📓 Isabela Duarte O corredor até a UTI parecia mais longo do que quando chegamos. Cada passo fazia meu coração bater mais alto, mais rápido, mais dolorido. O Adrian vinha do meu lado, em silêncio a mão dele quase tocando minha costas, como se tivesse medo de eu cair. O Adriel seguia alguns passos atrás, como um vulto quebrado. A enfermeira abriu a porta com o crachá. O cheiro de álcool, máquinas, e aquele frio que só UTI tem me atingiu como um tapa. Eu parei na entrada. Por um segundo, só um. Porque o meu corpo recusou-se a avançar quando meus olhos viram a sala. As luzes eram baixas. As máquinas tinham sons que pareciam mais vivos do que as pessoas ali dentro. Os cabos pendiam de todos os lados, como raÃzes de algum monstro de metal. E ela… A Serafina. Minha menina. Minha

