Capítulo 19 Zeus

1274 Words
Zeus Narrando Acordei com o sol na cara e a Janete aninhada no meu peito. Trinta anos de casado e ainda sentia aquele frio na barriga quando olhava pra ela dormindo. Cabelo bagunçado, respiração calma, um sorriso nos lábios que nem dormindo ela perdia. Mulher única. Mas o dia não ia ser mole. Levantei sem fazer barulho, fui pro banheiro, tomei aquele banho rápido. Enquanto a água descia, o pensamento voou longe. A Carol. A menina tá saindo demais do morro. Eu sei que ela é adulta, sei que ela dá conta, mas o coração de pai não sossega. E depois daquele episódio com o Dante, a coisa ficou mais tensa. Aquele filho da putä meteu o louco. Achou mesmo que eu ia ser a favor da atitude arrombada que ele tava tendo com a minha filha. Largou mão de ser aliado e virou ameaça. E ameaça, no meu morro, tem nome: extinto. Vesti a roupa, desci. A boca já tava fervendo. Os cria tudo no lugar, o movimento correndo igual trem. Cheguei, passei o olho em tudo, conferi cada detalhe. Neguinho, um dos mais velhos da segurança, veio falar comigo. — Chefe, cê notou que os dias tão tensos? As blitz tão pegando pesado perto da entrada do Dendê. Olhei pra ele, os olhos estreitando. — Tô ligado. E o que cê acha disso? Neguinho coçou a barba. — Sei lá, chefe. Pode ser operação de rotina. Soltei uma risada seca, sem graça. — Operação de rotina é o c*****o. Rotina é meu p*u ficar duro quando penso ou sinto o cheiro da minha mulher. Isso aí tem cheiro de aviso, de provocação, até mesmo estratégia desses bota filho da p**a. Eles tão querendo partir pra dentro do morro. Neguinho me olhou sério. — Cê acha mesmo? — Tenho certeza. Fica esperto. Reforça a contenção, fala pros cria não vacilar. Qualquer movimento estranho, me avisa na hora. Ele acenou e saiu. Fiquei ali, mascando um palito, vendo o movimento. O morro tava calmo, mas calmaria antes da tempestade é a pior coisa que existe. Foi quando o telefone vibrou no bolso. Número desconhecido, mas eu reconheci na hora. Meu informante. Ligação On — Fala. A voz do outro lado veio baixa, rápida. — Chefe, o mandado saiu. Pedido direto da mesa do juiz. Invasão no Dendê. Quinta-feira de madrugada. O sangue gelou, mas a cara não tremeu. — Tem certeza? — Certeza absoluta. Vou averiguar mais detalhes, mas a ordem já tá dada. Eles vão subir. — Anotado. Qualquer coisa, me liga de novo. Desliguei. Fiquei parado, processando. Juiz. Invasão. Quinta-feira. Ligação Off Otávio Mendonça. O filho da p**a que me persegue há anos. Agora quer meu couro. Passei o rádio na hora. — Carol, cadê você? A voz dela saiu do outro lado, calma. — Tô no alto do morro. O que foi? — Preciso trocar uma ideia com você. Agora. — Já tô indo. Guardei o rádio. Respirei fundo. Não podia desesperar. Desespero é luxo que chefe não tem. Mas o coração batia forte, e não era de medo. Era de raiva. Cheguei em casa, a Janete tava na cozinha. Quando me viu entrar com a cara fechada, largou tudo e veio. — Que foi, meu amor? Tá com cara de quem viu assombração. — Pior — resmunguei, sentando na poltrona. — O juiz conseguiu o mandado. Vão invadir. Quinta-feira. Ela não tremeu. Só veio, se sentou no meu colo, começou a passar a mão no meu peito. Os dedos quentes, macios, fazendo a tensão diminuir aos poucos. — Calma, amor. A gente sempre deu um jeito. — Dessa vez é diferente, Janete. O homem tem poder. Tem ódio. Ela continuou as mãos, descendo devagar. Passou por cima da minha calça, sentindo o volume que já começava a endurecer só com o toque dela. O calor subiu, e a raiva foi dando lugar a outra coisa. — Você pode fazer alguma coisa agora? — ela perguntou, os olhos nos meus. Fechei os olhos por um segundo, sentindo a mão dela trabalhar. — Pior que não. A única coisa que eu posso fazer é preparar a tropa. Deixar geral ligado. Não só pra quinta, mas pra todo dia, 24 horas. Porque eles podem tentar enganar. Ela apertou de leve, me fazendo perder o fôlego. — Então relaxa, meu gostoso. Soltei um riso baixo, passando a mão na nuca dela, segurando o cabelo com firmeza. Encostei a testa na dela, dei um selinho. — Só você mesmo, Janete. Ela sorriu, aqueles olhos brilhando. — Eu sei. A mão dela continuou, lenta, firme, e por alguns minutos, o juiz, o mandado, a invasão, tudo ficou em segundo plano. Só nós dois. Mas lá no fundo, a fera continuava alerta. Porque o perigo não ia esperar a gente terminar. A mão dela ainda tava ali, quente, firme, apertando de leve. Meu p*u já tava duro feito pedra, pulsando igual coração de passarinho. Só de sentir o jeito que ela mexia, devagar, provocando, eu já perdia o pouco de razão que me restava. — Janete… — a voz saiu grossa, rouca. — Faz o que você sabe fazer de melhor. Com a mão e com a boca. Ela riu, aquele riso baixo que sempre me deixava doido. — Anda muito safadø no meio do expediente, é? Olhei nos olhos dela, soltei uma gargalhada. — Engraçado que o safadø sou eu, mas quem é que tá com a mão no meu paü agora? Ela fez que ia tirar a mão, provocando. Segurei a mão dela com a minha, apertando forte, fazendo ela sentir o volume que tava prestes a explodir. — Tira não, mulher. Fica. Ela mordeu o lábio, aquele sorriso malicioso que eu conhecia há trinta anos. Com a mão livre, puxou minha calça pra baixo, junto com a cueca. Meu p*u saltou, duro, brilhando na cabeça, já cuspindo de tanto t***o. Ela empurrou meu peito, me fazendo sentar no sofá. Depois se ajoelhou entre minhas pernas, os olhos fixos nos meus, a boca se aproximando devagar. Quando os lábios dela tocaram a ponta, eu fechei os olhos. A boca quente, macia, molhada, envolveu tudo aos poucos. Ela sabia o que tava fazendo. Trinta anos aprendendo cada centímetro, cada ponto sensível, cada jeito de me fazer perder o chão. A língua dela deslizou, lenta, provocando. A mão apertava a base enquanto a boca trabalhava na cabeça, sugando, lambendo, me torturando de um jeito que só ela sabia. — Só você, Janete — murmurei, os dedos enterrando no cabelo dela. — Só você para mim fazer pensar em outra coisa. Ou não pensar em nada. Ela respondeu aprofundando, a garganta engolindo mais, me levando ao limite. Minha respiração ficou pesada, os músculos tensos, o mundo lá fora deixou de existir. — Pørra, Janete… — rosnei, sentindo o orgasmø subindo igual tsunami. — FILHA DA PUTÄ GOSTOSA DO CARALHØ! Ela fez uma garganta profunda no momento exato em que eu explodi. O prazer tomou conta, o corpo inteiro tremendo, enquanto ela engolia tudo sem pressa, sem desperdiçar uma gota. Fiquei ofegante, a mão ainda no cabelo dela, os olhos fixos no teto. — Só você mesmo, mulher — repeti, a voz cansada. Ela levantou, limpou a boca com as costas da mão, e sorriu. — Eu sei. Sentei, puxei ela pro colo. O cheiro dela, o calor, o jeito que se aninhava em mim… aquilo sim era paz. Mas no fundo, a fera continuava alerta. O juiz, o mandado, a invasão… tudo ainda tava lá. Mas por alguns minutos, eu esqueci. E isso já era vitória. — Bora subir, que eu quero essa bøceta na minha cara. Continua...
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