Henrique segurava a mão de Bela com firmeza enquanto atravessavam a praça da pequena vila de Santa Gertrudes. Os olhos dos convidados ainda os acompanhavam, boquiabertos, enquanto o som abafado da marcha nupcial morria aos poucos no interior da igreja. — A carruagem — murmurou Pedro, acenando com a cabeça para os cavalos que haviam trazido Bela até ali. Henrique assentiu e ajudou Bela a subir. Ela estava ofegante, a mão sobre a barriga, ainda com o vestido de noiva, os olhos arregalados pela adrenalina, pelo medo... e pela felicidade. — Você veio mesmo — ela sussurrou, com lágrimas nos olhos. Henrique segurou seu rosto entre as mãos. — Eu disse que viria. Você é minha mulher, Bela. E ninguém mais vai tirar você de mim. Ele a beijou com ternura. Um beijo carregado de promessas, de amo

