Episódio 18

1311 Words
Willian só conseguiu gemer gravemente, olhando para o céu enquanto Amélie começava a beijar o seu peito nu e um tanto quente. Ele tirou a blusa dela, que logo caiu no chão, e ela ajoelhou-se na frente dele. Willian se recostou na espreguiçadeira e deixou que as duas mulheres se revezassem, tomando o seu mem*bro entre aquelas bocas quentes. Ele tinha os preservativos no bolso da calça de linho que estava usando, e só conseguiu suspirar ao sentir os dois cuidando dele naquela felação simultânea. .... Na sua cela, a jovem olhou para cima enquanto a equipe aparecia diante dela. Novamente, havia duas enfermeiras e o homem alto e corpulento, cuja presença o distinguia de todos os outros no local. Apesar de se parecer com os outros, havia algo no formato da sua cabeça e na maneira como ele carregava a sua arma que o tornava diferente. Ele não pareceu usar isso como uma ameaça ou com qualquer intenção de machucá-la, embora estivesse claro que não hesitaria em fazê-lo se necessário. Foi uma das enfermeiras que abriu a cela, enquanto o homem moveu a estrutura da grade para um lado. — Elas vão verificar os seus sinais vitais. Ele disse. — Com qual objetivo? Por que eles não me matam e acabam logo com isso? — Porque esse não é o objetivo. Ele respondeu firme e seriamente, olhando-a diretamente nos olhos. — Lá fora, os lobos vão te comer, princesa. Confie em mim, você está melhor aqui. Ela sorriu ironicamente, mas balançou a cabeça quando as enfermeiras entraram no quarto. Ela não ficou indiferente ao procedimento, pois não era a primeira vez que o faziam. Isso costumava acontecer com mais frequência quando ela era nocauteada por qualquer coisa que fosse injetada no seu pescoço. O seu corpo tremia a cada toque, mas sua mente permanecia ancorada na única coisa certa naquele confinamento cru*el: sua identidade. Ela era Melina Krykos, ela tinha 25 anos e havia sido sequestrada. O seu olhar permaneceu fixo em cada movimento das mulheres ao seu redor, embora ela logo tenha se concentrado no homem que estava bloqueando com o corpo a saída que haviam aberto na cela. Ela recebeu comida melhor, um pijama limpo e até teve permissão para escovar o cabelo. Os ferimentos que ela sofreu nas mãos e nos pés durante as suas últimas tentativas de fuga também sararam. Mas àquela altura, Melina tinha apenas um objetivo em mente: sair dali. A linguagem das enfermeiras era incompreensível para ela. O grego que falavam parecia um murmúrio distante. Mesmo assim, ela percebeu que elas estavam anotando informações num caderno antes de sair. — Alguém pode realmente me dizer onde estou? Ela perguntou em voz baixa, tentando fixar o olhar nas enfermeiras. — Você está em casa, eu... Uma delas começou a responder, mas parou quando se virou assustada para o homem. Ele avançou em direção a Melina, que se pressionou contra a parede na tentativa de fugir. — Esta é sua casa. Ele disse friamente. — Já estabelecemos as regras. Se você fizer as coisas direito, você se sairá bem. Se você fizer algo errado, haverá punições. E acho que você já sabe do que se trata. — Tire-me daqui. Ela pediu com a voz fraca. O homem sorriu. Ele até soltou um suspiro de escárnio enquanto se agachava na frente dela. — Por que eu tiraria você de onde eu mesmo o coloquei? Melina franziu a testa e estremeceu quando uma grande mão se aproximou do seu rosto. Ela soltou um gemido de dor quando o sentiu apertar as suas bochechas. Os seus olhares encontraram-se. Ela agarrou o pulso que pressionava o seu rosto com a mão, mas a pressão aumentou. — Você vale mais aqui do que lá fora. A voz do homem era profunda, enquanto as enfermeiras permaneciam imóveis. — Você é o sacrifício, e os deuses o aceitaram de bom grado. Faça como instruído, pare de tentar escapar e, em pouco tempo, quando você menos esperar, esta cela se abrirá e você se juntará a eles. — Quem são os deuses? Ela perguntou corajosamente. A risada do homem era clara, mas ele imediatamente se levantou e começou a caminhar em direção à saída. Foi ele quem abriu a porta da cela novamente, fazendo com que Melina quase pulasse, segurando-se firmemente nas grades. — Eu sou Melina Krykos! Ela gritou desesperada, agitada, enquanto o olhava intensamente. — Não tenho ideia de quem seja, princesa. Ele respondeu com desprezo, antes de seguir pelo corredor, deixando Melina sozinha com a sua angústia. A jovem sabia que estava desesperada, então agarrou a camisa da enfermeira que tinha acabado de fechar a sua cela. Ela a sacudiu, histérico, exigindo saber se ela era realmente Melina Krykos, porque fizeram isso com ela e por que a sequestraram. O tiro no teto fez com que ela libertasse a enfermeira, que ficou com arranhões no pescoço e no peito. Melina acabou em posição fetal na cama, observando-os enquanto atendiam a mulher. As suas emoções caóticas tomaram conta, e logo ela começou a chorar inconsolavelmente, como já havia feito em tantas noites. Foi então, em meio às lágrimas, que ela percebeu que perto da última barra da sua cela algo dourado havia caído da calça do uniforme de uma das enfermeiras. Ele engoliu em seco e enxugou o rosto antes de se levantar. A posição era estranha para ficar de olho se alguém estava entrando ou saindo, porque ela m*al conseguia ver alguma coisa. No entanto, ao se acomodar nas barras, ela confirmou que o que havia caído era uma chave. — Meu Deus… Murmurou ela, quase sem fôlego. — Oh meu Deus. Desesperada, ela ajoelhou-se no chão e esticou o braço através das barras. Ela se pressionou contra elas, mesmo sentindo a dor que a força lhe causava, mas seus dedos não conseguiam sequer tocar o objeto. A sua mente se encheu de caos naquele pequeno ponto de esperança, mas Melina não desistiu. Ele tentou de todas as maneiras possíveis. Ela pressionou-se ainda mais contra as barras, até mesmo tentando passar o ombro por elas, mas nada funcionou. Exausta e frustrada, ela caiu com as costas contra as barras. Ela tinha certeza de que a qualquer momento alguém viria buscar aquela chave, e ela ainda estaria ali, enjaulada, como um pássaro que não querem deixar voar. Embora, naquele momento, ela nem soubesse se realmente já tinha voado. Ela sentiu lágrimas escorrendo pelo queixo, mas se recusou a desistir. — Não, não posso permitir isso. Tenho que sair. Eu tenho que ir… Eu tenho que… Ela murmurou para si mesma. Ela se virou novamente e fixou o olhar no alvo. Com determinação, ela se pressionou contra as barras mais uma vez. O seu gemido de dor encheu a cela. Ela quase conseguia sentir as suas articulações se esticando a um grau sobre-humano. No entanto, a sua força de vontade a impulsionou, e ela conseguiu fazer com que os seus dedos roçassem no objeto, arrastando-o levemente para seu espaço, embora ainda não conseguisse segurá-lo completamente. Ela engoliu em seco e tentou uma segunda vez. Foi mais fácil dessa vez, e quando ela finalmente teve a pequena chave dourada em mãos, ela notou que havia uma placa com um número gravado. Ela se levantou imediatamente, respirando pesadamente. O seu coração batia forte e a sua mente estava cheia de ideias caóticas, mas ela só tinha um pensamento claro: tentar. Ele esperava com todas as suas forças que não houvesse nenhum alarme para alertá-los do que ela estava prestes a fazer. Com a chave na mão, ela tateou em busca da fechadura, já que não conseguia vê-la de onde estava. Encontrando-a com os dedos, ela encaixou a chave firmemente. Depois de duas tentativas, ela conseguiu inseri-la completamente. Ela se virou cuidadosamente, o seu coração disparado ao ouvir o primeiro clique da trava sendo liberada.
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