capitulo 133

1003 Words

📓 Isabela Duarte O corredor ficou pequeno demais. Pequeno pra ansiedade. Pequeno pro medo. Pequeno pros dois Monteiro respirando atrás de mim como se o ar tivesse acabado no prédio inteiro. O médico caminhava na frente, e eu sentia meu corpo seguir sem obedecer. As pernas não eram minhas. O pulmão também não. Era como se eu estivesse dentro de uma cena que eu não queria assistir. Quando ele parou diante da porta de vidro fosco da salinha ao lado da UTI, meu estômago virou um nó apertado. Ele segurou a maçaneta. E antes de abrir, respirou fundo. Não era boa coisa quando médico respirava fundo. — Isabela… — ele repetiu meu nome, e parecia que cada sílaba vinha embrulhada em dor. — Eu preciso que você mantenha a calma, tudo bem? Pronto. Acabou. Ele falou a frase proibida. A

Free reading for new users
Scan code to download app
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Writer
  • chap_listContents
  • likeADD