Ponto de Vista de Arthur A luz da manhã atravessava a janela pequena do quarto, iluminando as paredes simples de madeira. O sítio de Arthur era modesto, nada comparado ao luxo que Rita havia perdido, mas era seu lar — o único lugar onde ele sentia que podia respirar sem medo, sem ordens, sem violência. Ele já vivera o suficiente para saber que paz era um luxo raro, e tudo o que queria agora era mantê-la, custasse o que custasse. Ao seu lado, Rita dormia profundamente, os cabelos desgrenhados espalhados pelo travesseiro, o rosto marcado pela exaustão emocional de anos vivendo para o ódio. Arthur a observou por alguns segundos. Havia uma beleza ali, ainda que obscurecida por tantas mágoas, tantas perdas, tantas guerras desnecessárias. Eu nunca devia ter voltado pra você…, ele pensou. Mas

