A tarde já caía quando Sol apareceu mais uma vez na porta da casa de Jamila, com Gabriel nos braços e um sorriso leve no rosto. O menino ria, encantado com qualquer coisa que se movesse ao redor — o vento, a luz, o som da voz dela. — Hoje ele fica comigo — disse Sol, quase como se fosse um aviso, não um pedido. Jamila, que estava organizando algumas roupas, parou no mesmo instante. O coração apertou, mas ela tentou manter a calma. — Sinhazinha… já está ficando tarde… — Eu sei — respondeu Sol, simples. — Mas ele gosta de ficar lá. E eu também gosto. Gabriel soltou um som alegre, como se concordasse. Por um momento, Jamila hesitou. Seus olhos foram até a criança… depois voltaram para Sol. Havia carinho ali, era verdade. Sol nunca faria m*l a ele. Mas aquele costume estava crescendo. E

