A música preenchia o salão, e aos poucos a festa ficava ainda mais animada. Casais começavam a dançar no centro, risadas ecoavam, taças se chocavam em brindes. Sol, como sempre, estava no meio de tudo. — Vem dançar! — disse, puxando Jamila pela mão. — Não… eu não sei… — tentou recusar, rindo nervosa. — Aprende agora! E antes que pudesse fugir, Jamila já estava sendo levada. No começo, seus passos eram tímidos, inseguros… Mas Sol ria, guiava, incentivava. E, aos poucos… Jamila se soltou. Um sorriso verdadeiro apareceu. Leve. Livre. Mais afastado, Afonso observava. Encantado. Ver Jamila ali… naquele lugar, naquele vestido… sorrindo daquele jeito… Mexia com ele de uma forma que não conseguia explicar. Um homem ao lado comentou: — Sua irmã é animada. Afonso nem respondeu.

