A notícia chegou como um sopro quebrado na noite. Chinara entrou na casa apressada, o rosto tenso, os olhos carregados de urgência. Jamila ainda estava sentada perto da porta, inquieta desde o ocorrido mais cedo, com o coração que não conseguia encontrar descanso. — Jamila… — chamou ela, com a voz baixa, mas firme. Só o jeito de falar já foi suficiente. Jamila se levantou no mesmo instante. — O que foi? Chinara hesitou por um segundo… mas não havia como suavizar. — O feitor… ele voltou pra senzala… e descontou em outro. O ar pareceu desaparecer. — Como assim? — Bateu em um dos rapazes… sem motivo. Por raiva… por bebida… — Chinara engoliu seco — por tudo. Jamila levou a mão à boca, os olhos marejando. — Meu Deus… Mas não foi só isso que pesou. Foi o entendimento. A ligação.

