O sol ainda nem havia alcançado o topo do céu quando um barulho de motores e pneus no cascalho rompeu o silêncio tranquilo da fazenda. Cidinha, que tomava seu café na varanda, levantou-se apressada ao ver a poeira subir. Dois carros pretos — um deles oficial, com brasão da polícia civil — estacionaram em frente à porteira principal. — Henrique! — ela gritou, a xícara tremendo nas mãos. Henrique saiu do galpão de ferramentas com o cenho franzido e o coração apertado. Não era visita comum. Ainda de botas sujas, caminhou decidido até o portão. Pedro apareceu logo atrás dele, e mais ao longe, Bela surgia na varanda, já com o corpo tenso de pressentimento. Ela observava os carros com muito medo deles leva-la embora, para aquela prisão que eles mantia ela, forçada a se casar com um estrondo,

