Aquela noite… ficou dentro de mim como um peso. Depois que Cristiano falou… nada mais parecia leve. O silêncio do quarto já não era paz. Era medo. Eu fiquei ali, olhando pra ele… tentando encontrar alguma palavra que aliviasse aquilo tudo. Mas não existia. Porque a verdade… não tinha jeito de ser leve. Ele soltou minhas mãos devagar e se afastou, indo até a janela. Ficou olhando pra fora, pro escuro da noite, como se procurasse uma saída ali. Mas não tinha. Nenhum de nós tinha. Eu respirei fundo e fui até o quarto ao lado. Gabriel dormia tranquilo. Tão pequeno… Tão inocente… Eu me sentei ao lado dele e passei a mão devagar pelo rostinho dele. —Meu filho… — eu sussurrei. A voz saiu quebrada. Porque ali… olhando pra ele… tudo ficava mais difícil. Tudo ficava mais real. Cr

