Afonso saiu do quarto sem olhar para trás, a respiração pesada, o maxilar travado de raiva. A porta bateu com força, deixando Ofélia sozinha na sala. — Insolente… — murmurou ela, andando de um lado para o outro. — Ele não sabe o que está fazendo… O silêncio durou poucos segundos. — Com licença, senhora… Ofélia virou-se. Era Tina, parada com a postura firme, mas respeitosa. — Fale. Tina deu um passo à frente. — Eu… posso dar uma opinião? Ofélia a analisou por um instante… e assentiu. — Diga. Tina falou com calma, escolhendo bem as palavras. — Talvez… o problema não seja só o senhor Afonso. Ofélia franziu levemente a testa. — Como assim? — Homens… às vezes se confundem — continuou Tina. — Ainda mais quando se trata de uma mulher como Jamila. Ofélia cruzou os braços, interessa

