Capítulo 22

1153 Words

O silêncio na cozinha ficou insuportável. Dom respirava fundo, com o olhar perdido na parede. Então, sem conseguir mais segurar, murmurou com a voz falha: — Ana… era o nome da minha esposa. Marvila gelou. Ele tentou continuar, mas a voz embargou: — Esse nome… ele me corta ao meio. E as pessoas vão falar. As lágrimas vieram sem pedir licença. Ele se levantou bruscamente, empurrou a cadeira para trás e saiu sem olhar para trás. Marvila ficou paralisada, com o coração disparado, sem saber o que dizer. Poucos minutos depois, ela ouviu o motor da caminhonete e o portão. Dom havia saído. Ele foi direto para o cemitério, estacionou, andou chorando até o túmulo de mármore frio onde estavam Ana Carolina e o filho. Ficou ali ajoelhado, soluçando como uma criança. — Eu não consigo, Carolina… e

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