Gritei com Cillian várias vezes até que a minha garganta não suportasse mais e a minha voz ficasse abafada. Mas eu sei que ele não vai me desamarrar. Não ouço nada. O peso no meu peito aumenta até que eu sinto aquela sensação familiar, uma sensação de dor que dispara pelo meu estômago como uma pontada. A última vez que senti isso foi semanas atrás. Logo após o funeral de Stanislav. Quando descobri que Arte foi o responsável pela morte de César. Meu bebê chuta forte. Eu sei que a minha frequência cardíaca acelerada e pânico intenso devem ser ruins para ele. — Está tudo bem, passarinho. Digo a ele, voltando ao antigo apelido que o meu irmão me deu. — Sem problemas. Nós ficaremos bem. Estou prestes a dizer que o pai dele também vai ficar bem, mas paro abruptamente naquele exato momento

