Capítulo 71 Barroso

1441 Words
Barroso Narrando Como eu falei pro chefe, falei pros meus companheiros de serviço que eu não tava mais aguentando ficar enfiado dentro de casa. Apesar de que eu estive bem acompanhado — quando não era a loira lá de São Paulo, era a Vanessa que vinha dar aquele trato no pai aqui. Mas vou falar pra você, a vontade de meter o p*u naquela desgraçada da Carol só pra saber que gosto ela tem é absurda. Deve ser mel na boca. Tinha mandado mensagem mais cedo pro Lopes, queria ver com ele pra gente marcar uma resenha. Único BO é se caso der merda na mesma resenha e a loira também tiver — eu não sou orgulhoso, nem ciumento, muito menos guloso. Consigo dividir de boa. E eu tenho certeza que aquela ali aguenta. Lopes deu logo aquela desculpa esfarrapada, disse que depois trocava uma ideia comigo. Falei com mais dois companheiros que sempre tão nas resenhas massa fazendo companhia. Eles disseram que iam colar aqui em casa pra gente queimar uma carne, tomar uma breja. Se o Lopes aparecer, beleza. Se não aparecer, f**a-se. Quero ele por perto porque quero saber como anda tudo dentro da casa dele. E entre ele e a Carol. Não posso mexer com meu informante agora porque senão ele acaba morrendo como x9. Tem um mês desde a invasão, mas o Zeus tá marcando em cima. Pra mim conseguir falar com o cria, ele teve que vir até o asfalto — e foi de um jeito que não chamasse atenção. Então vou aguentar pra saber informação. Quando menos esperava, o telefone tocou. Era o Lopes. Disse que tava vindo aqui em casa. Perguntei se ele sabia onde era. Ele falou que sim. Pensei: "Não acredito que o cara vai vir." E ele veio. Achei meio estranho, porque ao invés dele meter o pé e questionar o coroa dele sobre tudo que aconteceu entre ele e o Zeus, o homem veio pra cá. Falei o que eu tinha que falar. Só que eu sei que a Carol não sabia quem era ele — porque não dá pra ligar os pontos a menos que alguém falasse diretamente com ela. Os únicos que constam e usam o sobrenome do juiz são a Patrícia, a Ana e o André. A gente só sabe que o Rafael é filho do juiz porque quando ele foi apresentado no batalhão, foi assim que apresentaram: Rafael Lopes Mendonça. Foi até questionado, porque nos documentos dele não tem o Mendonça. É como se o cara fosse deserdado. Mas aí percebi nos olhos dele que ele não gostou muito quando eu falei: — Eu sempre tive um interesse nela. Sempre tive. Desde antes de você chegar. E se um dia ela for minha, não vai ser por acaso. O olhar dele mudou. O maxilar travou. Ele não falou nada, mas eu vi. Tava escrito na cara dele: ódio. Ciúme. Raiva. Perfeito. Mas tudo o que eu tinha falado pra ele não tinha confirmação de nada. A única coisa que eu vi foi ele parando ela na blitz, depois o carro — não sei se era eles mesmo, mas tava no carro. Sempre joguei com o psicológico dele. Não tem nada confirmado. E eu tinha certeza que ele não ia confirmar. Por isso joguei essa. Apesar de que eu tenho sim interesse nela. Mas eu queria saber se ele explodia. Se ele vinha pra cima. Se ele ia confirmar que tava apaixonado por ela e que ela poderia estar apaixonada por ele. m*l ele sabe que eu posso descobrir tudo do mesmo jeito que eu vi que ele tava fuçando a vida dela. Do mesmo jeito que eu sei que ela andou fuçando a vida dele. Assim que a porta fechou atrás dele, levantei do sofá e fui direto pro telefone. Disquei o número de cor. Ele atendeu no segundo toque. Ligação On — Barroso. — a voz do juiz veio fria, direta. — Bem que tu disse, hein, doutor. Que eu poderia ser a próxima pessoa que ele ia procurar. Gente feito. Ele veio aqui. Silêncio do outro lado. Depois: — O que você falou? — Vou te falar logo: eu tive que falar sobre o teu envolvimento com a Janete. Tive que jogar esse caô pra ele. Porque eu precisava ganhar um pouco da confiança dele. Pra poder falar m*l da Carol na sequência. — Explica. — Olha, doutor, se tu quer envenenar ele contra a mina, não dá sempre pra jogar com mentira. Tem que usar uma vez ou outra umas verdades. Senão ele desconfia. Então eu soltei a real sobre a Janete. Falei que ela era prometida pro senhor, que largou tudo pelo Zeus. Usei a verdade pra dar credibilidade. Depois joguei a minha: falei que ela joga sujo, que pode estar usando ele, que eu tenho interesse nela. O juiz soltou uma risada baixa. — E ele? — Ficou püto. Não falou, mas eu vi. O homem tá apaixonado, doutor. E não sabe lidar com isso. — Perfeito. Agora a gente planta mais. — Tô com meu informante de sobreaviso. Assim que der, ele vai me passar tudo sobre ela. Onde anda, o que faz, com quem fala. Aí a gente joga mais lenha na fogueira. O juiz pigarreou. — Vou falar com o capitão. Se for possível, até com general. Mas quem vai acabar com a vida daquela desgraçada pra mim vai ser o meu filho. Mesmo que indiretamente. Por isso a gente precisa plantar o ódio no coração dele. Sorri. Sozinho no sofá. — Pode deixar, doutor. Eu cuido disso. — Você sabe o que fazer. Desliguei. Ligação Off Fiquei com o telefone na mão, olhando pro teto. O Lopes tava na minha mão. E nem sabia. Agora era só esperar a hora certa de puxar a corda. A campainha tocou do nada. Levei um susto do c*****o. Quem seria? Não tava esperando ninguém. Levantei devagar, sentindo as costelas ainda doerem um pouco. Atravessei a sala, olhei pelo olho mágico. Adriana. Ela tava do lado de fora, com um vestido curto, os cabelos loiros soltos, um sorriso no rosto. Abri a porta. — Não errou de casa não? — perguntei. Ela passou por mim sem pedir licença, entrou na sala como se fosse dela. — Não. Tô procurando um policial gostoso que tava machucado e que eu sei que nunca vai me deixar como segunda opção. Falei nada. Só observei. Sentei no sofá. Ela veio andando na minha direção, devagar, os olhos fixos em mim. Levantou a mão e desabotoou o primeiro botão do vestido. Depois o segundo. Depois o terceiro. O vestido abriu. Ela tava sem nada por baixo. Senti o sangue descer na hora. Eu levantei do sofá. — Não, senhor. Fica sentadinho. Porque eu sei que você ainda tá de repouso. Deixa com a mãe aqui que eu cuido de você. Obedeci. Não por ela, mas pelo que tava vindo. Ela se ajoelhou na minha frente. A mão dela subiu pela minha perna, encontrou o volume já duro. Apertou. — Então me conta — ela disse, a voz rouca. — O Lopes? Realmente apaixonado por aquela traficantezinha? Apertei o maxilar. — Apaixonado, não. Obcecado. E eu vou usar isso contra ele. Ela passou a mão por dentro do short, por dentro da cueca. Encontrou meu paü, quente, duro. Enrolou os dedos. — Gostosa... safadä... — Soltei um urro baixo. Ela começou a pünhetar devagar, os olhos fixos nos meus. — Daqui a pouco vou começar a colocar o plano em prática — falei, a voz falhando. — Vai ser lindo ver a cara dele quando descobrir. — Gostei — ela murmurou. — Eu quero que ele passe muita raiva. Porque eu preciso ir lá fazer ele relaxar depois. — Pïranha safadä. — Rosnei apertando a mão no cabelo dela. Puxei firme. Ela sorriu. Lento. m*****o. — Sou mesmo, de dois policiais gostosos. — Ela falou com a maior cara de putä safadä e abriu a boca. E engoliu meu paü. Continua... 🚨🚨 ATENÇÃO 🚨🚨 MEUS AMORES, TEM UM PARÁGRAFO NO CAPÍTULO ANTERIOR (CAPÍTULO 70, NARRADO PELO LOPES) QUE SAIU COM ERRO. EU JOGUEI NO CORRETOR E NÃO CONFERI DEPOIS. NAQUELE TRECHO NÃO SE REFERE À MÃE DO LOPES — ELA NÃO ESTÁ MORTA. O TEXTO SE REFERE À JANETE, QUE TAMBÉM NÃO ESTÁ MORTA. NÃO SEI O QUE ACONTECEU COM ESSE CORRETOR. EU JÁ PEDI PARA ALTERAR, MAS POR CAUSA DO FUSO HORÁRIO, COM CERTEZA SÓ VÃO CONSEGUIR CORRIGIR AMANHÃ. EU IREI AVISAR QUANDO FOR POSTAR O PRÓXIMO CAPÍTULO, PARA VOCÊS VOLTAREM E RELEREM O CAPÍTULO 70 JÁ CORRIGIDO. DESCULPEM PELO ERRO E OBRIGADA PELA COMPREENSÃO.
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