você! POV (POINT OF VIEW) SASUKE Pela primeira vez o encarei, seus olhos destacavam um azul escuro, sua respiração era ofegante, suas emoções estavam inflamadas. Naruto e suas lições de moral, aquelas merdas que sempre me deixam inerte. – Você sempre nos abandonou e nós sempre perdoamos, sempre te esperamos. Você até pode dizer que não sabe se Konoha é mais sua casa, mas vou te dizer uma coisa... Casa é onde tem alguém sempre pensando em você! – Seu tom era alto e soava indignação. Desviei minha atenção e passei a encarar o vão, ouvi-lo pronunciar tais palavras me fez recordar do seu espírito esperançoso e companheiro , do sorriso ingênuo e delicado de Sakura. Eu tentei entender minhas emoções e meus sentimentos, mas não fui capaz. A única coisa da qual entendo, é de que talvez tenha sentido a necessidade de não estar mais tão solitário. Mas não sei como fazer isso. – Portanto Sasuke, eu repito; odeio quem mente para si mesmo! Silenciosamente virei-me fitando o loiro por um breve instante, andei sem pressa , parei e fiquei ali, por alguns segundos, não disse nada, então adiantei até a janela e saí. Fui direto para o quarto alugado em uma pousada. Deitei-me na cama e passei a relembrar todas as palavras ditas por Naruto, das palavras ditas por Itachi no nosso último momento, e dos sentimentos de Sakura por mim. POV (POINT OF VIEW) SAKURA O leve incômodo dos raios solares atingindo meu rosto me despertou, logo minha atenção ficou fixada na janela aberta, o que indicava que a noite passada não foi um mero sonho. Sasuke... Tomei um banho demorado, me vesti e em seguida fiz um café, evitei pensar em qualquer coisa sem ao menos me reencontrar com o rapaz. Reconheci que deveria ir para o hospital e depois procurarei saber algo sobre Sasuke. Sorri ao saber que ele estava ali, e até uma passagem na rua poderiamos nos esbarrarmos, essa sensação era tão boa, sorri. Entrei no hospital e observei um movimento diferente no prédio, – Sakura-chan, que bom que você chegou! – Shizune-Senpai, que bom vê-la aqui, esses ninjas são da aldeia da areia? – Arigatou, Kakashi me pediu para vir dar uma ajuda aqui. São sim, o estado deles é um pouco mais complicado. – O olhar de Shizune era de inquietação. Havia algo a intrigando. – São ninjas anbu de p******o ao Kazekage Gaara. A aldeia da areia apelou por ajuda médica de Konoha. Me despedi temporariamente de Shizune e fui me arrumar adequadamente, quando pronta, andei em direção a minha mesa, comecei a organizar algumas fichas médicas quando fui interrompida. – Haruno-san, Rokudaime Hokage solicita sua presença no escritório. – Me assustei com a presença inesperada de um ninja anbu debruçado sobre a janela de vidro. – Assim, requisita que leve o relatório hospitalar a respeito do estado de saúde dos ninjas anbu da aldeia da areia. O Anbu estava na janela da minha sala, a expressão insensível deles é tão atingível, a presença deles ainda me deixa de certa forma pávida, na verdade, qualquer um sente isso perto de ninjas anbu. Por que isso? Talvez porque são ninjas com especialização alta, selecionados minuciosamente para serem designados em missões de alta periculosidade, realizam missões especiais de alto nível, tais como assassinatos e torturas. Eles usam essas máscaras mesmo em suas próprias aldeias, e suas identidades como agentes Anbu são conhecidas apenas pelos Kage e anciãos da aldeia, ela os deixa ainda mais sombrios, como se isso ainda fosse possível. – Estarei lá, arigatou! – Assenti gentilmente. – Doumo arigatou gozaimasu! Fiquei sozinha novamente, neste momento pude sentir uma certa ansiedade tomar conta de mim. Não seria boas notícias, não quando ele enviou um anbu requisitando minha presença. Teria algo a ver com Sasuke? teria ele, feito algo? Meu estomago tremulou ao pensar na hipótese. Não tenha feito nada Sasuke, não tenha... Providenciei o relatório informando o estado de saúde dos ninjas da aldeia da areia, avisei ao hospital sobre minha ausência caso Tsunade ou Shizune me procure e fui em direção ao escritório do Hokudaime. Optei por não me livrar dos meus trajes médicos, afinal, me apresentaria como profissional e daria o meu parecer médico. Entrei com a minha atenção fixada nos relatórios, refleti que já me encontrava dentro do escritório do Hokage, escutei uma limpada de garganta. Naruto. – Sakura-chan, como pode nos deixar te esperando on... – Passei uma olhadela e só assim descobri Sasuke em pé num canto da sala. Gelei. – Sakura-chan? Você está me ouvindo? Espertei com a voz irritante do Naruto balançando as mãos em frente meus olhos. Irrefletidamente dei um soco no loiro, foi um soco fraco, sequer senti meus dedos flexionarem, mas foi o bastante para seu corpo ser lançado forte o bastante para quebrar a parede da sala do Hokage com o impulso do seu corpo. Kakashi suspirou, enquanto Sasuke deu uma olhadela para o loiro preso na parede. – Gomen'nasai Hokudaime. – Abaixei as vistas. – Sakura, já conversamos sobre esses comportamentos compulsivos. – Naruto tentava sair do buraco na parede. – Sua força é de certo, temerária. Sorriu, trazendo agora um clima mais despojado. – Eu entendo. – Ah, e acredito que não seja necessária toda essa formalidade. – Tirou o chapéu de Hokage da cabeça Mirei para onde Sasuke estava, era tão inexpressivo... era difícil decifrar suas emoções. Meu coração batia freneticamente por vê-lo ali. – Sakura, estamos com uma situação intrigante. – Sua respiração era lenta e profunda, cruzou os dedos e apoiou os cotovelos na mesa – Há indícios de que tenha tido uma tentativa de golpe contra o Kazekage Gaara. – Como assim? – Naruto perguntou alto. Então ele também não sabia o assunto da conversa? – Rumores que tenha sido uma traição de dentro da própria aldeia da Areia para derrubar o Kazekage Gaara, ele se encontra em estado grave, não seria possível trazê-lo para Konoha, como fizeram com os anbu. E não sabemos quem e por quê. Naruto pulou alto. – O QUÊ? – soou preocupado. Aquela notícia era inacreditável. Gaara ferido? como isso poderia ser possível? Estávamos incrédulos. Kakashi tinha uma postura preocupada. – Gaara ... – murmurou – isso não é bom. Em poucas palavras, Sasuke como sempre, transmitia um grande controle emocional, diferente de mim e de Naruto. Eu o olhei nos olhos, ele percebeu e me entreolhou. Aquela situação me deixou corada, senti um frio no meu estômago, sorri tímida. – Sakura? – assustei quando Kakashi chamou minha atenção. – é uma missão Sakura. Você deve prestar atenção, você é muito forte e tem habilidades incríveis, mas não deixa de ser perigoso. Houve uma tentativa de assassinato contra o Kazekage da aldeia da Areia. Estremeci quando ele terminou, Naruto me olhava atento e Sasuke encarava o chão, mais sério do que o esperado. – Mas, eles têm excelentes ninjas médicos... – Não é segredo para nenhuma das nações que você é a melhor ninja médica, e o estado dele não é nada bom. – Parou de falar observando um relatório em suas mãos – Enviá-la é uma forma amistosa de dizer que Konoha é, e sempre será sua aliada. – Tem mais coisa, além disso não é mesmo? – meu corpo enrijeceu. – Não sabemos quem o atacou, os feridos são ninjas de elite. Pedi que me trouxesse os relatórios, o que diz sobre o atual estado deles? – Talvez consigamos extrair alguma informação deles. – A voz do Uchiha soou, alterando minha postura, mas tentei disfarçar. – E-eh, infelizmente não será possível. – Entreguei os relatórios ao Kakashi. – Shizune-Senpai foi para o hospital e está colaborando com Tsunade-Sama e os outros ninjas médicos. Estão fazendo o possível, mas até agora, não tiveram algum tipo de restabelecimento. – Sabe por que enviei a Shizune para o hospital Sakura? – ele não me olhou, encarava os relatórios nas mãos. Sua fisionomia estava carregada. Ele não podia me enviar em uma missão, não nesse exato momento, não quando tenho finalmente Sasuke aqui na vila, depois de tantos anos. Egoísta? Eu sei que é um pensamento muito egoísta, mas... estou a tanto tempo só me preocupando com os outros, a disposição do trabalho... – Enquanto estiver fora, ela irá dar um auxílio no hospital juntamente com a Ino. Você sairá em – Missão não... – Missão. – Sakura-chan, você está se sentindo bem? Está pálida. – Naruto me olhou preocupado. Sim, eu estou pálida e minha boca está seca. – Sasuke... também irá. – O grisado soou de forma manipuladora. As batidas do meu coração criaram uma carga de energia o suficiente para minha coloração voltar. Abri um sorriso largo, olhei em direção ao Sasuke, que me olhou rapidamente. – E eu!? – a voz de Naruto saiu alto e indignado. – Os feridos não conseguem dizer quem organizou o ataque ou por quê. – Ignorou Naruto –  Mantenha atenção na sua retaguarda, quem fez isso não vai gostar nada de considerar Gaara recuperado e forte. Aquilo poderia me deixar nervosa, mas... não sabendo que Sasuke estará comigo. – Kakashi-sensei, você não pode enviá-los em uma missão nas escuras a assim, precisamos saber mais! – Não há tempo Naruto. – Então, me mande com eles, todos sabemos que juntos, nossas habilidades são muito mais bem aproveitadas. – Naruto – ele arfou – Sakura não pode chamar atenção do inimigo, quem quer que seja ele. Konoha não pode declarar guerra contra quem nem sequer sabemos, e principalmente o que realmente aconteceu. E não se esqueça... – disse cansado, o semblante do mais velho era de exaustão – Gaara está à beira da morte. Se ele morrer, dependendo de quem seja o traidor, podemos, todas as aldeias aliadas ficar em apuros. – Pois é, então deixe-me ir com eles! – Você tem coisas a resolver aqui. A propósito, não há necessidade para tanto. Afinal, é Sasuke e Sakura. Tenho certeza de que a missão será concluída com êxito. – Naruto, nas circunstâncias atuais, não devemos esquecer que Konoha é apenas um aliado. Existe limite nas nossas ações. – Então minha missão é curar Gaara e descobrir quem é o traidor? A máscara de Kakashi deu a entender que ele diria algo, mas foi impedido pela voz grave do Sasuke. – Não seja ingênua, – Só nesse momento reparei que Sasuke andava tranquilamente em direção a porta, então parou de andar e de costas continuou. – Não temos tempo! Saiu – Sakura? Sasuke estará ocupado investigando, juntamente com Shikamaru, que se adiantou. – Sorriu através dos olhos, sua máscara mexeu. – Vocês têm exatamente 30 minutos para saírem de Konoha. – Itte kimasu – Assenti para Kakashi. – Itte rasshai. Me virei e saí andando, quando fui impedida por Naruto no corredor. – Sakura-chan? – próximo de mim, continuou. – Por favor, cure o Gaara. O estado com que Naruto me olhou com aqueles olhos azuis deprimidos, foi de causar lastima, eu entendo seus sentimentos por Gaara. Assenti com um sorriso carinhoso, passando confiança. – Eu o farei, não se preocupe. _ É porque... eu confio em você, mas me lembro que da outra vez, tivemos ajuda da vovó Chiyo. _ Como eu disse, confia em mim. _ sorri confiante. Me adiantei até meu apartamento, organizei minhas coisas e meus apetrechos de missões. Estava com ele, perto dele novamente. Isso era tudo para mim, e todo o sofrimento que passei longe dele, não fazia mais parte de minhas lembranças, não mais. Saí correndo, a ponto de vê-lo na saída da aldeia. O frio na barriga estava presente, o coração acelerado e o sorriso estampado no meu rosto ao ver a minha pessoa amada. Sensações que, romanticamente, ligamos ao coração, mas são geradas de forma calculada pelo cérebro. Eu estava naquele estágio da felicidade sem motivo aparente de "quem viu um passarinho verde", tudo poderia ser explicado pela ciência, mas, eu preferia o argumento de ... – Sasuke-kun! – chamei-o de longe, acenando. Ele me olhou ligeiro, e como se fosse uma alucinação, pensei ter visto uma sombra de um sorriso no canto de sua boca. Ah Sasuke, o amor de fato é atemporal e indescritível. POV (POINT OF VIEW) SASUKE Aquele som me soa familiar, e uma emoção foi provocada, como se fosse... saudade? Gostei de escutá-la me chamando novamente assim, e aquilo me afetou. Sorri de lado, no reflexo. Ela me alcançou, a observei, Sakura estava tímida, e para acabar com aquele momento constrangedor, faria algo. – Vamos. Ela assentiu com um pequeno sorriso, pude notar um tom rosado em suas bochechas, aquela cena me deixou com a boca seca, e senti um leve frio no meu estômago, aquela velha sensação em que apesar dos anos, eu não conseguia controlar, não perto dela. Mas era um alívio saber que tais sensações não eram expostas. Estávamos a caminho da aldeia da areia, usando nosso chakra entre as arvores. Era estranha a sensação de nesse instante, gostar do fato que Sakura tinha uma grande facilidade em ser falante, falava sobre as conversas mais aleatórias possíveis. Isso afastou o clima de embaçamento. – Então, Naruto está programando seu casamento com a Hinata-chan, sei que você sabe por que ele preferiu lhe contar primeiro. – Fez uma pausa – Você recebeu o bilhete não é mesmo? Ela me olhou aflita, com receio de ser a primeira a me dizer.  O fato é que, eu não sabia de um detalhe. "sei que você sabe por que ele preferiu lhe contar primeiro". – Eu e Ino estamos ajudando Hinata-chan a organizar algumas coisas, a propósito, isso é divertido... Shikamaru vai presenteá-los com a lua de mel, junto com Temari já até visitaram o lugar e acharam ideal. – Mn... – Tem mais, esse lugar foi escolhido por ser distante, onde terão tranquilidade e o mais importante, i********e! O rumo da conversa, estava indo longe demais. – Sakura... – Ah, não tenha pressa, tenho que contar os detalhes. – Ela se divertia com o assunto. Na verdade, ela se divertia com minha reação em relação ao assunto. – Naruto é tão Baka, que os meninos estão se reunindo com ele, orientando-o a agir de forma discreta e atenciosa com a Hinata-chan na hora... que for necessário, você entendeu né? Entreolhei a rosada, e pigarreei. – Não é decente especular lua de mel alheia. – Então falemos da nossa?
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