Fechei os olhos, apenas por um segundo, e ela estava lá... lábios curvados em desafio, cabelos ruivos grudados na pele úmida, a lembrança dela pressionada contra uma parede com minha respiração em seu pescoço.
E Sorvane se mexeu. "Sim", ele sussurrou dentro de meu crânio, cheio de fome. "Pense nela."
Meu aperto nos quadris de Seraphina se intensificou, com os dedos penetrando profundamente em sua carne até que ela gritou, com um som que ficava entre a dor e o desempenho.
Eu não tinha certeza se era eu que me movia em seguida ou Sorvane, porque algo dentro de mim se moveu para a frente, impulsionando meus quadris mais rápido, com mais força, até que a cama tremeu sob nós.
Seraphina gemeu mais alto, balançando contra mim. "Sim, p***a! Majestade... mais..."
Suas palavras não significavam nada.
"Pegue-a", rosnou Sorvane. Eu me inclinei sobre ela, com o peito deslizando ao longo de suas costas escorregadias enquanto a pressionava mais fundo no colchão. Sua respiração ficou presa quando cheguei ao seu ombro e, antes que eu pudesse me impedir (antes que ele pudesse ser impedido), meus dentes afundaram em sua carne.
"Ah!", gritou ela, com o corpo se contraindo sob mim enquanto o sangue jorrava contra meus lábios.
Mesmo assim, Sorvane o devorou. Eu podia senti-lo arranhando as bordas de minha mente, enquanto ele extraía tudo dela, a luxúria, a energia, o pulso da vida ondulando a cada investida.
Eu me movia porque não conseguia parar.
Porque ele não me deixaria!
As bordas da minha visão ficaram vermelhas. A sala se inclinou, afogada em uma névoa de calor, e tudo o que eu conseguia ver era o corpo dela embaixo de mim. Meus músculos se contraíram enquanto Sorvane se retesava, aproveitando o pico de sua rendição. Minhas estocadas se tornaram brutais, então eu gozei.
Um estremecimento me atravessou, uma onda que se abateu com muita força e profundidade, não de prazer, mas de liberação.
Seraphina também gritou, segundos depois. Seu corpo se arqueou bruscamente sob o meu, suas paredes se apertando ao meu redor em um espasmo reflexivo.
Isso era tudo de que Sorvane precisava.
A forma como a presença do demônio se enroscou com mais força, os dentes afundando onde minha alma deveria estar, e então a drenagem começou. Ele a atravessou, arrancando o calor das veias de Seraphina, arrancando o orgasmo de seu corpo.
Seu gemido se transformou em um suspiro.
Depois, em um gemido.
O corpo de Seraphina ficou imóvel embaixo de mim.
Eu me afastei rapidamente, cambaleando para trás como se estivesse queimado, com a respiração ofegante e o peito arfando. Sua forma estava esparramada na cama, com os membros frouxos e a pele já empalidecendo.
"Sorvane", rosnei.
Mas ele já estava alimentado.
Fiquei olhando para ela. Não havia mais sangue da mordida, pois até isso havia sido tirado. Mas não importava o quanto a sala estivesse fria, eu não conseguia tirar o calor do sangue dela da minha boca.
Passei a mão pelos cabelos e me sentei na beirada da cama, olhando para o chão. Não havia prazer, mas havia satisfação. Eu havia alimentado o monstro, então eu também estava satisfeito.
**
O vapor ainda pairava no ar quando saí da câmara de banho com uma toalha pendurada nos ombros, a água pingando do meu cabelo e percorrendo as cristas das minhas costas. Eu não usava nada além de uma calça escura, o resto de mim estava nu.
Virei-me para a janela, apoiando as palmas das mãos no parapeito de pedra.
Atrás de mim, a porta se abriu sem bater e Romeo entrou.
Não olhei para ele, mas ouvi o clique de suas botas no mármore, a inspiração forte que ele fez antes de falar. "Então", ele começou, com a voz baixa, mas incisiva, "o hóspede não era compatível com Sorvane, afinal de contas?" Romeo fez uma pausa. "Então, por que ela não foi sacrificada primeiro?"
"Você me deve respostas, Romeo. Não a p***a do contrário." Eu me virei lentamente, erguendo meu olhar para encontrar o dele.
A expressão de Romeo escureceu. "Perdoe-me, Alfa", disse ele, abaixando a cabeça, "se eu parecer desrespeitoso. Mas presumi que a única razão pela qual estávamos mantendo a humana confortável... era para preparar uma oferenda digna para Sorvane." Sua voz se intensificou com o nome do demônio.
Dei um passo em direção a ele, mas antes que uma única palavra saísse da minha boca, a porta se abriu.
Um guarda entrou cambaleando, sem fôlego. "Meu rei...", ele ofegou, "A humana. Ela se foi."
A cabeça de Romeo se voltou para ele. "Sumiu?"
"Os guardas encontraram a grade da varanda quebrada. Ela não está na ala leste."
Exalei lentamente, deixando a toalha cair de meus ombros.
Romeo não disse uma palavra, mas senti seus olhos em mim. Esperando. "Ela pode estar em qualquer lugar a esta altura... Devo mobilizar os guardas para vasculhar a floresta?"
Virei-me para a porta. "Não", eu disse em voz baixa, já me movendo. "Eu mesmo irei atrás dela."