capitulo 78

772 Words

📓 Seraphina O táxi parou em frente à farmácia, e o silêncio entre a gente ficou grosso. Adriel virou pra mim, o braço apoiado no banco da frente, aquele olhar de quem manda até sem levantar o tom. — Tem receita? Demorei um segundo pra entender o que ele tava perguntando. — Hã? — Pra seus remédios, pequena. — ele insistiu, estendendo a mão. — Me dá. Abri a bolsa, remexi nas tralhas e entreguei o papel amassado, a ponta meio rasgada. Ele pegou como se fosse coisa séria e era. Saiu do carro sem dizer mais nada. Ficou ali, parado na calçada, luz branca da farmácia batendo no rosto dele, enquanto eu esperava com o coração batendo doido. “Será que eu fiquei maluca?”, pensei. Quem foge com um cara que m*l conhece? Quem entrega a receita dos próprios remédios pro irmão do d***o e ain

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