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O Magnata e a Mulher do Escuro.

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Blurb

Sebastian Crowe acreditava que o dinheiro comprava o esquecimento. Mas o destino guarda rancor.

Na noite em que perde a esposa e o filho em um parto trágico, o poderoso CEO foge do próprio luto em alta velocidade sob uma tempestade. O impacto é inevitável. No chão, ferida novamente, está a mulher que ele destruiu dez anos atrás: Liora.

Anos antes, Sebastian a atropelou e a abandonou, condenando-a à cegueira para salvar seu império. Agora, o destino os colidiu de novo. Consumido pela culpa e pela perda, ele não foge. Sob uma identidade falsa, Sebastian entra na vida de Liora para ser o amparo que ela nunca teve.

Ele se torna sua luz, seu guia e, inevitavelmente, seu grande amor. Mas Sebastian vive em tempo emprestado. Ele sabe que, quando Liora descobrir que o homem que ela ama é o mesmo monstro que lhe roubou a visão duas vezes, a queda será fatal.

Existem pecados que nem todo o ouro do mundo pode enterrar. E o perdão de Liora pode ser a arma que finalmente destruirá Sebastian Crowe.

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PRÓLOGO— O DIA EM QUE O CÉU DESABOU
A noite tinha gosto de vitória. E de uísque do c*****o, do tipo que custa o preço de um imóvel popular por dose, envelhecido em barris que viram impérios caírem enquanto o líquido âmbar ganhava corpo. Ele descia rasgando a garganta, mas deixava um rastro de satisfação que alimentava a p***a do meu ego antes mesmo de atingir a corrente sanguínea. Eu me lembro de cada detalhe com uma nitidez perturbadora, quase como se o meu subconsciente fizesse questão de projetar aquela cena em uma tela infinita dentro da minha mente, impedindo-me de encontrar qualquer forma de redenção ou esquecimento. O copo de cristal era pesado em minha mão, o gelo batendo contra as paredes de vidro com um som rítmico, enquanto o líquido parecia o combustível perfeito para a arrogância que me definia naquela época. — Eu avisei, c*****o! — alguém exclamou ao meu lado, a voz carregada de uma bajulação barata que eu recebia como se fosse um tributo divino. — Sebastian Crowe não conhece a p***a da derrota. Ele é o senhor do destino! Houve risos. Palmas efusivas que ecoavam pelo lounge exclusivo, onde o ar era denso com o cheiro de dinheiro e falta de caráter. Copos de cristal erguidos em uma celebração que parecia não ter fim. E eu, em minha infinita soberba, acreditei em cada palavra. Acreditei que o mundo estava aos meus pés, que o universo conspirava para que cada um dos meus desejos fosse atendido instantaneamente. Eu tinha acabado de fechar o maior contrato da história da Crowe Enterprises, uma fusão bilionária que me colocava no topo da cadeia alimentar corporativa antes mesmo dos trinta anos. Eu era jovem, absurdamente rico, considerado um gênio do mercado e, acima de tudo, sentia-me intocável. Eu estava cego pela minha própria luz, um o****o brilhante que achava que o sol nascia só pra iluminar minha conta bancária. — Mais uma garrafa, agora! — ordenei ao garçom, sem sequer dirigir-lhe o olhar, tratando-o como um mero acessório daquele cenário de opulência. Ele era invisível para mim, assim como qualquer um que não tivesse pelo menos sete dígitos na conta. A música pulsava através das paredes da área VIP, um grave profundo que fazia o meu peito vibrar em sincronia com o ritmo da metrópole. As luzes estroboscópicas cortavam a penumbra, revelando rostos sorridentes, mulheres cujos perfumes caros se misturavam ao odor de charutos e sucesso. Meus acompanhantes, que hoje reconheço como parasitas que se alimentavam da minha influência, cercavam-me como se eu fosse um altar. — Sebastian, este momento entrará para a história, p***a — comentou Rafael, ajustando o nó de sua gravata de seda, já com o olhar levemente turvo pelo excesso de álcool e confiança. — Hoje, você não é apenas um empresário. Você é uma lenda viva. — Eu sempre fui uma lenda, Rafael — respondi, com um sorriso de superioridade que hoje me causa náuseas profundas. — O mundo é que demorou a perceber o nível do jogo que eu jogo. Eu não tinha consciência da feiura que carregava no âmago. A beleza exterior, os ternos sob medida feitos pelos melhores alfaiates da Itália e o prestígio social eram a fachada perfeita para uma alma que estava apodrecendo sob o peso da vaidade. Mais um gole. A queimação agora era familiar, reconfortante. O mundo ao meu redor começou a ganhar uma leveza perigosa, uma fluidez que me fazia sentir como se eu estivesse flutuando acima da realidade comum, onde as leis e as consequências não se aplicavam a homens como eu. A confiança se tornou uma temeridade desgraçada. — Vamos embora dessa p***a — declarei, jogando um punhado de notas de cem sobre a mesa, sem me preocupar em contar. — O ambiente ficou monótono. Preciso de ar, de velocidade. Preciso sentir que essa cidade me pertence. — Para onde iremos agora, magnata? — questionou um deles, seguindo-me como um súdito fiel que espera as migalhas do banquete. — Para onde a noite ainda for jovem e o asfalto estiver livre para ser dominado — retruquei, caminhando com uma firmeza que o álcool tentava roubar, mas que minha força de vontade mantinha intacta por puro ódio e orgulho. Saímos do estabelecimento como conquistadores retornando de uma batalha vitoriosa. O ar da noite atingiu meu rosto, frio e carregado de umidade. Tinha chovido minutos antes, e o asfalto da metrópole brilhava sob a iluminação pública, refletindo as luzes coloridas dos letreiros como se fosse um espelho fragmentado, distorcido e sujo. Respirei fundo, sentindo o oxigênio gelado encher meus pulmões, e tive a certeza absoluta de que nada, absolutamente nada, poderia me atingir. Eu era o protagonista dessa p***a, e protagonistas não caem. — Você tem certeza de que deve assumir o volante nesse estado, chefe? — Rafael perguntou, num raro lampejo de sensatez que ele logo se arrependeria de ter manifestado. — Eu mantenho mais controle sobre esse carro sob o efeito do álcool do que você manteria em toda a sua vida medíocre de sobriedade, seu bosta — respondi com um desdém que cortava como navalha. O clique do alarme ecoou na rua deserta, um som metálico e seco. Meu veículo, uma máquina de engenharia alemã, preta, impecável, com um motor que rugia como um animal enjaulado e um valor que poderia sustentar uma família por gerações, aguardava-me como um predador em repouso. Entrei no cockpit, sentindo o aroma inebriante do couro legítimo e o toque frio do volante sob meus dedos. Aquele era o meu domínio. Ali, eu era o mestre supremo. Girei a chave. O motor respondeu com um rugido potente, uma promessa de poder que fez meu sangue ferver. — Até o amanhecer, Crowe! — alguém gritou da calçada. Pisei no acelerador com violência, sentindo o torque me empurrar contra o banco. A cidade transformou-se em um borrão de luzes cinzentas e reflexos distorcidos. O limpador de para-brisa trabalhava de forma rítmica, tentando afastar a garoa fina que insistia em embaçar minha visão de mundo. O rádio estava em um volume ensurdecedor, uma melodia clássica que eu costumava ouvir para me sentir ainda mais sofisticado enquanto desafiava as leis da física e da decência. Eu não estava raciocinando. Não havia freios morais, não havia consciência do perigo. Havia apenas o ímpeto, a adrenalina e a convicção i****a de que eu era imortal. Porque as coisas sempre davam certo para mim. Eu era o queridinho da sorte, o dono do tempo. Até que, em um microssegundo, o universo decidiu cobrar a fatura. E o preço era alto pra c*****o. Não foi uma transição gradual. Foi um corte seco, uma ruptura violenta na continuidade da minha vida perfeita. Em um instante, a estrada estava livre, as luzes da cidade eram apenas estrelas distantes no horizonte e eu era o rei do asfalto. No instante seguinte... o som. Um impacto surdo, visceral. Não foi o barulho metálico e estridente que os cinemas nos ensinam a esperar. Foi algo muito pior. Foi o som de algo orgânico sendo atingido por duas toneladas de metal e luxo. Foi o tipo de ruído que repercute diretamente no estômago, provocando uma náusea instantânea que nenhuma bebida seria capaz de causar. O som de ossos quebrando, de um corpo sendo lançado como se não valesse nada. Meus reflexos, embora prejudicados, agiram por puro instinto de preservação. Pisei no freio com toda a força, sentindo o pedal vibrar sob o meu pé. O carro derrapou no asfalto úmido, os pneus gritando em protesto enquanto o veículo dançava perigosamente, quase rodando, antes de parar completamente. O silêncio que se seguiu foi absoluto. Um silêncio denso, sufocante, carregado de um horror que eu ainda não conseguia processar. As luzes do painel piscavam, um aviso de erro que parecia zombar da minha situação. — O que aconteceu? Que p***a foi essa? — murmurei para o vazio do habitáculo, minha voz tremendo pela primeira vez desde que eu me entendia por gente. Meu coração martelava contra as costelas, uma batida descompassada e frenética, como se quisesse escapar do meu peito. Abri a porta do motorista e a chuva fina atingiu meu rosto, agora gelado pelo choque. Meus sapatos de luxo tocaram a poça d’água enquanto eu caminhava para a frente do carro, sentindo cada passo como se eu estivesse carregando o peso de todas as minhas escolhas erradas nos ombros. E então, eu a vi. Ela estava caída a alguns metros de distância, uma mancha escura e frágil contra o cinza implacável do pavimento. Estava de lado, em uma imobilidade que denunciava a gravidade da tragédia. O cabelo escuro estava espalhado, colado ao asfalto pela água e por algo mais espesso, mais escuro, que começava a formar uma poça ao redor da sua cabeça. Um de seus braços estava em uma posição antinatural, uma evidência c***l da violência do impacto. O mundo, que antes era infinito e glorioso, encolheu-se até tornar-se apenas aquele pequeno pedaço de rua deserta, iluminado apenas pelos faróis brancos do meu carro que cortavam a neblina como facas. — Não... — minha voz falhou, transformando-se em um sussurro desesperado, uma súplica a um Deus em quem eu nunca acreditei. — Isso não pode estar acontecendo. Não comigo. Aproximei-me com lentidão, como se cada fibra do meu ser tentasse me puxar na direção oposta, me implorando para fugir antes mesmo de olhar. Eu queria que fosse um pesadelo de merda. Queria acordar na minha cobertura, entre lençóis de mil fios, e descobrir que tudo aquilo era uma projeção da minha mente embriagada pelo sucesso. Mas o cheiro de borracha queimada e o som da chuva batendo no metal quente do motor eram reais demais. Ajoelhei-me ao lado dela. Vi o sangue. Vi como ele se misturava à água da chuva, criando desenhos macabros nas ranhuras do asfalto, sujando a pureza daquela noite que deveria ser de celebração. Ela ainda respirava. Era um som fraco, um chiado irregular por oxigênio que me atingiu como um golpe de misericórdia. Cada respiração dela parecia um prego sendo martelado no meu caixão. — Acorde... — eu disse, num tom imperativo que escondia o pânico crescente, a arrogância tentando sobreviver ao desastre. — Por favor, levante-se. Agora! Toquei seu ombro com os dedos trêmulos. Não houve resposta. Apenas o som da chuva e a batida ensurdecedora da minha própria culpa. Naquele momento, eu tive a clareza de quem estava diante de uma bifurcação que definiria todo o meu futuro. Eu deveria ter buscado o telefone. Deveria ter chamado uma unidade de resgate. Deveria ter permanecido ali, segurando a mão daquela desconhecida até que a ajuda chegasse, assumindo a responsabilidade como um homem de verdade. Mas o problema é que, sob a máscara do magnata implacável, não havia um homem de honra. Havia apenas um covarde que temia, acima de tudo, perder o controle sobre sua vidinha perfeita. O medo se infiltrou em meus ossos — não o medo pela vida dela, mas o medo abjeto pela minha própria estabilidade, pelo meu império, pela minha pele. Pensei nos jornais. Pensei no conselho administrativo da Crowe Enterprises, aqueles abutres esperando um deslize meu para me derrubar. Pensei na minha reputação, no meu nome que agora seria arrastado na lama, associado a uma tragédia provocada por irresponsabilidade, álcool e prepotência. Imaginei as algemas, o flash das câmeras, o julgamento público, a queda do pedestal que eu levara anos para construir com sangue e suor de outros. — Se alguém souber disso... eu perco tudo. Eu tô fodido para sempre — murmurei, olhando freneticamente ao redor, como um animal acuado. A rua permanecia deserta. Nenhuma testemunha. Nenhuma luz acesa nas janelas dos prédios vizinhos. Era como se o destino estivesse me testando, oferecendo-me a saída mais fácil em troca da alma que eu já estava perdendo. O silêncio da cidade era cúmplice. E eu, Sebastian Crowe, fiz a minha escolha. A escolha que me tornaria um monstro definitivo. Ela soltou um gemido baixo, um som de dor que quase me fez hesitar por um segundo. Por um microssegundo, a decência tentou emergir. Mas a voz da autopreservação, aquela voz fria, calculista e c***l que me fizera vencer tantas batalhas corporativas, falou mais alto, gritando no meu ouvido: “Fuja agora, ou você estará morto para o mundo. Ninguém viu. Se você sumir, isso nunca aconteceu.” Levantei-me bruscamente. A respiração estava tão pesada que eu sentia tonturas, o mundo girando sob meus pés de luxo. — Eu não posso... eu não vou destruir minha vida por causa de um erro de percurso — disse para o nada, justificando o injustificável com a frieza de um psicopata. Recuei passo a passo, mantendo os olhos fixos na silhueta caída, como se temesse que ela se levantasse milagrosamente para me agarrar pelo pescoço e me arrastar para o inferno. Voltei para o carro, bati a porta e o som do isolamento acústico me protegeu novamente da realidade. Minhas mãos estavam geladas, grudadas ao volante, o suor frio escorrendo pelas minhas costas. Fiquei estático por dez segundos. O tempo exato em que eu ainda poderia ter sido um homem. No décimo primeiro segundo, eu escolhi ser um demônio. Engatei a marcha e acelerei, sentindo o carro passar por cima da consciência que eu ainda tinha. Deixei para trás o corpo, a chuva, o sangue e a única chance de dormir em paz pelo resto dos meus dias. Eu não sabia o nome dela. Eu não sabia quem ela era, que sonhos eu tinha esmagado sob os meus pneus importados. Mas, ao fugir, eu garanti que o destino nos entrelaçasse de uma forma que o dinheiro nenhum poderia desatar. A noite tinha gosto de vitória, mas o retrogosto seria de cinzas, ferro e um arrependimento que me consumiria vivo. Eu saí dali achando que tinha escapado, que o magnata tinha vencido o destino. Mas, enquanto as luzes da cidade voltavam a me cercar, eu soube, nas profundezas da minha alma podre, que a conta de Sebastian Crowe finalmente começaria a ser cobrada. E o preço não seria em dólares, seria em cada batida do meu coração que agora pertencia ao medo. E aí, meninas, o que acharam desse começo do Sebastian? Ele é um gato, poderoso e podre de rico, mas deu pra ver que é um perigo e um verdadeiro crápula, né? Quero saber a opinião de vocês sobre esse CEO que a gente já ama odiar! Não esquece de adicionar o livro na sua biblioteca e ficar ligadinha, porque as atualizações diárias começam dia 01 de maio e eu prometo que o bicho vai pegar! Comentem aí embaixo o que vocês acharam, vou ler tudo! 💋🔥

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