A chuva fina ainda caía lá fora, deixando o ar pesado, como se a própria natureza refletisse o turbilhão que Elowen carregava dentro do peito. O quarto estava em silêncio, exceto pelo som irregular da respiração dela, entrecortada pelo choro que insistia em escapar. Kael a observava, os punhos cerrados ao lado do corpo, como se estivesse travando uma batalha contra si mesmo. Ele não sabia lidar com lágrimas. Não sabia lidar com dor que não fosse a física, não sabia costurar feridas invisíveis. Seu mundo sempre fora feito de aço, disciplina e controle. Mas ali, diante de Elowen, todo o seu domínio parecia escorregar por entre os dedos. Ela estava sentada na beira da cama, o rosto escondido entre as mãos. Os ombros tremiam de forma desordenada, e cada soluço que escapava era uma lâmina atr

