Jade narrando Christian era completamente insano. Não havia outra palavra que definisse melhor aquele homem. Quando eu vi o sangue jorrar do braço dele e começar a se espalhar pelo lençol branco, manchando o tecido, escorrendo pela lateral da cama e respingando na minha pele, eu senti o mundo girar sob os meus pés. O sangue dele estava em mim, quente, espesso, real demais para ser ignorado. Ele não hesitou, não titubeou, não demonstrou dor além de um leve tensionar do maxilar. Aquilo não era impulso; era cálculo. Ele se levantou com o braço aberto, arrancou o lençol com um movimento bruto, deixando o tecido pesado de vermelho cair sobre o colchão como uma bandeira de guerra recém-finada, e saiu do quarto como se tivesse acabado de concluir uma negociação comum. Eu fiquei ali, paralisada

