Ponto de Vista de Bela Acordei sentindo o calor do corpo dele. A luz da manhã entrava pelas frestas da cortina, iluminando o quarto com um brilho suave, dourado. O ar tinha cheiro de café vindo da cozinha, de madeira antiga, de campo… e dele. O peito de Henrique subia e descia devagar, ritmado, enquanto meus dedos ainda estavam apoiados sobre sua pele. Eu estava aninhada nos braços dele, como se aquele fosse o único lugar possível para existir. — Dormiu bem, meu amor? — ele murmurou, a voz rouca da manhã, tão profunda que fez meu estômago se apertar. Sorri sem abrir os olhos, preguiçosa, confortável. — Muito bem. — respondi, com minha voz ainda sonolenta. Ele sorriu de volta — eu senti, pelo movimento leve nos músculos do peito. Então ele virou o rosto e encostou a boca nos meus láb

