-O que você acha da ideia de eu fazer você gritar tão alto, que todos nesse prédio, até mesmo aqueles idiotas na cobertura vão poder escutar, em?
Sem a máscara agora, eu sinto seu hálito fresco no meu ouvido, mandando um arrepio por todo meu corpo. Dos pelinhos da minha nuca até as pontinhas dos meus pés, sinto subir uma eletricidade estática que eu podia jurar que seria suficiente para abastecer até mesmo uma pequena cidade.
-Você é maluco.
-Ah eu sou sim, completamente lunático por você, e você adora isso.
Não estava esperando essa resposta, na verdade nada que ele faz é algo que eu estou esperando. Não sei se isso é tão terrível e abominável como eu acredito que deveria ser pra mim.
Pelo amor de Deus, Cassy, você nem sabe o nome dele...
Ele chega mais perto e eu só queria que ele não fosse tão bonito, que sua voz não fosse tão rouca e suas mãos no meu corpo não me fizessem derreter com tanta facilidade. Eu também queria que ele não soubesse do poder que ele tem em mim. Mas ele sabe, ele com certeza sabe.
Eu queria também que ele nunca tivesse tirado essa máscara. Não saber quem ele é alimentava a ideia que talvez isso tudo fosse só coisa da minha cabeça, que eu tinha surtado de vez e inventado um personagem que me vira do avesso e me salva dessa minha vida miserável durante as poucas horas que eu passei com ele, mesmo que durante nosso tempo não houvesse tido nenhuma conversa de verdade. Foi algo eletrizante, intenso, que faz você se afogar de um jeito que você sabe que nunca mais vai ser capaz de colocar a cabeça pra fora d'água novamente. E você se imagina como seria ficar aqui pra sempre sempre sempre.
O que eu faço quando ele, sem a máscara, olha pra mim agora com esses olhos predatórios, mas tão, tão reais que me faz ter vontade de sair correndo mais uma vez e nem pensar em olhar pra trás nessa tentativa. O que eu faço quando uma coisa que pra mim era turva e nada, nada realista, só uma fantasia da mente de quem passa metade do dia cercada de livros que não são meus, na imensa biblioteca de onde trabalho, roubando as ideias escritas por outras pessoas e transformando em meus sonhos devassos?
O que eu faço agora? Ele me encurralou. Eu me encurralei nessa situação, como a chapeuzinho vermelho que caiu nas garras do grande lobo m*l e não tem caçador no mundo que me faça escapar dessas garras.
Um lobo m*l que está me olhando agora com seus grandes dentes pontiagudos como se fosse me devorar.E eu acho que ele vai.
- Você não se tocou nesse tempo que ficamos separados, não é? Foi uma boa menina da forma que eu mandei você ser. - ele fala como se eu fosse um animalzinho que ele deixou na casa da vizinha pra ela cuidar enquanto saia em uma viagem.
- Eu quero eles de volta... - Eu digo. Seu rosto está tão perto do meu.
-Você não vai ter eles de volta, porque agora tem um bem maior. - Ele me aperta mais contra ele, como que pra evidenciar exatamente o que disse me fazendo sentir sua excitação pressionar contra a minha coxa. Oh céus, o que eu faço? - Você não precisa mais deles e eu não quero que se divirta sem mim, você está proibida.
Quem ele pensa que é?
- E agora que você sabe quem eu sou, agora que você me obrigou a me revelar e mostrar meu rosto pra você, acabando com uma das melhores parte da nossa brincadeira, eu vou ser obrigado a te matar por saber de mais. - me soltando de suas mãos, mas ainda usando seu próprio corpo pra me prensar contra a lataria do carro, ele rasga os shorts que eu estava usando, tendo agora uma visão da minha calcinha.
Eu nem consigo pensar agora em como que eu vou explicar isso pro meu chefe quando tiver que devolver esse figurino.
E sinceramente, não sei se ele está falando sério ou brincando quanto a me matar. Eu não duvido de absolutamente nada.
- Eu nem sei seu nome. - Isso soou mais desesperado do que eu queri parecer, e eu culpo minha falta de pulso firme, meus instintos inúteis e vários outros fatores biológicos.
-Pra você quer o meu nome? Chamar por ele enquanto estiver gozando vai te fazer feliz? - Eu não respondo. -Se você parar de me provocar do jeito que fez lá em cima, eu posso te dar o meu nome, mas agora eu vou te dar é outra coisa.
Seus dedos estão bem no meu ponto, levantando uma sensação prazerosa e ao mesmo tempo torturante, de saber que só aquela pressão não é o suficiente pro meu corpo. Ele quer mais, porém me recuso a ouvir a vozinha na minha cabeça que quer se esfregar ainda mais nas mãos dele, ao invez disso eu mando ela calar a boca e continuo imóvel.
-Você sabe o que fez com aqueles homens? Sabe o que eu vou ter que fazer com eles depois de hoje? Pra se arrependerem de terem tocado no que é meu?
-Não sou sua.
-Você é sim, e vai aprender isso logo logo. - Ele segura meu cabelo por trás da nuca e puxa com força só suficiente, e com isso eu estou inclinando minha cabeça pra trás, dando a ele acesso livre ao meu pescoço realmente como uma boa presa.
Eu não estou pensando direito quando olho nos seus olhos e sinto de novo aquela eletricidade nos rodeando, preenchendo o meu corpo todo. Ele chega mais perto, e logo depois, antes que eu me desse conta, está me beijando.
A eletricidade fica ainda maior, e é impossível, quase doloroso pra mim não retribuir esse beijo. Então eu retribuo, sendo consumida em um fogo ardente que começa bem no centro do meu núcleo e vai subindo por cada m****o do meu corpo, cada partezinha clamando por ele, querendo mais, implorando, na verdade. Tenho uma sensação r**m a respeito disso, um presságio de que depois de hoje, depois de tudo isso que aconteceu talvez não tenha mais como voltar atrás. Como se eu tivesse vendido minha alma, ao assinar um pacto com o d***o em pessoa.
E tem aquela sensação, aquela velha história de estar se afogando e não conseguir mais colocar a cabeça pra fora. Talvez eu que tenha ficado maluca com toda essa história, e se não fiquei, eu com certeza vou ficar.
Só não sei como vai ser pra mim continuar fingindo que é só um sonho amanhã ou depois, fingindo que é uma fantasia. Que mentiras vou ter que contar pra mim mesma pra jogar tudo isso pra parte funda da minha memória e voltar pra minha vidinha? Eu sei que eu vou fazer isso, é o que eu sempre faço. Só não sei ainda como.
Depois do que pareceu uma eternidade, ele interrompe o beijo, mas não diz nada. Olhando em seus olhos eu já enxergo tudo, vejo seu olhar convencido como se tivesse lido todos os meus pensamentos, como se soubesse de todos os meus segredinhos sujos, soubesse o quanto eu gostei e todas as reações em cadeia queimando pelo meu corpo nesse exato momento. Ele me olha como tivesse ganho a maior aposta da vida dele, e estivesse pronto pra gritar o maior "eu te disse" na cara de quem perdeu.Infelizmente, eu que havia perdido.O verdadeiro olhar de satisfação do d***o depois de ter me feito assinar o pacto.
Eu odeio ele, sinto raiva e acho que meus olhos demonstram isso. Mas não digo nada e nem tenho tempo antes que ele se agache na frente do capô e comece a me chupar.
Ele sabe muito bem usar a língua, aumentando a velocidade e me fazendo gemer alto naquele estacionamento. Passando pelo meu p*****g e me fazendo ficar ainda mais maluca, e quando estou quase no meu limite do que eu posso aguentar, ele fica de pé e entra dentro de mim.
Agora sim, talvez alguém da cobertura consiga escutar isso. Os meus gemidos e os dele se misturando, o barulho da lataria nas minhas costas, antes gelada, agora escorregadia com o meu suor.
Ele me fode de uma forma que eu nunca fui fodida em cima de uma maldita Ferrari. Pelo menos eu acho que é uma Ferrari, que eu sinto o capô nas minhas costas começar a ceder e afundar cada vez mais lá, até que o alarme do carro dispara.Eu arregalei meus olhos quando a luz dos farois pisca, mas não faço nem tenho condições de fazer nada a respeito nesse momento, enquanto estou completamente entregue.
Eu estou gemendo como uma atriz porno. Geralmente eu evito ser escandalosa, mas simplesmente não consigo me conter, quando chego no meu clímax e o orgasmo chega em mim quase como um arrebatamento.Ele também goza, e eu tenho certeza agora de que a roupa rasgada não é o maior problema que eu vou ter que explicar pro meu chefe depois de hoje.