cap 18 o que você quer

904 Words
Cecília Dia de fazer feira com a minha mãe e eu logo colo nela pra poder comprar várias besteiras. Peguei três pacote de Doritos e taquei dentro do carrinho. — Tu parece criança quando vem no mercado. — A minha criança interior desperta quando vejo tanta besteira pra comer. Pagamos tudinho e fomos saindo do mercado. Pisei meu pé de princesa na rua e vi aquele sol de lascar e uma ladeira maior do que minha vida pra subir. Me arrependi legal de ter vindo agora. — Pô mãe, vamo ter que subir essa ladeira toda aí mesmo? — Só tem esse caminho. Peguei as sacolas e quando ia começar a subir vi o LP subindo na moto dele no outro lado da rua. — EEII, LP! Ele ficou procurando quem o chamou até que me viu e veio na minha direção. — Eai, Cecília, suave? Eai, tia — falou fazendo um toque comigo e apertando a mão da minha mãe. — Foi um anjo gue te enviou! Tem como você levar essas sacolas lá em casa não? — Tem pô! Ia lá na tua casa te chamar mesmo. — Chamar pra quê? — Moura pediu pra te acionar pra poder ir lá no campinho mais tarde. Vai rolar a a******a do torneio e ele pediu pra tu levar tua amiga também. — Tô sabendo desse torneio mesmo. — Sobe aí na garupa que eu te levo. Eu chamo ali outro parceiro pra poder levar tua mãe. Melhor que isso impossível. Ele chamou um amigo dele e logo depois os dois tocaram lá pra casa rapidinho. (...) Mandei mensagem pra Narinha colar mais tarde comigo no torneio e ela disse que topava. — Bora com a gente pro torneio mais tarde, mãe? — Só se rolar uma cervejinha, tô com uma vontade absurda — falou rindo. — A gente compra no barzinho que tem lá perto. Ela concordou e logo fomos fazer as coisas de dentro de casa. Minha mãe foi limpar a casa e eu fiquei com o almoço. Coloquei aquele feijão pra cozinhar, arroz branco, saladinha de alface com tomate e um bife acebolado. Terminei e chamei ela pra comer. (...) Depois de almoçar fui tomar um banho e me arrumar. Vesti um cropped faixa azul BB e um shorts branco que fica folgadinho nas pernas. — Tá pronta, mãe? — Tô — falou saindo do quarto dela. — Tá gata em, dona — falei analisando a gata de cima abaixo. — Para de graça, menina — falou toda tímida. — E cadê a Nara? — Já tá por lá. O campo é pertinho daqui de casa então é só lucro. Fechamos a casa todinha e fomos fofocando o caminho todinho até chegar no campo. Negócio tava lotado, gente de todo canto do morro e até mesmo de outros morros. Demorei um pouquinho pra achar a Nara, mas assim que achamos fomos logo se sentar. — Que milagre é esse que a tia veio? — Milagre mesmo, só a Cecília pra me tirar de dentro de casa num sol desse. — Pra senhora distrair a mente, tem que aproveitar enquanto suas férias não acabam. Fui no bar e peguei dois litrão geladinho e logo voltei pra nossa mesa. — Eita gue, as mais belas do morro estão todas reunidas — chegou o Palhaço junto com a Tia Ana. — Larga de ser bobo, menino — minha mãe falou rindo. O Palhaço puxou mais uma mesa e juntou com a nossa, fazendo todo mundo ficar reunido. — E o Moura cadê? — perguntou a Nara olhando pro Palhaço. — Daqui a pouco ele cola aí, só foi pegar a chuteira dele. Continuei bebendo minha cerveja, até que senti alguém cutucar minha perna por debaixo da mesa. Olhei pra frente e o Palhaço me encarou e fez sinal pra mim poder acompanhar ele. Ele levantou e saiu sem falar com ninguém. Depois de cinco minutinhos eu levantei falando que ia no banheiro e fui na direção que ele tinha ido. Avistei o bocó paradão na viela de cima com a mão na cintura. — Demora do c*****o. — Sorte sua que eu vim, mas diz aí qual foi. Ele deu um sorriso safado e me puxou pelo braço me prendendo contra a parede. — Sei lá... talvez um beijo. — Se situa, bofe! Tá achando que é fácil assim? — Que bofe o quê, minha filha, tá tirando é? Comecei a rir da cara dele e o maluco aproveitou para poder puxar minha nuca e me beijar. O beijo tinha começado lento, porém foi tomando uma certa intensidade e ele começou a descer a mão para minha b***a enquanto eu passava a mão pelo seu abdômen. — Chega — falei me afastando. — Os moleques já devem estar te procurando pra jogar. — Chatona você em. Vou ir primeiro que tu, tchau — me roubou um selinho e foi saindo. Respirei fundo e meus pensamentos já foram ficando um turbilhão. Não vou mentir que tô me preocupando de ficar com o Palhaço. Medo de estragar uma amizade de anos e comprometer o meu futuro de alguma maneira. Sei bem como as coisas funcionam quando você se torna mulher de bandido, vi o sofrimento que a Tia Ana passou com a perda do esposo. Eu tô é pensando alto de mais... isso não vai passar de beijos. Na real, esse foi o último... eu acho.
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