A música acariciava o corpo alto de Willian, que estava sentado no balcão daquele bar costeiro. Ali acontecia uma festa alegre, cheia de jovens que aproveitavam o fato de que, pelo menos naquela noite, não chovia. Ele balançou a cabeça de um lado para o outro, olhando ao redor, enquanto levava um copo de uísque aos lábios. Na pista de dança, ele notou duas loiras olhando para ele atentamente, roçando-se cada vez mais enquanto ele olhava para elas.
Ele esboçou um sorriso claro, que depois escondeu com o copo, deixando apenas o gelo redondo que tinham usado para dar um toque mais elegante. Imediatamente, o jovem atrás do bar pegou o copo e o encheu novamente com o mesmo conteúdo, balançando a cabeça com um sorriso ao notar como as duas garotas devoravam o americano com os olhos.
— Parece que querem convidá-lo para fazer um sanduíche. Disse o jovem.
Por cima do ombro, o próprio Willian se virou, notando os olhares claros das garotas direcionados a ele.
— Elas devem fazer parte do navio de cruzeiro que chegou. Se você estiver desacompanhado, só posso lhe dizer para usar proteção.
A risada de Willian foi imediata. Ela pegou a bebida, mas viu o jovem se mover para o outro lado do bar, onde encontrou clientes que queriam se refrescar e pedir um ou dois coquetéis. Mais uma semana de viagem havia se passado. Mykonos certamente era o que a internet dizia: a sua popularidade como uma ilha de festa era bem merecida. Não houve uma única noite, mesmo com a chuva que caiu, em que não se ouvisse música alegre nos bares e restaurantes luxuosos perto da praia.
Ele ainda não tinha ideia de para onde ir. Ele poderia jogar pelo seguro, como Santorini, ou até mesmo dar uma olhada em Rodes, mas estava claro que o tempo não estava apenas se esgotando, mas também passando rapidamente. Talvez não houvesse tempo suficiente para explorar completamente as paradisíacas ilhas gregas, como eu havia planejado. Ele sabia bem que a sua última parada seria Atenas, a capital, onde não só pretendia deixar o seu veleiro atracado até colocá-lo à venda online, como já havia planejado, mas também passar pelo menos dez dias visitando museus e absorvendo a história daquele lugar que sempre quis conhecer, embora talvez não daquela forma.
Ele virou para a direita quando sentiu um toque no seu ombro, encontrando uma das jovens loiras, de olhos muito azuis, que sorriu para ele.
— Bonjour. Ela cumprimentou com um forte sotaque francês.
— Oi. Respondeu Willian, fazendo-a lamber os lábios. — Posso oferecer alguma bebida? Ele a olhou da cabeça aos pés. Ela era linda, magra e parecia ter se*ios falsos, m&al mantidos no lugar pela parte de cima do biquíni branco. — Ou comida?
— Estou com sede no momento. Ela respondeu Willian. Muito cavalheiresco ele, levantou-se e ofereceu-lhe o banco alto. — Uau, parece que o cabelo grisalho não mentiu: um verdadeiro cavalheiro. A risada de Willian foi imediata com o comentário da mulher.
— Eu sou Amélie. Ela disse, estendendo a mão.
—Willian.
— Americano? Ele assentiu.
— Francesa. A jovem tocou o pe*ito. — Você está sozinho neste lugar?
— Sim, parte de um plano de férias. Vou deixar a ilha amanhã e procurar outro lugar para levar o meu veleiro.
A sobrancelha levantada da garota foi imediata.
— Vi que você estava acompanhada. Ele disse com a sua voz profunda. A essa altura, estava claro que a loira havia se aproximado com um objetivo. — A sua amiga está perdida?
— Ela está no banheiro. Ele assentiu, tomando um gole da sua bebida enquanto Amélie observava, lambendo os lábios enquanto aquela boca masculina perfeita tocava a borda do copo. — O que um homem como você está fazendo neste lugar? Você está muito longe de casa.
— Eu poderia dizer a mesma coisa. Ela apenas sorriu, enquanto ele deu de ombros. — A verdade é que foi um impulso. Saí de férias e pensei: Para onde posso ir? E Grécia foi o primeiro nome que me veio à cabeça.
A loira assentiu. Logo, outra jovem chegou ao seu lado: também loira, mas com cabelos mais platinados, pendurada no seu ombro.
— Boa noite, senhorita.
— Boa noite, bonitão. Respondeu a recém-chegada, menor em tamanho e curvas, mas parecia mais ousada. — Você já contou a ele? Ela perguntou diretamente.
— Não, nós m*al nos conhecemos. Eloisa, este é Willian. Apresentou Amélie. — Americano e de férias na Grécia.
A pequena loira assentiu, lançando um olhar lascivo ao corpo masculino. Ele usava uma camisa aberta de botões que revelava o seu tronco tonificado. As amigas se entreolharam. Elas chegaram num cruzeiro só para adultos e aproveitaram todas as noites com homens bonitos, realizando fantasias de todos os tipos. Mas havia algo em Willian, cujo sobrenome elas nem sabiam, que as deixaram arrepiadas, mesmo de longe.
— O que você tinha para me dizer? Perguntou Willian, terminando o conteúdo do copo e balançando a cabeça quando lhe ofereceram mais.
Ele olhou para as duas garotas paqueradoras. O olhar que elas trocaram respondeu à pergunta dele mais do que qualquer outra coisa. O cavalheiro sorriu quando as duas loiras, naquele mesmo espaço, começaram a se beijar. Elas fizeram isso de forma provocativa, atacando qualquer um que testemunhasse o ato. Willian olhou para o barman, que fez uma careta como se já tivesse enjoado de presenciar esse tipo de situação.
Quando as duas terminaram aquele beijo apaixonado, elas o olharam com olhares de flerte, piscando os cílios.
— Você vai participar? Perguntou Amélie, com um sorriso sugestivo.
Willian lambeu os lábios, aproximando-se de Amélie com confiança e fazendo-a gemer até ela estremecer enquanto ele afundava sua mão forte em seus cabelos loiros, posicionando a sua boca perto da dela. O hálito doce e cheio de bebida nos seus rostos deixou claro para ele que ambas poderiam estar um pouco embriagadas, mas eles pareciam confiantes na sua decisão, então ele não interpretou isso como algo negativo.
— Quantos anos vocês têm? Ele perguntou.
— Nós duas estamos fazendo trinta anos. Disse Amélie, presa naquele aperto que já a deixava excitada. — Trabalhamos desde os vinte anos, éramos meninas caseiras que nunca quebravam um prato, mas entramos numa vida sem graça. Foi por isso que decidimos que quando tivéssemos trinta anos quebraríamos todos os pratos.
Willian olhou para Eloisa, que soltou um suspiro semelhante enquanto ele usava a outra mão para agarrar sua cintura fina e puxá-la contra o seu corpo.
— Queremos levar as melhores lembranças para podermos retornar à nossa rotina. Acrescentou Amélie.
— Então estamos todos atrás do mesmo objetivo. Ele disse com uma voz séria.
Antes de tomar a boca entreaberta de Amélie, ele beijou Eloisa com tanta paixão que ela ficou tremendo. Mãos femininas roçaram a pele nua do pe*ito de Willian, e ele logo tomou a boca de Amélie na sua, levantando-a do banco com facilidade. No final, as duas mulheres acabaram se beijando, enquanto Willian pagou a conta. Ele sabia muito bem que não ficaria ali naquela noite.
— Vocês têm cinco minutos para me encontrar no cais. Ele disse confiantemente, tocando a bochecha de Amélie com um gesto capaz de dobrar qualquer um.
As loiras assentiram rapidamente. Elas entreolharam-se agitados, cientes da sua própria excitação. Elas rapidamente pegaram as suas bolsas para pagar as suas contas, enquanto Willian saiu do local e foi para seu veleiro. Ele olhou para cima e notou uma lua nova entre nuvens que pareciam pesadas. Embora a ideia de um ménage à trois com duas loiras francesas fosse excitante, ele não conseguia ignorar um desconforto persistente que o acompanhava nos últimos dias. Essa agitação teve a ver com a família Krykos, especialmente com o caso do desaparecimento da herdeira.
Percebi que não importava qual navegador ou computador eu usava, todas as pesquisas terminavam sem nenhuma informação. Isso acrescentou uma estranha sensação de mistério ao que havia acontecido com a jovem. Ele ficou tentado a pedir a Adam um artigo, uma fotografia ou algo que pudesse satisfazer a sua curiosidade, o que era típico do seu status como agente. No entanto, ele constantemente se lembrava de que não estava ali numa missão do FBI, mas para se encontrar, colocar a sua vida em ordem e superar, se possível, o choque de descobrir que a mulher que ele amava havia sido infiel a ele.
Ver as duas garotas de mãos dadas, com aqueles sorrisos travessos, batom fresco e um perfume tropical no ar, deu-lhe um lembrete provocador: a sua vida não era tão rui*m assim, afinal. Na Grécia, pelo menos, ele encontrou a possibilidade de reconstruir a sua vida e entendeu que não iria morrer por ser um corno.
Ambos se aproximaram, ficando na ponta dos pés para lhe dar, ao mesmo tempo, um beijo nos lábios, talvez amigável.
— Para onde estamos indo, bonitão? Perguntou Amélie.
Eloisa soltou um grito quando Willian a colocou no ombro. A surra que se seguiu foi imediata, naquele biquíni fio dental que m*al cobria alguma coisa. Ele puxou Amélie pela mão, que apenas sorriu ainda mais. Ambas foram carregadas com eletricidade, com um pouco de álcool e talvez maconha nos seus organismos, mas as francesas se sentiam seguras. Elas sabiam que esta noite, com o belo americano de barba grisalha, teriam uma experiência inesquecível.
Willian as levou até o seu veleiro. Ele desceu Eloisa os últimos degraus em direção ao cais, observando enquanto ambos andavam de mãos dadas com ele. Logo ele colocou os braços em volta de cada uma delas pelos ombros. As loiras ficaram impressionadas com o lindo navio que ele as convidou para embarcar. Elas gritaram de excitação enquanto Willian dava tapa nas suas bu*ndas no caminho, aproveitando os seus biquínis minúsculos para brincar um pouco mais com elas.
Ele sabia que a sua tripulação já estava dormindo, então ele as levou até a área da piscina privativa do veleiro. Lá, as meninas deixaram as suas bolsas nas espreguiçadeiras que usaram durante o dia ensolarado. No entanto, eles logo se voltaram para Willian. Enquanto Amélie se perdia beijando a sua boca, Eloísa se ajoelhou para desabotoar e abrir o zíper das suas calças.
Quando ele conseguiu libertar o mem*bro impressionante, ela não conseguiu evitar abrir a boca de espanto.
— Que bênção completa! Ela exclamou antes de colocá-lo na boca.