O silêncio que se seguiu àquelas palavras foi mais violento, mais cortante e infinitamente mais devastador do que o próprio impacto do metal contra a minha carne naquela avenida maldita. O ar sumiu dos meus pulmões como se o vácuo do espaço tivesse invadido aquele quarto de hospital, e por um instante eterno, o meu cérebro simplesmente entrou em pane, travando numa negação psicótica, recusando-se a processar a informação que acabara de ser vomitada sobre mim pelo Dr. Aris. — Não... — Comecei a murmurar, e um riso involuntário, seco e nervoso, escapou da minha garganta, um som que não pertencia a um ser humano, mas a um fantasma que acabara de descobrir a própria morte. — Vocês... vocês estão de brincadeira, né? Dr. Aris, que piada de mau gosto. Vovó, fala para ele parar com essa palhaçada

