Santiago e Afonso já tinham saído cedo naquela manhã, sem imaginar o que estava acontecendo na casa grande. No quarto, Sol chorava desesperada, trancada. — Jamila… — repetia, abraçada aos próprios braços, sentindo a culpa apertar o peito. — A culpa é minha… Ela batia na porta, pedia para sair, mas ninguém respondia. Não havia como ajudar. Na sala, o clima era sufocante. Jamila estava parada, com o olhar baixo, tentando se manter firme. A mãe de Sol não escondia a fúria. — Faça — ordenou ao feitor, fria. Ele não se mexeu. — Senhora… — começou, controlado — o senhor Santiago deixou claro que ninguém deve ser castigado sem a ordem dele. Ela virou o rosto lentamente, incrédula. — Você está me desobedecendo? — Estou seguindo as ordens dele. O silêncio ficou pesado. Mas a raiva de

