Romeo entrou com passos lentos e deliberados, com o rosto neutro demais para ser casual. Em suas mãos, ele carregava uma jarra de vidro e uma pilha de roupas dobradas. Ele não olhou para mim de imediato. Em vez disso, foi até a pequena mesa encostada na parede, despejando água na jarra.
"Então, você é o escolhido desta vez", disse ele finalmente, com um tom suave, mas cheio de sarcasmo. "Você deve estar orgulhoso. Nem todo humano chega tão perto do Rei e vive para contar a história."
"Não sei do que você está falando", respondi, com a coluna ereta e os dedos cravados no cobertor.
Romeo deu uma risada curta e sem humor. Ele pegou um copo, encheu-o de água e colocou-o na cômoda ao lado das roupas limpas. Cada movimento era lento e calculado. "É claro que você sabe. Acha que não sei dizer quando alguém está tramando algo? Está sempre nos olhos, e os seus estão famintos." Ele finalmente se virou para me encarar. "E não é fome de comida."
Engoli com dificuldade, mas mantive meu queixo erguido. "Você não me conhece."
Ele cruzou os braços sobre o peito. "Você não é como os outros humanos. Eles vêm aqui chorando, implorando por misericórdia. Você..." Seu olhar se estreitou. "Parece que está descobrindo onde enfiar a faca."
Dei de ombros.
Romeo ergueu uma sobrancelha, com o fantasma de um sorriso na boca. "Sim... gosto de honestidade." Ele se aproximou da cama, movendo-se lentamente. "Mas aqui vai um conselho gratuito: não tente nada com ele. Se Drakkar não matar você, Sorvane o fará."
Meu coração bateu forte no peito, mas não deixei transparecer.
Quem diabos era Sorvane?
"Sorvane? É assim que vocês chamam sua desculpa para serem monstros?"
Sua cabeça se inclinou ligeiramente. "Sabe de uma coisa? Eu gosto de ousadia. Mas a ousadia por aqui geralmente termina com corpos jogados na floresta." Romeo pegou a pilha de roupas e a jogou na cama, bem perto dos meus pés. "Vista isso. E beba a maldita água antes de desmaiar. Não quero ser acusado de matar o novo... hóspede do rei."
Eu não disse nada. Fiquei apenas olhando para ele enquanto meus dedos passavam sobre o tecido macio, nada parecido com os trapos do bordel.
"Bem", disse ele ao se virar para sair, "se eu fosse você, pararia de parecer que está prestes a incendiar este lugar só com os olhos".
"E se eu pudesse?"
Ele olhou por cima do ombro, com um dos cantos da boca se levantando em um sorriso. "Então talvez eu começasse a respeitar você."
**
Drakkar POV
Tomei o último gole de uísque, deixando a queimação cobrir minha garganta antes de colocar o copo sobre a mesa.
"Na cama. Mãos e joelhos", eu disse, minha voz calma. Meu olhar deslizou para a cama, depois para Seraphina, que ainda estava ajoelhada nua no canto, com a cabeça baixa como um animal de estimação treinado.
"Sim, Majestade", ela murmurou. Seraphira ergueu a cabeça lentamente, com um sorriso prático curvando seus lábios, uma expressão vazia feita para agradar, não para sentir.
Seu corpo se moveu com graça quando ela se levantou e atravessou a sala, a curva de suas costas captando a luz fraca, o balanço de seus quadris muito ensaiado. Seus s***s balançavam a cada passo, cheios e altos, o peso suave deles atraindo meu olhar.
Quando ela chegou à cama, não hesitou. Subiu no colchão com a fluidez de alguém que já havia feito isso milhares de vezes, com as costas curvadas em um arco suave ao se abaixar de quatro. As palmas das mãos se abriram contra os lençóis, com os dedos cravados no tecido para se equilibrar, e sua b***a se ergueu bem alto, perfeitamente arredondada e firme.
Observei o lento rolar de sua coluna enquanto ela ajustava sua postura, com os joelhos se separando apenas o suficiente para que eu pudesse ver o rosa brilhante entre suas coxas.
Não senti nada.
Nem mesmo a mais leve agitação de Ragnar.
"Perfeito", Sorvane ronronou no fundo da minha mente.
Caminhei em direção a ela com passos compassados, meus dedos se movendo até meu cinto. O couro cedeu e não me preocupei em remover o resto, apenas abri o zíper da calça e me libertei. Mecanicamente, rasguei o pacote de preservativos e o coloquei.
Seraphina virou ligeiramente a cabeça, com a bochecha pressionada contra os lençóis. "Você quer que eu..."
"Não." Minha voz a silenciou. "Fique onde você está."
Ela se aquietou imediatamente. Obediente.
Eu me alinhei atrás dela, minhas mãos segurando seus quadris. Sua pele era macia sob meus dedos, e ela se arqueou para mim como se estivesse acostumada a ser manuseada.
Eu a empurrei lentamente, centímetro por centímetro, até que estava enterrado até o fim.
"Sim..." Ela gemeu. Não de medo. Antecipação, porque ela queria agradar e ser escolhida novamente.
Sorvane inalou através de mim. Eu podia sentir suas garras se cravando mais profundamente em minhas costelas, o prazer não meu raspando como osso contra osso.
Meus quadris começaram a se mover. Bati nela com uma necessidade violenta, do tipo que não era minha.
"Mais forte", ele sibilou, e meus quadris obedeceram.
Seraphina ofegou embaixo de mim, seus dedos se enroscando nos lençóis enquanto sua coluna se arqueava a cada investida, seus quadris rolando para trás para se encontrarem com os meus em um ritmo praticado, sua voz subindo em gemidos ofegantes. "Mais forte, majestade", ela gemia. "Por favor... me f**a com mais força."
Mas eu não estava olhando para ela.
Eu nem mesmo estava aqui.
O cheiro dela era monótono, superficial e já estava desaparecendo dos meus sentidos. Nada como... o dela. A garota com fogo nos olhos e que me olhava como se eu não fosse um rei.
Angelina.