Capítulo 5

4100 Words
RYAN O senhor Lockwood abaixou o vidro do carro e me chamou, fui até a janela para ver o que ele queria e quando ele sorriu não pude deixar de fazer o mesmo. Seu olhar veio de encontro ao meu, então ele esperou que eu perguntasse o porquê de ele ter me chamado e disse: _ Pode me chamar de John. Nem me lembrava que seu nome era John, e olha que o pai dele disse isso hoje de manhã. _Ok sr.Lockwo... quer dizer, John -falei dando uma risadinha- muito obrigado pela carona, acho melhor eu entrar antes que minha amiga ache que fui sequestrado, estuprado e devo estar morto em algum canto da cidade. Ele deu uma risada. _ Bom, você quase foi... - o ar de deboche na cara dele estava lindamente irritante. _ Não é estupro quando você quer que aconteça. _ Como assim, você quis? -perguntou me olhando. Ele acha mesmo que vou falar exatamente o que ele quer ouvir?  _ Boa noite John - virei as costas para o homem atrás de mim antes de responder, tenho que me acostumar a chamá-lo pelo nome. O carro saiu assim que entrei no prédio.  Sei disso porque eu fiquei olhando. Dá pra acreditar no primeiro dia de trabalho que eu tive? Cheguei lá, me apresentaram tudo na maior pressa, depois descobri que  meu chefe não seria mais o mesmo e que o meu novo chefe é o filho do antigo, e esse nome chefe é o mesmo cara que eu chupei no banheiro de uma balada que fui a dois dias atrás. Sem falar que fiquei com ele no elevador da empresa, será que tem câmeras no prédio? Quando entrei no meu quarto ele estava mais calmo que o resto da casa, porque aqui não tinha o ''tic tac'' do relógio para me irritar. Bea já dormiu e pelo o que eu vi, Mike dormiu aqui com ela. Acho que ninguém se importou com o fato de eu ter chegado muito tarde em casa. Amanhã eu conto como foi o meu primeiro dia pra ela, mas agora eu só quero a minha cama, meu edredom e meu travesseiro. Estou cansado demais pra pensar em qualquer coisa além disso. [...] _ Como assim você deu pra ele no elevador?!? -ela deu um grito falando isso e então uma risada saiu de sua garganta, aquela risada divertida que eu tanto amo- meu deus, não bastava ser só no banheiro da boate não amore? -ela riu mais uma vez- não to acreditando nisso. Ela estava preparando um café da manhã delicioso, pelo o que eu vi era ovos fritos com bacon, hoje eu acordei mais cedo do que devia, na verdade, acordei mais cedo que ontem. Estou morto. _ Não tá acreditando em que? -perguntou Mike que chegou roubando uma fatia de bacon. Bea deu uma risadinha e bateu na mão dele. Achei que ela não falaria nada até que... _ Ryan deu para o chefe dele no primeiro dia do serviço! Mike me olhou naturalmente e ao invés de achar isso estranho ele começou a rir de mim, em seguida andou até a minha cadeira e bateu no meu ombro duas vezes, depois apertou o mesmo. Ergui o olhar até o garoto para ouvir ele dizendo: _Ta pior que porno, Ryan! -o casal começou a rir da minha cara.  Me levantei rindo também, em seguida fui até a geladeira pegar um pouco de leite, pensei em uma coisa muito estranha quando olhei para os dois, mas muito estranha mesmo. _ Você sabe do que mesmo Mike? -perguntei o encarando. _Que você é gay, e que chupou um cara na boate em que a Bea te levou quando chegou aqui, por quê? -ele me olhou de volta sem entender. _E você não tem nada contra não? -perguntei para Mike e me surpreendi com a resposta. _ Não! -ele literalmente gritou- Meu pai é gay, Ryan -ele deu uma risada- eu sou adotado e criado por um casal gay, quebrando o mito de que só porque fui criado por dois homens eu iria gostar de homem também - então pegou mais um pedaço de bacon e levou um tapa no ombro dessa vez- sabe o que seria bastante engraçado? _O que? -perguntei tomando um pouco do leite que havia acabado de colocar no copo. _ Se o cara que você chupou na boate fosse o seu chefe! Caralho, até parece que ele sabe de tudo! Bea deu uma risada alta quando Mike disse isso em seguida ele olhou para ela e levou um certo tempo para que o i****a percebesse que meu chefe era realmente o cara que eu chupei na festa. _Eu não acredito! -ele começou a rir muito- c*****o Ryan que merda, onde você se meteu hein!? _ Gente , para com isso! -dei uma risada- eu vou me arrumar para o trabalho que eu ganho mais do que ficar aqui ouvindo vocês me zoando -estava longe de ficar nervoso com eles por conta disso. Subi as escadas e fui para o meu quarto, onde me arrumei, tomei banho e então peguei minhas coisas para descer as escadas pronto para o café. Já saí de lá deixando tudo arrumado para poupar tempo da mulher que vem limpar aqui duas vezes por semana. Desci as escadas e quando olhei para minha amiga e seu namorado, eles estavam lambendo a vasilha. Eles comeram tudo e não deixaram pra mim! Eu realmente acho que isso é uma palhaçada, mas não vou brigar com eles por isso, paro no caminho e compro alguma coisa com o resto do dinheiro que tenho, espero que com três dólares eu consiga me alimentar direito. [...] O sr.Lockwood ainda não estava lá quando eu cheguei, mas já havia deixado uma pilha de coisas para que eu colocasse em ordem com a Angela, que até ficou com pena de mim quando me entregou as duas caixas de papelão cheio de fichas bagunçadas. _ Então eu vou ter que colocar todas elas em ordem alfabética e arquivar na sala dele até a hora do almoço? -perguntei para ela, que estava com uma cara de triste olhando para mim como se eu fosse um bebê abandonado na rua. _ Eu sei que é muita coisa para pouco tempo e até ajudaria você, mas hoje eu estou cheio de afazeres para cumprir. _E sabe quantas fichas tem aqui? -perguntei olhando para a caixa. _A ficha de todos os funcionários do prédio, se eu não me engano deve estar na faixa de duzentos a duzentos e cinquenta prontuários. O que? Que p***a!  Respirei fundo olhando para mulher mais velha à minha frente fazendo ela ficar com ainda mais pena de mim. Olhei em volta e então sorri para aquelas caixas de papelão que estavam gritando ''se fodeu''.  Angela me olhou. _ Está tudo bem, sr.Cooper? Lancei um sorriso carismático para ela e então balancei a cabeça afirmando que sim. _ Claro Angela, vou começar a fazer isso aqui antes que seja tarde, boa sorte com suas tarefas. _ Obrigada sr.Cooper -ela saiu da minha sala ajeitando os lábios e então eu fiquei ali sozinho, com aquele monte de papel, cheio de nomes para serem colocados em ordem, e sem nenhuma disposição para fazer isso. [...] Colocar duzentas e quarenta e nove fichas em ordem não é a mesma coisa que eu fazia quando colocava vinte palavras na ordem alfabética no colégio, isso aqui é muito cansativo e meu cérebro já está fritando. Angela quase acertou os números, é bom saber que eu pelo menos tenho uma colega de trabalho competente. Por falar em colegas, enquanto eu ia e voltava para pegar o meu café a cada dez minutos eu fiz amizade com algumas meninas que sempre faziam o mesmo, aqui não tem muitos funcionários homens, acho que Joseph não gostava muito de ficar vendo homens na frente dele. No meu caso eu amo trabalhar perto de um homem, ainda mais quando ela é alto, e muito forte, com aqueles cabelos loiros amarronzados e aquela pele branca, com aquela boca larga mas com os lábios finos  -que a propósito se encaixaram perfeitamente nos meus ontem.  Será que Joseph sabe sobre o filho dele? Por que ele não aparenta nem um pouco ser gay. Passei por Angela quando estava saindo para a minha hora de almoço, ela me olhou e sorriu, não pude deixar de ir lá sem comentar algo ou apenas dar um oi. Eu ficaria muito grato de almoçar com ela, mas nossos horários não batem. _Já acabou sr.Cooper? -ela disse em um tom de surpresa. _ Tem quinze minutos que sim. Na verdade eu fiquei guardando as fichas nas gavetas nesses quinze minutos -falei tamborilando os dedos no balcão, tenho essa mania de ficar fazendo isso só para ficar escutando o barulho de ''cavalos'' que os meus dedos fazem. _ Nossa, já vi que alguém aqui vai ficar nessa empresa por um bom tempo -ela deu uma risada. _ Espero que sim Angela, preciso do emprego e essa empresa aqui paga bem, então se colocar fichas em ordem é o que vai me salvar aqui, pode mandar mais! -dei uma risadinha e a mulher me acompanhou. _ Eu sei -ela deu uma risadinha- acho melhor você ir para a sua hora de almoço, antes que ela acabe e você não coma nada, você parece faminto. Nossa, está tão na cara assim? _ Sério que tá tão na cara assim Angela?  Ela deu um sorriso e disse: _ Sou mãe sr.Cooper, sei quando as pessoas estão com fome, isso é quase um instinto que tenho. Tenho dois filhos e quando eles eram mais novos eles não sabiam me falar isso. _Então você tem dois filhos? Posso ver? -sorri me apoiando no balcão. _ Só quando o senhor voltar, se não sua hora de almoço acaba e você desmaia de fome. O trabalho dá um bom dinheiro mas você precisa estar vivo para gastá-lo. É verdade, eu tenho uma hora de almoço por dia, ontem eu comi muito porque saí com John. Nossa que coisa linda, sair com o meu chefe, onde é que eu estou me metendo mesmo? _Ok então -falei para mulher do outro lado do balcão- quando eu voltar, cobrarei essas fotos. _ Ficarei super feliz em te mostrar meus pequenos, mas agora vá -ela deu um sorriso daqueles que as mãe dão para os filhos e eu senti saudade da minha velha naquele momento. Por falar nisso, tenho que ver como estão as coisas lá, mais tarde eu ligo. _ Ok Angela, então estou indo, já perdi um terço do meu horário aqui. Quando saí da empresa eu fui para um restaurante que ficava na esquina da mesma rua -onde todos os funcionários da empresa fazem hora de almoço por causa de uma parceria que Joseph fez com o dono do restaurante- para conseguir comer algo que matasse essa fome. Melhor hora do dia, hora do almoço. [...] Quando mostrei o meu crachá para a moça do caixa ela me liberou sem eu ter que pagar nada, fiz amizade com ela enquanto eu estava na fila esperando, ela se chama Lúcia, é muito gente fina e gosta dos mesmos filmes que eu. As vezes eu fico abismado com a minha facilidade em me dar bem com as pessoas. Fui andando pela rua até que eu vi o sr.Lockwood pela primeira vez do dia, ele estava acompanhado de uma mulher loira com o corpo digno de uma boneca, eu ainda estava longe demais para cumprimenta-los então fiquei somente observando. Ele sorriu para a mulher e então ela estendeu a mão para ele, que abaixou a mão dela e a puxou pelo braço dando um selinho em seus lábios. Na hora eu paralisei e comecei a rir. A mesma facilidade que eu tenho para fazer amigos ele tem de ser um cafajeste. Fiquei ali observando ela cair na lábia dele. Será que ela sabe a sexualidade de John? Acho que ele não é gay, ele deve ser bissexual porque ele agarrou ela com tanta vontade que era impossível estar mentindo. Depois de alguns minutos a mulher entrou em um carro depois que ele abriu a porta para ela e foi embora dali. Voltei a andar pela rua e quando eu ia cumprimentar o sr.Lockwood ele já tinha sumido da minha vista. Entrei na empresa e Angela estava no telefone, eu queria ver os meninos dela então me encostei no balcão para esperar ela se livrar de um cliente que estava a importunando. Ela fez um sinal de ''só um minutinho'' com a mão e já foi logo pegando o celular e desbloqueando o mesmo. Começou a procurar alguma coisa, os seus dedos passeavam de um lado para o outro na tela. Demorou só um pouco para que ela desligasse o telefone e então relaxasse os ombros. Depois de bater o telefone no gancho ela me olhou e disse: _ Nossa, esses clientes exigentes me matam de raiva! _ Não é só você Ângela, são todas as pessoas -ela deu uma risada- me mostre a foto dos meninos, eu tenho que subir para minha sala, o sr.Lockwood já chegou aqui e deve estar procurando por mim, sem falar que eu estou um pouco atrasado. _ Tem certeza que não quer ver depois? -perguntou ela. _ Não, eu quero ver agora -dei um suspiro- ele não deve se importar com cinco minutos de atraso. Depois da minha insistência ela cedeu e me mostrou seus filhos, eles são lindos e ela disse que um deles "balançava a mesma bandeira que a minha" e eu ri com isso. Fiquei de conhecer ele um dia e disse que iria adorar me apresentar para ele, porque como ela mesmo diz, ela quer um menino direito para ser o genro dela.  Quem é que falou em namorar aqui mesmo? Depois de alguns minutos conversando com ela sobre os meninos ela me obrigou a subir para a minha sala e eu não pude descartar essa sugestão porque já estava atrasado para voltar ao meu trabalho, se é que já tem alguma coisa para ser feita. Quando entrei na minha sala ela estava vazia, cheguei a duvidar que John estava lá mas o som dos dedos dele batendo no teclado de seu computador me mostrou que eu estava errado, a porta estava fechada mas ele estava lá dentro. Andei até lá e dessa vez eu bati antes de entrar. Não ouvi nada vindo de lá de dentro e bati de novo, ninguém respondeu então eu abri a porta. Sabia que ele estava ali mas mesmo assim não o encarei até fechar a mesma atrás de mim. _ Boa tarde sr.Lockwood -falei olhando para baixo, ele não disse nada- tem algo que eu possa fazer aqui? -tentei mostrar interesse naquele serviço. _   Tem sim -disse ele enquanto fuçava em seu computador mais que atento, seja lá o que ele estiver fazendo ali, está chamando muito a  intenção dele. _O que senhor? -perguntei o encarando. _ Chegar no horário certo  depois do almoço seria uma boa coisa para se fazer quando se trabalha. Ele disse isso em um tom tão seco que até fiquei um pouco nervoso por ter me atrasado, Angela estava certa e eu devia ter obedecido. _ Perdão mas foram somente dez minutos -falei sem graça. _ Que serão cobrados antes de você sair. Esse i****a se esqueceu até que horas eu fiquei nessa droga de empresa ontem? _Ok senhor -falei olhando para ele. Aquele olhar divertido de ontem estava sério hoje, ele fez um gesto com a cabeça mandando eu sentar na cadeira em sua frente e eu obedeci. Caminhei até a mesma e então me sentei evitando olhar em seus olhos. _ Quero que olhe para mim quando eu estiver falando com você, me entendeu? -quando ele disse isso eu levantei meus olhos de uma só vez e o encarei.  John pegou um lápis em um pote cheio deles e começou a bater o mesmo na mesa de vidro de sua sala. _ Tem mais alguma coisa que eu possa fazer? -não sabia ao certo o que falar. _ Não se preocupe que o que não vai faltar aqui é serviço para você. Nossa, o que está acontecendo aqui? Por que ele está assim? _ Ok eu estou aqui para isso mesmo -falei me ajeitando na cadeira. _Que bom, acho que você pode pegar um café pra mim, já sabe como eu gosto. _Eu acho que isso foi deixado bem claro que é função da Angela. -quando vi já tinha respondido. _ Eu não te perguntei isso, eu gosto que você pegue o meu café, então vá pegar o meu café e não demore -eu queria tanto poder socar a cara dele, porque ele está sendo um i*****l? _ Sou seu secretário, não a sua empregada -falei olhando para ele com os braços cruzados. _ Você está me retrucando, sr.Cooper? -ele me encarou com os olhos cerrados e deixou o lápis em cima da mesa. Odeio o fato de ele ser a pessoa de maior poder aqui dentro e ainda por cima abusar desse poder que tem, mas como sou apenas seu secretário e preciso do emprego, farei o que tiver que ser feito. Se ele está querendo me tirar do sério, conseguiu, Só que não vou demonstrar isso fácil assim. _ É melhor eu ir pegar  seu café de uma vez antes que eu perca o meu emprego -ou esmurre a sua cara e enfie um lápis no seu olho. _ Também acho. -foi só ele fechar a boca que meu sangue ferveu. Me levantei mais que depressa e saí dali sem dizer nem mais uma palavra. Que p***a é essa? O que esse cara tá pensando? Quem ele acha que ele é para falar desse jeito comigo? Eu não desrespeitei ele em momento algum para ele me tratar assim. Dez minutos? Sério isso? Só dez minutos meu Deus. [...] Coloquei o copo de café em cima de sua mesa e então ele me olhou, levou as mãos até o mesmo e deu um longo gole em seu café, fez uma cara de "nada m*l" para depois  voltar a colocar o copo em cima da mesa. Achei que iria ganhar um sorriso, ou pelo menos um obrigado mas não foi bem assim que as coisas aconteceram. _ Por que demorou tanto?  Aff eu não acredito!!! _ A máquina estragou, a culpa não foi minha -não creio que estou realmente tendo que dar justificativas disso- Na verdade o café acabou e como não sei repor, tiveram que chamar as mulheres encarregadas para fazer isso. _ Entendi… -ele continuava com o mesmo tom de desdém. _ Posso perguntar uma coisa sr.Lockwood? _ Você acabou de fazer isso - até que enfim um sorriso brincou nos lábios dele. Pena que foi rápido demais para gerar outro em mim- e me chame John. _Me sinto mais confortável te chamando assim aqui na empresa -completei. _ Eu não perguntei como você está se sentindo, quero que me chame pelo meu nome e ponto. Vai ficar mudo se me chamar de John? -seu olhar veio de encontro ao meu e a única coisa que fiz foi paralisar com a resposta dele, _ Nossa, não -falei com a voz baixa. _O que você ia perguntar mesmo? -ele sabia que estava sendo grosso, e parecia gostar disso. _ Se tinha acontecido alguma coisa… -ele olhou para mim sem entender. _ Como assim alguma coisa? Por que essa pergunta? _ Você está diferente -falei com um pouco de medo da próxima resposta- está… Seco. Ele deu uma risadinha e então se levantou, colocou as mãos na mesa e apertou a mesma quando começou a falar. _ Aconteceu sim -a voz dele ficou mais baixa e eu comecei a prestar ainda atenção no que ele estava prestes a falar. _ Posso saber o que? -não aguentava mais esperar pela resposta. _ Estou morrendo de sono hoje porque eu não consegui parar de pensar na carinha de v***a que você fez quando eu estava te fodendo no elevador ontem. Caralho, tentei ficar quieto mas isso que ele disse foi escutado bem no meio das minhas pernas. John deu uma risada safada e então me encarou de cima a baixo. _ Não vai falar nada? -perguntou. _ O que seu pai disse sobre os relatórios? -ele deu uma risada quando eu disse isso.  Eu precisava mudar aquele assunto, eu não posso ficar e******o cada vez que ele me falar essas coisas, porque se isso chegar a acontecer eu acabaria transando com ele de novo, e não é bem isso que se faz quando se está trabalhando. _Nossa, eu te perguntei uma coisa e você me responde isso, sr.Cooper? -a forma que meu sobrenome sai da boca desse homem é a mais atraente que já ouvi na minha vida.  Me arrepiei com aquelas palavras e ficou bem claro para ele que eu estava gostando de estar ouvindo essas coisas safadas que ele dizia. Não consegui responder nada, então ele continuou a falar. _ Acho que o seu corpo está mostrando que você gostou -e lá estava mais um sorriso safado. Não é possível que ele só vai sorrir para mim só quando quiser sexo, e quando eu não der o que ele quer ele vai ficar com essa cara de cu! _ Eu quero a minha resposta, depois eu te respondo -minha voz estava controlada, mas o esforço pra esconder meu t***o por trás dela estava sendo enorme. Ele revirou os olhos, respirou fundo e disse: _Sim, ele gostou muito dos relatórios, disse que você é competente no seu serviço e eu dei a garantia de que você trabalha muito bem -ele fechou os punhos em cima do vidro enquanto falava- Agora a minha resposta. _ Por que quer saber tanto assim se eu gostei de ter transado com você no elevador da empresa? Ele coçou a cabeça nervoso e eu dei uma risada. _ Porque eu não consegui parar de pensar na forma que você gemeu pra mim no meu ouvido, fora a carinha que você fez quando eu estava te comendo -estava claro que ele estava se lembrando da cena enquanto falava- Eu preciso saber se ficou pensando em mim como eu fiquei pensando em você. Fiquei sim, mas não vou dar esse gostinho pra ele. _ Não, pra mim foi normal -falei simplesmente. _ Como assim normal? -ele aumentou o tom da voz- sr.Cooper, eu quero muito que o que aconteceu entre nós dois torne a acontecer novamente, mas eu não vou poder fazer isso se você não gostou. Aquela mulher loira que ele estava beijando lá embaixo  não saía da minha cabeça. Ele pegou ela na frente de todo mundo e agora está aqui me cantando. Tenho que manter a postura e não dar o que ele quer, mas John é o homem mais lindo que eu já fiquei em minha vida, o sorriso dele é capaz de fazer qualquer um dar o que ele quiser sem pensar duas vezes. _Eu disse que não teria outras vezes? -ergui os olhos para ele. _ Não -ele refletiu sobre o que eu disse- mas mesmo assim, você não pareceu gostar como eu gostei. _ Posso te garantir que foi uma das melhores fodas da minha vida -falei tranquilamente encarando ele, que então deu um sorriso de canto quando eu disse isso.  Merda… Esse sorriso. _ Que tal repetirmos a dose hoje sr.Cooper? Na minha mesa, tipo… Agora? -perguntou ele. Como assim, o que ele tá pensando que eu sou mesmo? _ Não, agora não... Ele coçou a cabeça me encarando e apertou os dentes, pude ver isso devido ao seu maxilar ter se contraído junto, o que o deixou ainda mais sexy. _ Por que o seu café vai esfriar, e como você disse ''o que não falta é trabalho para ser feito aqui'' -me virei olhando para ele e dei um tchau acenando com a mão. _Mas isso é um trabalho! -resmungou ele. _ De uma prostituta, não de um secretário. -Então sai de sua sala deixando ele na vontade mais uma vez.  Sei que nós dois vamos t*****r cedo ou tarde. Que ele vai me pegar de jeito e eu não vou conseguir resistir, mas eu vou ensinar a ele ser ignorante com as pessoas não o levará a nada, ainda mais comigo. Se ele acha que pode me tratar assim só por nós dois já nos conhecemos antes que eu trabalhasse aqui, ele está mais do que errado! Continua...
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