Episódio 14

1223 Words
— Não é bem assim. Interrompeu Adam, fazendo-o rir. — Bem, não é bem assim. Ele respondeu, ainda divertido, mas então suspirou. — De qualquer forma, não vou ficar nostálgico toda vez que conversamos. Como vão às coisas? Muito trabalho? O magnata da hotelaria já chegou? — Ele veio e já foi. Disse Adam, sentando-se novamente na sua mesa. — Um cara arrogante, com complexo de presidente ou de superstar. Eles não só me fizeram organizar uma carreata para ele quando chegou em Los Angeles, mas ele também tinha cerca de vinte guarda-costas. Louco. Nem mesmo o nosso governador se comporta assim quando viaja ou faz aparições públicas. — Você sabe muito bem que Magnus é muito tranquilo e tem uma relação especial com o estado, o que o tornou o melhor governador no ano em que esteve no cargo. Respondeu Willian confiante. — E você viu o Krykos? Ele olhou para cima e percebeu que uma das jovens garotas que se aproximava com uma bandeja de comida parou de repente. A sua confusão aumentou quando ele a viu retornar para a cozinha. A outra garota passou rapidamente, mas não sem antes lançar um rápido olhar para ele. — Eu o recebi no aeroporto. Ele m*al apertou a minha mão e praticamente nos deixou inúteis, pois a sua confiança estava totalmente na sua equipe. Disse Adam enquanto enxugava os olhos em frente à tela iluminada. Foi a secretária quem passou mais tempo com ele. Sinceramente, achei-o muito pedante para ser hoteleiro. Se não fosse pelo fato de eu ter sido chamado para cuidar dele e por causa do caso da sua filha desaparecida, eu nem saberia quem é Leander Krykos. — Agora que você mencionou o caso da filha dela, você sabe onde ela desapareceu? Willian perguntou com uma voz profunda. — Não, eles dizem que são gregos, mas aparentemente eles dominam o ramo hoteleiro na Europa, Ásia e agora na América, começando, como alienígenas, nos Estados Unidos. Willian sorriu com o seu próprio comentário. No entanto, a sua atenção foi desviada quando ele percebeu que um jovem, que ele não tinha visto antes, era quem lhe trouxe a comida. Embora o menino fosse gentil, a mudança pareceu estranha para ele. — Dizem que a menina foi comemorar o seu vigésimo quinto aniversário numa ilha particular da família. Foi uma celebração suntuosa que durou uma semana, mas no último dia, o dia do seu aniversário, ela desapareceu. Não há vestígios dela, e os depoimentos dos convidados sobre a última vez que a viram são muito variados. Willian, a essa altura, estava atento ao que acontecia atrás do bar e perto da cozinha. — Pelo menos esse caso não resolvido está longe de mim. Acrescentou Adam. — Pelo menos. Embora você tenha que admitir que é interessante. — Oh, Deus. Cara, você foi descansar e já está pensando como um agente especial. Você é sem dúvida o melhor m****o do FBI. Willian riu, e a conversa acabou mudando para o que Adam tinha feito naquela semana. Apesar de já ter informações prévias por meio de mensagens e ligações, ele aproveitou o momento. No final, eles desligaram depois que Adam deu a ele várias recomendações para a viagem: aproveite, explore, não durma com ninguém com menos de 28 anos, sempre use camisinha e não beba até desmaiar. Antes de comer, Willian cheirou a comida. Tudo parecia estar bem, embora a troca de garçons e a atitude distante das moças, que não queriam mais olhar para ele, parecessem-lhe estranhas. Ele comia apenas alimentos que conseguia reconhecer, evitando molhos e temperos. Determinado a não ficar mais tempo, ele pediu a conta assim que terminou. O mesmo garçom que lhe serviu a comida retirou-a quase imediatamente. Willian pagou e saiu do local de óculos. Antes de sair, ele olhou por cima do ombro em busca de alguma das garotas, mas não encontrou nenhuma. Enquanto pesquisava na internet por recomendações sobre como visitar a famosa ilha, ele se deparou com dois tripulantes. O sorriso de Alexios logo o fez sorrir também. — Você já tomou café da manhã, senhor? Compramos uma variedade de pães que podemos compartilhar com vocês. — Já tomei café da manhã. Respondeu Willian. — Para onde vocês estavam indo? — Vamos caminhar perto do porto. A praça mais próxima fica a meia hora de táxi e a uma hora a pé. Disse Alexios. Willian assentiu, mas olhou por cima do ombro quando percebeu que as duas jovens saíam do restaurante e rapidamente se esconderam lá dentro quando viram ele. Embora os seus instintos dissessem-lhe para investigar o que estava acontecendo, ele decidiu simplesmente ne*gar a si mesmo e convidar os seus funcionários para caminhar com ele. Afinal, a solidão era boa, ele sabia muito bem disso, mas num país estrangeiro ela poderia se tornar um estado perigoso. No final, eles acabaram dividindo o saco de pães variados que os funcionários haviam comprado. A área estava cheia de restaurantes e cafés. Os iates encalhados no porto ofereciam um belo espetáculo visual que, mesmo sob o céu nublado, combinava perfeitamente com o ambiente. Xander olhou para o relógio antes de se virar para Alexios. — Por acaso, um homem com o sobrenome Krykos é conhecido na Grécia? Perguntou ele, notando a impressão que os seus funcionários causavam. Até Demetrios deixou cair a bolsa que carregava, enquanto Alexios engolia em seco. — Você o conhece? — Qual é o nome desse homem? Alexios perguntou, olhando para o irmão por alguns segundos. — Hum, na verdade, eu esqueci, mas começa com L. Ele é dono de alguns hotéis famosos, embora eu não saiba se eles também são aqui na Grécia. Ele é, na verdade, um magnata da hotelaria. Willian observou Alexios olhar ao redor, cada vez mais intrigado com sua reação. Então, com um suspiro e franzindo os lábios, Alexios deu alguns passos à frente. Sem pensar, Willian e o seu irmão o seguiram. — Você está falando de Leander Krykos? Alexios finalmente perguntou. — Sim, sim, é esse mesmo. Respondeu Willian, percebendo como a reação do seu funcionário despertou ainda mais o seu interesse. — Não é conhecido ou...? — Esse nome não é mencionado aqui, senhor. Alexios olhou-o diretamente nos olhos. — Nem em Mykonos nem em nenhum outro lugar da Grécia. Willian franziu a testa, visivelmente confuso. Ele tirou os óculos para ver melhor o seu funcionário, que suspirou profundamente antes de dizer em voz baixa: vamos. Sem mais perguntas, eles acabaram voltando para o cais. Mesmo tendo percorrido um longo caminho, a atmosfera ficou tensa, e Willian só queria saber o porquê. Que mistério envolveu o nome deste magnata da hotelaria para provocar tal reação? Confuso, ele continuou seguindo Alexios em direção ao veleiro. — Se você não pode me dizer… Willian tentou dizer. — Senhor, garanto-lhe que se quiser falar sobre essa pessoa, é melhor que o façamos em particular. Mencionar o seu nome neste lugar poderia condená-lo a um destino muito trágico. Willian olhou fixamente para o olhar claro do funcionário, tentando decifrar a gravidade de suas palavras. Por fim, ele assentiu e continuou caminhando em direção ao veleiro. Agora eu estava muito mais interessado em saber mais sobre Leander Krykos, a sua história, a sua filha e, acima de tudo, por que o seu nome parecia ser proibido em toda a Grécia.
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