Philip Foster
Sexta-feira às 19:27 no Apartamento n°123 dos irmãos Fosters, Oxford (Inglaterra).
— Irmãozinho, está na hora de você se arrumar para a festa! — Se ele repetir novamente esta frase, vou tirá-lo do prédio pela janela.
Eu não queria fazer uma festa, ainda mais no nosso apartamento, que sempre fica uma zorra após a exagerada farra de amigos. Na verdade a maioria são amigos do Christopher, meu irmão mais novo e sim, ele é muito chato.
Luzes de Neon estão prontas, bebidas colocadas na mesa e o som ligado no aleatório de músicas eletrônicas. Ocasionou muito trabalho e até calos criou em minhas mãos. Ele fica apenas com a parte divertida, menos pra mim.
Mas esta noite eu não consegui impedir meu irmão de suas grandes vontades matinais. Somos recém formados na faculdade.
Eu em psiquiatria e ele como delegado. Christopher acabou de assumir o comando de uma recém delegacia no centro de Oxford.
Ainda não tenho emprego e por isso, esta noite é tão significativa. Muito mais que beber álcool ou t*****r com todos da festa. Pessoas importantes virão para nossa comemoração. Alguns amigos dos nossos pais que estão viajando, vão estar aqui. Eles praticamente não vem nos visitar, então somos apenas nós dois.
Vou até a geladeira, retirar as últimas bebidas. Os convidados vão chegar em breve. Estou mais apressado que nunca, aliás, novamente fico com o árduo serviço. Sinto-me irritado e Christopher sabe disso.
— Tem certeza que tirou todas as bebidas do freezer? — Questiona minha capacidade.
— Teria sido mais rápido se estivesse disposto a ajudar. — Esbravejei.
— Está bem irmãozinho! Vai se arrumar e o restante fica por minha conta! — Pousou um beijo em meu rosto após fechar o último botão preto da camisa.
Deixei as bebidas na mesa que, fica no centro da sala. O apartamento é simples, porém aconchegante e moderno. São dois quartos, um banheiro. A sala de estar e a cozinha, sem contar com a belíssima sacada que, é possível ver boa parte da cidade iluminada à noite.
Transpondo meu quarto, que fica adjacente ao do meu irmão. Não tenho muitas coisas aqui, apenas uma prateleira cheia de livros de psicologia e medicina.
Um espaço no canto da janela, feito exclusivamente para meus estudos com direito a computador de última geração. Foi à primeira coisa que comprei após formado.
Minhas vestes que usarei esta noite, já estão sobre a cama. Não temos funcionária, então cada um faz a sua parte. Aliás, tenho que conduzir Christopher a fazer suas tarefas corretamente, sempre deixando algo incompleto.
Uma calça jeans preta. A camisa social da mesma cor e os sapatos de couro, que aderi após formado. Esse vai ser o meu traje de festim, espero que traga coisas boas e um emprego, se possível.
Começo a me vestir, enquanto relembro meu trajeto pela faculdade.
Não foi difícil, eu sempre era o aluno número um de medicina. Alguns amigos me perguntam o que me fez querer ser psiquiatra e simplesmente respondo. "A mente humana e suas respostas inacabadas". A forma de pensar e analisar de cada pessoa, é fascinante e viciante ao meu interagir.
Quase pronto. Termino de fechar os últimos botões da minha camiseta. Sorri para o espelho em minha frente.
— Não estou tão m*l! — Me avalio.
Encerro a organização das coisas dispersas no quarto. Organizo minha estante repleta de livros preferidos e retirei-me dos meus aposentos posteriormente.
Retorno para o repartimento, onde está tudo pronto. Christopher me tira do sério, mas assumo que meu irmão está charmoso. Deslocando-se ao meu encontro. Transpirando um pouco acima dos olhos.
— Está tudo perfeito, não acha? — Pediu-me ansiosamente a minha opinião.
— Espero que tenhamos pique para limpar toda esta bagunça. — Recuso-me a pensar nas futuras consequências.
— Eu sei que você está ansioso e quer que tudo esteja perfeito, por causa da sua oportunidade de emprego, não é? — Interroga a teoria.
— Você sabe que passei anos para concluir a faculdade sem a ajuda dos nossos pais. Faz um mês que nos formamos e você já está trabalhando, nem consegui uma oportunidade para mim. — Estou sem ânimo, ele provavelmente notou.
— Relaxa, brother! Você é gostoso. Às pessoas te olham quando andam e sorrindo pode causar um acidente. Qualquer um enlouqueceria por você! Espero que lidar com doidos não te deixe mais chato ainda. — Zomba.
— Christopher, eu não gosto quando você fala assim. Problemas mentais não é brincadeira, já conversamos sobre isso.
— Está bem, está bem. — Franziu o cenho.
— É assim que você se comporta na delegacia?
— Na verdade não, tenho uma vida fora daquele lugar, sabia?
Não contesto. Alguém toca a sineta. Olho meu relógio no pulso esquerdo, já são quase oito da noite e provavelmente os convidados já devem estarem chegando. Meu estômago congela de ansiedade. Preciso desse emprego mais que nunca.
— Vou atender os convidados! — Christopher seguiu até a limiar da porta.
Estou logo atrás dele, recepcionando às pessoas que chegam aos poucos, porém em grupos.
Tyler, nosso amigo da faculdade que, cursou para veterinário, acabou de comparecer. Posso estar errado, mas acho que ele e Christopher estão tendo alguma relação íntima, secretamente.
— É bom ver vocês novamente! — Abraçou Christopher com pujança.
— E então, já conseguiu algum trabalho? — É a única coisa que vem em mente.
— Consegui sim e graças ao seu irmão! — Mirou amantético para ele.
Christopher não é muito de longas durações de relacionamentos. Ele é assumidamente bissexual para às pessoas que o cercam e seus amigos. Não gosto muito de falar sobre minha sexualidade, mesmo estando bem comigo.
Tyler seguiu até o lote de bebidas, inseridos para os convidados, enquanto meu irmão cumprimenta às pessoas. Eu estou a espera do diretor do sanatório Blackwood. Aquele é o maior centro de reabilitação para pacientes com problemas mentais de toda Inglaterra.
Ele é amigo dos meus pais, então foi mais fácil de convencê-lo a vir até nossa particular comemoração de recém formados. Espero que ele esteja disposto a me dar um emprego naquele recinto convidativo.
Uma de nossas amigas do último ano do ensino médio, me cerca intimamente. Ela era uma daquelas meninas apetecível da etapa escolar. Vazou na internet um vídeo dela, transando com o nosso professor. Ambos foram expulsos e essa foi a última notícia que tive, até agora pelo menos.
— Philip, não é? — Seu decote está a amostra.
— Sou eu mesmo. — Falo irascível.
— Meu Deus, como você mudou! — Me abraça veemente. — Está mais gato a antes e até tirou os aparelhos. Me lembro também do seu rosto cheio de espinhas, era tão engraçado! — Gracejou de mim.
Eu não era um garoto popular, porém ainda me notavam pela inteligência e para se aproveitarem de mim durante as provas. Mesmo assim, ela já tentou engatar algo comigo, sem chance alguma.
— Obrigado! — Falei inibido.
Risonho após tê-la a metros de distância. Observo a entrada movimentada do nosso apartamento. Vejo apenas adolescentes alucinados por uma festa e bebidas, que pensamento misógino a maioria dos jovens possuem.
Meu peito palpita ainda com seus órgãos no devido lugar, ao notar o Sr. Albert, diretor do Sanatório Blackwood, ultrapassar à porta de madeira alemã, marrom de marfim. Ele olha desconectado com o lugar e às pessoas.
Sigo para cumprimentá-lo:
— Olá, Sr.Albert. — Estendo minha mão.
— Apenas Albert, por favor! — Propõe.
— Desculpe. — Intimido.
— Quais dos irmãos se formou em psiquiatria? Os pais de vocês me pediram que eu estivesse aqui, hoje, talvez para tratar de negócios.
— Sou eu. — Respondi buliçoso. Minha mão esquerda soa depois que dispus em meu bolso.
— Tenho boas notícias, rapaz! — Mostrou seus dentes encavalados. — A população no nosso sanatório está aumentando. Precisamos de mais um recruta e jovem para aguentar a turbulência dali.
— Estou contratado? — a***o do meu temor.
— Seja bem vindo! Sr. Foster ao meu sanatório. — Recitou as palavras como um canto.
O enlace, confitente eu queria chorar em cima dos meus livros que, passei noites sem dormir. Por todas as dores entre os dedos, em que corou algumas vezes. Finalmente chegou minha vez de mostrar meu serviço e assumir o posto de psiquiatra.
Christopher deslocou-se adjacente a mim:
— Eu consegui irmãozinho, vou pro sanatório Blackwood! — O abracei vibrante por minha conquista.
— Apenas não se envolva demais com aqueles doidos, está bem? — Sussurrou ao meu ouvido.
— Eles não são piores que você, irmão! — Fui veemente.
Eu apenas consigo pensar em meus primeiros pacientes e desafios que irei encontrar em cada uma daquelas pessoas.