Theo Ela finalmente dormiu, tranquila, o corpo cedendo ao cansaço de ontem. Senti um peso sair do meu peito ao vê-la assim, frágil, protegida, mas ainda me sentia inquieto. Ao redor, Pedro e Bento observavam, tensos, mas aliviados. Eu podia ver a atenção que dedicavam a ela, cada movimento, cada gesto, tentando garantir que nada a perturbasse. Era curioso como eles sabiam exatamente o que fazer sem precisar dizer uma palavra. O olhar firme, a mão que ajeitava o cobertor, a respiração devagar, tudo parecia coreografado por anos de cuidado silencioso. Laura e Márcio saíram devagar do quarto, quase flutuando, para não fazer barulho. Noah ficou próximo à porta, de braços cruzados, atento, como se cada movimento que Ana Lis fizesse pudesse precisar de intervenção imediata. Um ciúmes silencios

