Christian narrando O som da minha respiração era o único ruído humano naquele quarto, mas o que eu sentia por dentro era o rugido de um animal prestes a estraçalhar a presa. Meus dedos formigavam, a vontade de fechar as mãos no pescoço de Jade era quase insuportável. Eu lutei por esse título. Eu matei, eu sangrei, eu enterrei meus escrúpulos para ser o sucessor. E agora, uma garota de vinte e poucos anos, com um sorriso de deboche e uma confissão de impureza, estava puxando o tapete debaixo dos meus pés. Eu soltei o braço dela com um empurrão que a fez cambalear. A fúria não cabia mais no meu peito. Eu precisava destruir algo, ou eu ia destruir ela. — DESGRAÇADA! — o grito saiu do fundo da minha alma. Eu avancei na direção da cômoda de carvalho. Com um movimento violento, joguei tudo

