Bela Acordei ainda com a sensação da festa da noite passada correndo pelo corpo. O perfume da fogueira estava impregnado no meu cabelo, e a lembrança daquela música romântica... me perseguiu até nos sonhos. Era impossível ouvir “Say Something” e não pensar nele. Henrique. A forma como apareceu atrás de mim, sussurrando no meu ouvido, como se tivesse o direito de invadir meu espaço, meu corpo... minha mente. Aquela voz rouca, o calor da sua presença, o cheiro de terra e desejo. Eu tremi dos pés à cabeça. E ainda tremia. Não tinha sido só sexo. E era exatamente isso que me assustava. Levantei devagar, com o corpo mais leve, as dores do primeiro dia já não me incomodavam mais. Me arrumei e desci para ajudar tia Cidinha com o café da manhã. Elisa ainda dormia. Estávamos sozinhas na cozinha

