Carol Narrando Quando consegui chegar perto do prédio, o coração já tava na boca. Eu sabia que ele tava ali. Sabia que, mesmo eu tendo pedido, implorado pra ele não descer, ele ia descer. Conhecia meu pai. Conhecia a teimosia dele. Conhecia aquele orgulho fodido que não deixava ele ficar parado enquanto os outros lutavam. Os polícia gritava de tudo quanto era lado. "SOBE! SOBE! O ALVO TÁ ALI!" A voz deles ecoava no meio do tiroteio, me deixando ainda mais nervosa, ainda mais descontrolada. Subi com tudo, as pernas queimando, a respiração cortando, os tiros passando de raspão. Quando cheguei na porta, ele já tava saindo. — PAI, NÃO! Meti a mão no peito dele, tentando empurrar pra dentro. Ele segurou meus braços, firme, daquele jeito que só ele sabia. Ele tentou falar, tentando me man

