Palácio Topkapi

4755 Words
- Ela ainda não é sultana. - afirmou Tarik. Ele e Peter Hood estavam sentados numa cozinha, Tarik virava uma garrafa inteira de gin, e ele ofereceu para Peter, porém ele recusou. - O que isso significa exatamente? - Que temos um pouco de tempo até ela de fato colocar fogo em tudo. É uma chance que não podemos desperdiçar, porque sim, ela vai colocar fogo em tudo. - O'Que vamos fazer então? Não temos um exército. - Quem disse que não? Estou olhando pra ele. Peter Hood ficou intimidado. - Você quer que eu entre lá e acabe com a Sofia? - Quem é melhor pra fazer isso? Atualmente é um dos, senão o mais forte dessa cidade. - Jura? Quem é o concorrente? - O Capataz, é claro. - Mas você acabou com ele. - Só por conta da ferida profunda que você causou ao ombro dele. Peter ficou pensativo. - Você é nossa melhor chance. Tarik não parecia embriagado, mesmo depois de virar cinco garrafas sozinho. - Não me olhe assim, você também bebe todas e não fica bêbado. - resmungou ele. Com Tarik mais sóbrio do que nunca, e o fato de ele ser bastante experiente em combate, fez Peter Hood passar a considerar a ideia. - Certo, como eu entraria lá? Tarik abriu um sorriso, e depois de virar mais uma garrafa, ele pôs ela na mesa com força, e então se levantou dizendo: - Vem comigo. Peter o acompanhou até a varanda de sua mansão, onde eles tinham plena vista do Palácio Topkapi. Tarik acaricia a barba desgrenhada, e quando Peter chega ao seu lado, ele respira fundo, e começa a falar: - Você sabe muito bem que eu não me orgulho da minha antiga vida, né? - Hm... - Eu já devo... assim... ter entrado uma ou duas vezes no palácio... pra fazer companhia pra mulher do sultão e... isso não vem ao caso. Olhe isto. Ele deu um mapa velho e mofado para Peter Hood. - O que é isso? - É a única planta com todas as entradas e saídas para o palácio. - Deixa eu adivinhar, a mulher do sultão esqueceu isso com você enquanto tomavam chá? - Nós turcos não tomamos chá, garoto. - Foi o que eu quis dizer. - Não me julgue, você dormiu com a filha dele. Peter quase se engasgou com a própria saliva. - SOFIA É FILHA DO SULTÃO?! - Bastarda, sim. - Então o pai nunca assumiu... isso faz sentido. - Qasim Yasser deixou Sofia viver na miséria por anos, até eu acolher ela como minha ajudante pessoal, mas a revolta da pequena Sofia era tão grande que nem mesmo o tempo pode dissipar. Peter suspirou, e então abriu o mapa, estava até bem legível, considerando que ele parecia muito velho e gasto por fora. - Então existe uma entrada subterrânea? - Essa eu descobri sozinho, na primeira vez que... hã... eu fiz companhia pra aquela respeitável dama, antes de ela esquecer o mapa comigo. Mas sim, porém é muito complicado passar por ela, você teria que ser totalmente cauteloso, sem falhas e sem rastros. As câmeras de segurança podem captar até assinaturas de calor não registradas. - Não tem outra mais fácil? - Não existe uma fácil, garoto. Mas considerando que você é você, essa aqui será mais tranquila. Tarik apontou para uma passagem subterrânea chamada 7-AB. - Essa passagem foi lacrada faz anos, por problemas com vazamento de gás, se é que me entende. - Então nada de tiros ou faíscas? - Nada de tiros e faíscas. - Moleza. Eles entraram pra mansão, e foram caminhando até a saída, enquanto isso Tarik contava o resto do plano. - Vou destruí-la de dentro pra fora, depois que a passagem estiver livre, eu e o resto dos mercenários vamos entrar logo, e você vai direto encontrar Sofia. - Entendido. - Estaremos esperando seu sinal. - Tarik deu um controle com apenas um botão. Peter segura o controle, e acena com a cabeça positivamente, então vai embora dali. Vários soldados se mobilizaram dentro do Palácio Topkapi, eles juntaram as armas mais potentes do arsenal, todos se preparando para caçar o Sicário Sombrio e Tarik. Sofia estava no jardim, sentada num banco e tomando um Raki, enquanto admirava um retrato muito grande pintado a óleo por seu pai, era uma vista que ele teve ao escalar uma montanha uma vez, era tão lindo que ele próprio quis registrar aquele momento pintando com as próprias mãos. Ela lembrava o quanto seu pai era bondoso com as pessoas, como ele sempre cumprimentava o povo quando saía pelas ruas, como sempre era pintado como gentil e acolhedor. Mas ele nem sequer se lembrava de ter uma filha, mesmo que fosse fora de seu casamento, uma bastarda, esquecida e abandonada. Deixando a raiva subir, Sofia se lembra do dia em que foi até as portas do palácio implorar por comida quando ainda era pequena, foi num dia em que o Sultão sairia para cumprimentar as pessoas na rua. A pequena Sofia batia nos portões, com seus braços finos de tanto tempo sem comer, ela chorava alto, até que o sultão em pessoa abriu as portas bruscamente, e Sofia caiu no chão, ralando seu ombro no piso. - O'Que você quer?! - o Sultão, resmungou. - P-Pai? E-Eu to com fome, muita fome! - E quem disse que isso é problema meu? SAIA DAQUI AGORA! O sultão entra, mas antes que ele feche as portas, Sofia se agarra com tudo aos pés dele, chorando. - Eu prometo não te procurar mais! Por favor pai! Faz dias que eu não como nada. O Sultão se encheu daquilo, e então ele pôs a mão por dentro de sua blusa, e Sofia encheu os olhos de lágrima. - O-Obrigada! Obrigada pai! Mas quando o Sultão tirou a mão, ela estava vazia, e ele deu um t**a tão forte no rosto de Sofia que ela acabou caindo pra fora da porta, e ele a fechou. Sofia ouvia os soldados gargalhando lá dentro, e ali, abaixada com o corpo tão fino que suas roupas m*l cabiam nela, a pequena Sofia começava a chorar. Uma chuva estava se aproximando naquele dia, e a pequena foi se abrigar em uma entrada de bueiro na margem um rio, com umas bandagens velhas e sujas, pois ela percebeu só depois que as portas haviam batido em suas costelas, causando um pequeno corte em cada lado das costelas, mas ainda sim sagrando, o'que a levou a roubar isso do lixo de uma farmácia. Ela enrolava as bandagens com uma expressão de angústia no rosto, passando por cima do umbigo. Sentindo sua ferida arder, a pequena Sofia nem sequer fazia mais cara de dor, ela ficou indiferente e deixou uma lágrima escorrer pela bochecha. Até que ela para de sonhar acordada, quando ouve alguém a chamando: - Sofia! Ela olha pro lado, e o Capataz, fora de sua armadura, estava ali. O rosto dele parecia bem machucado, com alguns band-aids e um tremendo olho roxo. - Está tudo bem? - perguntou ele. Ela ficou um tempo quieta e olhando pra ele, e então pergunta: - Seu nome é mesmo Capataz? - Sim. - respondeu ele, sem nem pestanejar. - Mesmo? - Na Corporação Australiana nós não tínhamos nomes, tínhamos números. Eu ainda recebi o carinho de ser chamado de Capataz, é meu nome de agente, cresci pra garantir que tudo ocorra da forma que deve acontecer. - Imagino que a morte de Peter Hood deve ser uma coisa a acontecer. O Capataz respirou fundo, e respondeu: - Meus antigos chefes estão mortos. Isso agora é pessoal. Não é mais só uma questão que deve acontecer, mas sim que vai. Sofia abre um sorriso orgulhoso, e volta a admirar o quadro à sua frente. - Foi meu pai que pintou. - disse ela ao Capataz. Ele ficou em silêncio, admirando o quadro junto com ela. - Ninguém conhece meu pai como eu conheci. O homem c***l e mesquinho que ele era. O Capataz ficou em silêncio, mas se virou pra ela, e questionou: - Eu até entendo o Tarik, mas por que Peter Hood? - Existem poucos homens como ele na terra, quando soube que alguém finalmente tinha enfim escapado do regime Australiano, um país que de repente se tornou tão resguardado e secreto, eu fiquei curiosa acerca disso. Tarik tinha se aposentado, mas as notícias sobre tudo oque acontecia ainda passavam por mim, que era ajudante pessoal dele. Quando soube quem o Peter era, e o'que ele pode fazer, eu soube na hora que ele seria a peça principal do meu jogo de tabuleiro. - Você trouxe ele até aqui, só para m***r ele? - Eu trouxe você até aqui, só para m***r ele. O Capataz entendeu tudo na hora. - Infelizmente não vamos conseguir recriar o processo de desenvolvimento de um super agente, já que Peter escapou. Mas pelo menos teremos todos os recursos e poder militar que quisermos. O Capataz continuou olhando pro quadro, e avisou: - Eles virão, você sabe disso, não é? - É claro que virão. Espero ansiosamente por isso. E ela se levanta, vai até o quadro de seu pai, e o rasga no meio com uma faca. O dia foi passando, até que cai a noite, e o Sicário Sombrio vai até um bueiro, tira a tampa, e entra por ele, fechando a tampa logo atrás. Na hora ele percebeu que ali era um local diferenciado, pois o suposto esgoto era muito limpo, e tinham várias caixas pelo caminho. Forçando um pouco a visão, Peter consegue ver o fim do túnel, muito lá no fundo. Também havia alguns guardas muito bem armados no caminho. O Sicário se abaixou atrás de uma das caixas, e foi analisando a situação dos guardas. - Todos grandes e muito bem armados com porretes. É, o Tarik não tava brincando quando falou do problema de vazamento de gás que teve aqui. - analisou ele. Ele observa os porretes fortes que os guardas tinham nas mãos. - Uma pancada daquela coisa deve ser forte o suficiente até mesmo para derrubar o mais forte dos homens... tirando o j**k, ele não é um homem comum. Espera, mas do que eu tô falando? Eu também não sou. Peter se levantou, e foi correndo em direção ao primeiro guarda. Haviam poucos no túnel, mas o eco dos passos dele nas águas cristalinas do meio do local chamou a atenção de todos, que logo se viraram para a direção do som. O guarda atacou Peter com o porrete, mas ele desviou e segura o braço e a a**a, então bateu com o porrete na cabeça dele, apagando o homem e fazendo um barulho alto de madeira, que ecoou pelo túnel. Os próximos vinham um atrás do outro. O Sicário atira o porrete direto no nariz de um homem, e após um barulho f**o de nariz quebrando, o homem cai desmaiado no chão. Os próximos vinham, apesar de um pouco apreensivos. Peter Hood contou pelo menos doze guardas vindo em sua direção, e ele sabia que se quisesse chegar dentro do palácio com folga, ele precisaria diminuir um pouco o número de inimigos. Então ele puxa uma pequena barra de ferro, e ela se monta num arco, então Peter puxa três flechas de uma bolsa em sua cintura e atirou cada uma em três guardas, todos os três na perna. Sobraram apenas nove. - Ainda não é o suficiente. Eles se aproximavam, e Hood rapidamente guardou o arco, e deu um soco na cara de um guarda, e depois bateu com o escudo na cabeça de outro, diminuindo o número para sete. O número agora tinha reduzido mais, o suficiente para Peter dar conta sem maiores problemas. Os sete guardas vinham com os porretes pra cima dele, e Peter apenas fechou os punhos e os ergueu até a altura do peito, diminuindo um pouco a base e mantendo os joelhos levemente flexionados, ele estava pronto. O primeiro veio, e mirou a cabeça dele, mas Peter se abaixou e deu um soco com força na barriga do guarda, e ele se envergou com as mãos sobre a barriga, e cuspiu saliva. O segundo veio, e tentou dar uma paulada em Peter enquanto eles estava distraído com o primeiro, mas ele foi mais esperto, e esperou ele atacar, quando o porrete estava quase encostando sua cabeça, o Sicário segurou o braço do homem e o torceu, depois bateu com o porrete no ouvido dele, fazendo um zumbido. O primeiro reage, segurando o Sicário pelas costas, o imobilizando. O terceiro vem, era bem parrudo e segura a a**a com força, então ele mira a cabeça de Peter e faz o movimento para acertá-lo, mas o Sicário se debruçou para frente, fazendo força, e enquanto ele se enverga, o primeiro é levantado em suas costas, e o golpe do terceiro pega em cheio no canto da cabeça do primeiro, quebrando o porrete. Ele cai no chão, morto. Peter olha para aquilo, e enquanto o terceiro vem atacá-lo, ele ativa seu escudo, e o guarda acerta um soco em cheio, sendo possível ouvir o som de seus dedos quebrando, enquanto o escudo não tinha um arranhão sequer. O Sicário dá um empurrão no pé esquerdo do guarda e ele se desequilibra, então é finalizado com um chute rodado na cabeça. O quarto, quinto, sexto e sétimo estavam um pouco trêmulos, mas continuam em pé, lado a lado. O Sicário Sombrio estala os dedos, e pega um porrete no chão, e encara os quatro restantes. Eles vêm pra cima dele, e Peter atira o porrete no peito do sexto, e ele cai de costas, quase sem ar. Os outros tentam atacar simultaneamente, e o Sicário desvia por pouco dos golpes. Os guardas estavam conseguindo pressionar ele, colocando-o contra uma caixa enorme, e agora de costas pra ela, o Sicário fica sem saída. Os guardas atacam todos juntos com o porrete, mirando na cabeça de Peter, mas foi uma tentativa falha, já que o Sicário pôs seu escudo na frente com todo cuidado, para amparar e não gerar nenhuma faísca. Então ele empurra os três, e bate com o escudo na cara do sétimo. Caminhando em direção ao quinto, que puxou uma faca e atacou, Peter segurou o pulso dele e o torceu, depois pegou a faca e atirou no peito do sexto, que já estava levantando, que acabou caindo no chão de novo. Ele pôs o braço do quinto nas costas, e usou a cabeça dele de defesa contra o golpe de porrete do quarto, que pegou em cheio e quebrou, e o guarda desmaiou. O Sicário pulou em cima do último, e deu um soco direto no nariz dele, fazendo a cabeça dele bater no chão, e ele também desmaia. Peter pega o controle com um botão e aperta, enviando o sinal para Tarik. Sofia e o Capataz estavam numa sala de exposição de arte, ainda conversando: - Eu sempre tive apreço pelas facas, principalmente as de lâmina grossa. - disse ela, rodando uma faca no dedo, por um buraco no cabo. - Esse é o seu plano pra quando eles chegarem? Atirar facas neles? - Não, nada tão sofisticado assim. Vamos aguardar eles chegarem, e quando chegarem, vamos m***r eles aqui dentro mesmo. - Por que? - Ainda faltam alguns dias até que eu seja nomeada como Sultana, até lá, preciso preservar minha imagem, e nada desse assunto pode vazar pro povo antes disso. Afinal, a quem será que eles vão dar mais ouvidos? A de repente Sultana ou Peter Hood, o homem que lida com aliens? - Muito esperto da sua parte, mas ainda tem um problema. Como vamos lidar com Peter Hood? Sofia admirava um quadro, então ela se vira para o Capataz e diz: - Imagine oque as pessoas vão pensar quando souberem que o Sicário Sombrio matou o Sultão, e ainda pretende m***r a nova Sultana. Peter saiu do túnel por uma escada, e chegou até uma pequena capela, imediatamente se escondendo atrás de uma mesa forrada com um pano. Mas pra surpresa dele, não havia ninguém ali. Então saindo devagar dali, ele vai andando sorrateiramente para dentro do palácio. O lugar era enorme, com vários desenhos e pinturas pelas paredes, Peter teve que ter cuidado para seus passos não ecoarem pelo local. Ele vai até uma escada que dá ao segundo andar, que é uma varanda enorme, com o chão de madeira lisa e as colunas eram bem finas, com adornos de vasos de plantas pendurados no teto. O Sicário tem uma visão preocupante da varanda, um g***o enorme de soldados estava a postos no pátio do local, todos muito bem armados com metralhadoras e equipamento tático. Alguns deles carregavam armas enormes. - Tarik? Tarik, está me ouvindo? Eles sabem sobre nós! Tem um g***o preparado e... Ele avista Sofia de longe, ela usava uma roupa diferente, era como um traje roxo, e ela olhava pra ele de r**o de olho, com as costas viradas para Peter. Peter ouve um barulho atrás de si, e quando se vira, consegue ativar o escudo bem a tempo de quase levar outro soco em cheio do Capataz, mas defendendo o golpe, e ele acaba caindo da varanda, fazendo um tremendo estrondo no chão. Alguns soldados ouvem o barulho, e eles imediatamente apontam suas armas para ele. O Sicário Sombrio estava cercado por soldados e um brutamontes com uma armadura de metal que pulou ali logo após ele cair. Ele se vira, e olha pro Capataz, então debocha: - Olha só quem tá todo fit agora! A armadura do Capataz é diferente da anterior, ela é mais aerodinâmica, justa ao corpo, porém igualmente resistente e prata. - Pode caçoar o quanto quiser, suas piadinhas não vão te ajudar agora. Mas que bom que falou da armadura, um artesão turco pode ser criativo às vezes. - disse ele, mostrando que na sua armadura não tinha mais nenhuma brecha. Era como se a pele dele fosse a armadura, não havia nenhuma brecha entre o capacete e o resto da armadura, até seus dedos estavam revestidos pela armadura de prata. - Tiros de flecha também não vão perfurar esse metal. E agora, como vai se salvar, Peter Hood? Ele caminha imponente em direção ao Sicário Sombrio. Mas então todos se viram quando de repente uma luz muito brilhante estoura no céu como fogos de artifício, porém caem labaredas que eram óleo quente, queimando os soldados e diminuindo um pouco o número, até que da sacada aparece Tarik, ele estala os dedos, e então olha pros soldados por todo o palácio e dá a ordem: - ATACAR SEM CESSAR! E os mercenários foram pra cima dos soldados, que tentavam se defender, mas levavam tiros de metralhadora do alto dos telhados do palácio. Sicário Sombrio se levanta, e puxa as duas espadas de suas costas, encarando o Capataz, que pelas lentes grossas de sua armadura, era possível ver a raiva com a qual ele o encarava. Os mercenários de Tarik saiam por dentro do palácio, eles iam atirando nos soldados de Sofia. - Somos só eu e você agora, Sicário Sombrio. - desafiou o Capataz. Peter segura forte as espadas. Sofia andava pelo meio dos soldados usando um manto púrpura, ela também segurava duas espadas onduladas, com um lado sendo da cor azul e outro da cor vermelha. Ela ia cortando e matando cada mercenário de Tarik que aparecia em sua frente. Até que o próprio Tarik apareceu bem na frente dela, segurando um rifle e com duas pistolas no cinto. - Acredite quando digo que é tão difícil pra mim fazer isso quanto é pra você. - disse ele. - Eu não tô sentindo dificuldade nenhuma. - Sofia rebateu, friamente. Ela foi pra cima e atacou Tarik com as duas espadas, mas ele deu um tiro no peito dela, porém Sofia não sofreu nada além de uma pequena pressão, e a bala caiu no chão. No manto púrpura tinha apenas um pequeno furo, com uma camada roxa embaixo. - Ah é. Como sou m*l educada... nem agradeci o presente que comprei com o seu dinheiro. Sofia tirou o manto púrpura e o jogou no chão, revelando uma armadura roxa, que assim como a do Capataz, também era bem ajustada e resistente ao corpo dela, as botas que iam até um pouco acima do tornozelo deixavam os dedos de fora, joelheiras com rubis e uma malha resistente que deixava a parte externa da coxa a mostra, tampando apenas a parte de dentro da virilha. A malha subia até um pouco abaixo do umbigo de Sofia, com duas placas de metal resistente protegendo os lados do quadril. Deixando a barriga chapada à mostra, na couraça, que era onde tinha a pequena marca da bala onde Tarik atirou, era mais robusto, com um peitoral forte, e se ligava diretamente aos braços revestidos de metal e as luvas que tinham duas garras na ponta. - Isso deve ter sido caro... - Pois é, ainda bem que você é rico, e o Erman é um bom artesão. Tarik dá um grito, e com suas duas luvas de metal, ele parte pra cima de Sofia, e ela para cima dele. O Sicário Sombrio e o Capataz estavam em um combate desequilibrado, em que Peter estava levando uma surra, ele tentava desviar dos socos do Capataz, mesmo levando alguns, mas não tão graves. Enquanto tentava acertar um golpe de espada nele, até que consegue acertar a costela do brutamontes, porém a espada só arranhou fazendo um som alto e estridente, completamente irritante aos ouvidos. - Eu disse, não há forma de você me ferir agora. Peter então foi agarrado no pescoço e jogado contra o chão, ele estava prestes a ser pisado, mas desviou por pouco rolando para o lado e ficando de joelhos no chão, e então saca seu arco e flechas, e atira várias delas rapidamente no Capataz, porém todas elas no máximo arranham aquela camada grossa de metal. O Capataz dá um sorriso, e avança para cima de Peter, mas ele é tão rápido que é praticamente impossível desviar a tempo, e então ele acerta Peter, que cai por cima de um monte de caixas. Um soldado que estava ali próximo atirando se assusta com o barulho, e quando ele vê que o Sicário Sombrio tinha caído ali, imediatamente mira nele e atira, mas Peter consegue pôr o escudo na frente a tempo de se defender, e então levanta e bate com o escudo na cara do soldado, depois pega a a**a dele e mira no Capataz, que vinha como uma escavadeira, derrubando tudo na sua frente até alcançar Peter Hood. E então ele atira várias vezes pelo corpo do brutamontes, mas ele nem sequer tremeu, e continuou avançando, então o Sicário mirou na lente grossa do olho esquerdo dele e quando atirou, subitamente o Capataz parou. Peter tirou o olho da mira, e quando se deu conta do que havia acabado de acontecer, finalmente viu uma luz no fim do túnel. Tarik e Sofia trocam golpes, ele tentava atacar enquanto defendia os ataques de espada dela com suas luvas de metal, que eram realmente muito rápidos, mas por um instante, Sofia foi mais rápida, e fez um pequeno corte no braço de Tarik e ele caiu de joelhos no chão, pressionando a ferida no braço, com uma cara de dor profunda. Sofia dá um sorriso e diz: - Arde, não é? Por isso são chamadas de Lâminas do Veneno, cada corte dela libera uma toxina na sua corrente sanguínea que faz arder como se estivesse pegando fogo. Tarik tira a mão do ombro e a encara: - Em pleno 2021 e ainda lutamos com espadas? - "Nada substitui um bom corte de uma lâmina." Você mesmo disse isso. Então um capacete se montou ao redor da cabeça de Sofia, deixando somente os olhos dela à mostra, e ela ergueu a espada para m***r Tarik, porém um mercenário atirou em Sofia, mas acertou o ombro dela. A mulher virou irritada, e atirou uma das espadas no mercenário, e ele caiu no chão com a lâmina presa ao seu peito. Tarik ficou perplexo com aquilo, e imediatamente avançou em cima de Sofia, tirando a espada da mão dela e a derrubando no chão. - Eu gostava de você Sofi, por que você era uma das poucas coisas puras que eu conhecia nesse mundo tão malicioso. Mas agora vendo o'que você se tornou, eu penso que estou fazendo um favor pro mundo se acabar com a sua existência de uma vez. Ele segura Sofia pelo pescoço e aperta com força, ela estava ficando sem ar, mas então enfia as duas garras de sua luva na ferida no braço de Tarik, e ele a solta gritando de dor, e ela dá um chute na cara dele, derrubando Tarik no chão. Sofia tosse e respira ofegante, quase sem ar, então ela olha em volta e vê que o palácio estava quase todo destruído, que vários dos seus soldados estavam sendo mortos pelos mercenários de Tarik, e que eles estavam perdendo a luta. Ela retorna o olhar para ele, e pega a espada no chão. - Você já perdeu, Sofi. Se desistir agora, prometo te manter encarcerada até o fim da sua vida. Ao menos não passará mais fome. - Você acha mesmo que pode prender a Sultana?! - Você não é a Sultana, jamais será. Desista! Sofia se irrita, e vira de costas, indo até o mercenário que matou e retira a sua espada dele, então ela se vira para Tarik e com os olhos cheios de lágrimas de raiva, ela diz: - Se eu não vencer, ninguém mais vai! Então ela passa correndo por entre os soldados e os mercenários, abrindo caminho até chegar ao outro lado do palácio. Tarik ficou preocupado, pois entendeu o'que ela estava prestes a fazer. O Sicário Sombrio abaixa lentamente a a**a quando vê que o seu tiro tinha rachado a lente esquerda do Capataz. Apesar de a armadura também cobrir seu rosto, pelos olhos dele, Peter pôde ver o pavor e o susto que ele tinha levado. Nessa hora ele descobriu o único ponto fraco dele. O Capataz se recompõe, e volta a correr para cima do Sicário. Peter então corre para um monte de caixas e sobe nelas, ele põe a mão num pequeno bolso e puxa uma pequena bolinha, ele pressiona um botão e ela se abre toda até virar uma flecha com uma cor roxa. Logo, soldados de Sofia chegaram ali, todos armados com rifles. Peter sobe na sacada do palácio e se protege com o escudo, ao mesmo tempo que toma cobertura nas pilastras. O Capataz vai subindo pelas caixas para alcançar Peter. Peter vê que vai ser impossível executar seu plano sem se livrar dos atiradores, então assim que o Capataz sobe nas caixas e avança pra cima dele, o Sicário pula da sacada com o escudo e cai no meio dos soldados atacando cada um com o escudo e os derrubando. Com todos os soldados caídos, ele olha para cima e vê o Capataz se preparando para saltar na frente dele, então põe seu plano em prática. O Sicário Sombrio pega sua flecha da cor roxa e a põe no arco, então ele mira no Capataz e atira direto na lente do olho esquerdo. O brutamontes nem se preocupou em desviar, e a flecha acabou acertando em cheio seu olho, e logo foi possível ouvir os gritos de agonia dele, com sangue escorrendo pela lente quebrada. Tarik se levanta, vendo o Capataz gritando, e vai até ali. Ele tenta puxar a flecha de seu olho, porém só conseguiu tirar o cabo da flecha. O Sicário Sombrio então apertou um pequeno botão em seu bolso, e a flecha explode, colocando fogo no corpo inteiro do Capataz por dentro. A varanda inteira veio ao chão com a explosão, e o corpo do Capataz ficou entre os escombros, com aquele metal derretendo em cima de sua pele. Peter fica ali parado, olhando aquela cena, e Tarik se aproxima dele. - Eu não queria que tivesse chegado até esse ponto. - lamentou Peter. - Não temos tempo pra choramingar, Sofia está indo até o porto. Ele se vira para Tarik. - O'Que ela pretende? - m***r todos nós. Vá logo atrás dela antes que seja tarde, e ponha um fim a tudo isso! Peter Hood acenou positivamente com a cabeça, e então ele saiu dali correndo.
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