đź““ Isabela O mundo parecia ter encolhido em volta da mesa. O som dos talheres, o riso das outras mesas, o pianista ao fundo tudo virou ruĂdo distante. Tudo que existia ali eram eles. Adrian parou diante de mim, a postura impecável, os olhos fixos, e aquele meio sorriso que nĂŁo dizia nada, mas insinuava tudo. — Senhorita Duarte… — a voz dele era calma, firme, carregada de intenção. — Parece que o destino insiste em nos colocar frente a frente. Engoli seco, forçando um sorriso leve, como se aquilo fosse apenas coincidĂŞncia mesmo. — CoincidĂŞncias acontecem, senhor Monteiro. SĂŁo... inevitáveis Ă s vezes. O canto da boca dele subiu, quase imperceptĂvel. — Ou planejadas. Senti o estĂ´mago revirar, mas antes que pudesse responder, ele virou levemente o rosto, indicando o homem ao lado.

