cap 16 tu beija muito bem

1016 Words
Palhaço — O que foi aquilo mesmo em, Cecília? Esperava de várias, agora de você que é toda certinha... — Não sou certinha, apenas sei me portar de maneira correta. E você queria que eu ficasse quieta enquanto escutava as merdas que ela falava? Me poupe né, Pedro. — Mané Pedro! Fala direito comigo — falei um pouco mais alto. — Que eu saiba esse é o teu nome. E fala baixo, não vem encher minha paciência também não — falou se sentando no sofá. — Só tô falando porque depois teu nome vai sair pelos quatro cantos do morro. Tu sabe como as coisas funcionam aqui na quebrada. — Deixa sair, tô pouco me fudendo pro que esse povo vai dizer. — Vão falar que vocês duas estavam brigando por causa de homem. — Ela realmente estava, já eu estava brigando pra ela tirar o meu nome daquela boca imunda. Nunca fiz nada pra garota, na primeira vez que vi ela tratei com educação e ela já veio com sete pedras na mão. E a mona nem é daqui e tá nesse fogo todo. — O pai dela descobriu que ela tava se envolvendo com bandido e mandou ela escolher o rumo que ela ia seguir, então a Tainá preferiu vim para o morro. — O nome da praga é Tainá? — Concordei com a cabeça. — Além de sonsa é burra, trocar a vidinha de luxo pra ficar se envolvendo em B.O cá em cima. — Mandar o papo pra você, pensei que tu era r**m de briga mas deu mó coça na loira. — Foi a raiva do momento. — Percebi, mas bora limpar esse teu arranhão aí no braço porque tá parecendo que você brigou com um gato. — Tá mais pra cachorra mesmo — ela falou e eu ri da cara dela. Ajudei a mandada a limpar os machucados e ela ficou fazendo drama dizendo que tava ardendo. Ninguém mandou brigar na rua, agora ela que aguente. — Cheguei com informações, família! — gritou o Moura entrando na sala junto com a Nara. — Fala aí pra nós. — A loira tá no postinho e o acontecido tá circulando os quatro cantos do morro, até no Twitter daqui a fofoca já saiu. — Já era de se esperar — falei ligando a TV. — Mas por incrível que pareça o boato que tá rolando é que a Cecília bateu na loira porque ela tava espalhando mentiras sobre ela, o que realmente é verdade — falou a Nara enquanto mexia no cabelo da Céci. — Até o povo tá ligado que essa mona é problemática — falou a Céci rindo. — O que essas meninas veem no Palhaço em? Tá passando mel no corpo só pode — falou o Moura enquanto ria. — Fazer o que se o pai é bonito e gostoso. — Se manca, ovo mole — falou a Cecília fazendo todos rirem. O Moura foi levar a amiga da Céci em casa e eu chamei ela pra subir na laje e ficar lá sentados observando o movimento. (...) Enrolei um baseado e acendi logo em seguida, levando na boca e soltando a fumaça. Percebi que a Cecília tava me encarando demais. — Qual foi que tá me encarando desse jeito? — Deixa eu dar um trago? — Tá ficando maluca é, Cecília? — Tô precisando pra poder desestressar — falou voltando a olhar para frente. Estendi a maconha pra ela e logo ela pegou e deu um trago, depois fechou os olhos e soltou a fumaça. Fiquei encarando aquilo estático. A garota consegue ser bonita e sexy até fumando um. — Papo reto, se tua mãe souber que eu te dei isso aí ela me mata e joga meu corpo pros urubu comer. — Realmente, mas não é nada que eu nunca tenha feito antes — falou dando mais um trago. — Chega né, gata. Daqui a pouco tu tá vendo bicho aí — falei tomando a maconha da mão dela. — Você pensa em ter filho? — Já tá chapada? A onda bateu rápido em tu, neguinha. — É sério, só é uma curiosidade. — Ter eu até tenho, mas nessa vida que eu levo é meio complicado ter uma cria. E você? — Talvez — ela falou encostando a cabeça no meu ombro. — Acho que futuramente você vai ser uma boa mãe — falei encarando o rosto dela que até então estava de olhos fechados. — Você vai ser um bom padrinho para o meu futuro filho — ela falou abrindo os olhos e me encarando de volta. — Mané padrinho, eu vou ser é o pai — falei tentando irritar ela, mas a mandada deu um sorriso de canto ainda me encarando. Senti a mão dela acariciando o meu rosto. Fui me aproximando cada vez mais dela até que nossos lábios se encontrassem. Diferente da primeira vez, esse beijo foi mais calmo, porém necessitado. Pedi passagem com a língua e ela cedeu facilmente. Encaixei minha mão em sua nuca, puxando de leve alguns fios de seus cabelos enquanto sentia ela arranhando a minha nuca. Terminamos o beijo com ela mordendo de leve o meu lábio inferior. — Sei que isso vai aumentar teu ego pra c*****o, mas eu tenho que falar que tu beija bem demais — falei puxando a nuca dela de volta e dando um selinho rápido. — Eu sei, tive que praticar muito com os bofinhos. — Cheia de graça tu né — falei dando um puxão no cabelo dela, e logo ela revidou com um tapa nas minhas costa. — Ai, filha de uma mãe! — falei esfregando o local. — Pra tu ficar esperto, parceiro — falou enquanto ria. O clima tava bom com ela em cima da laje, nós dois estávamos na mó paz, mas como nem tudo são flores o meu radinho apitou. Radinho on "Fala aê, menor." "Ei, chefe! Surgiu um possível problema aí, e tem que resolver essa parada rápido pra depois não prejudicar ninguém." "Já é, marca dez aí que eu tô chegando." Radinho off
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