Traíra

4109 Words
Peter Hood leva um soco na cara, e seu nariz começa a sangrar, mas ele nem sequer gritava ou fazia expressão de dor, estava completamente indiferente. Ele está amarrado em uma cadeira, usando somente um short, numa cela, com Sofia e um homem musculoso com uma cicatriz h******l no peito e o ombro costurado. - De que outras maneiras eu deveria torturar você, Hood? - Sofia debochou. Peter revirou os olhos, nem dando atenção a ela. - Será que eu deveria torturar as pessoas que você ama também? Quem sabe aquele seu melhor amigo ou irmão? Peter deu uma gargalhada. - Nesse caso eu vou rezar pra ele não transformar você em purê. Sofia sorriu. - Muito desafiador. Ela se virou para sair, mas antes de ir, ela olhou pra ele e falou: - A propósito, você sabe quem é esse homem o qual agora está incumbido da sua surra diária? Peter Hood olhou pra ele, e ficou tentando reconhecer, era um homem alto e robusto, de pele clara, cabelo amarrado num r**o de cavalo e olhos castanhos. - Não sei direito, mas nossa, seu médico deve ser h******l. - disse ele, olhando pras cicatrizes no peito e no ombro do homem. - O batizaram gentilmente de Capataz, você com certeza não o reconhece sem a armadura, não é? Peter viu o olhar assassino do homem. - Ah é, faz todo sentido. E ele deu um soco em Peter, e depois mais um, e mais um e ainda mais um, descontando a raiva. - Divirtam-se, meninos. E Sofia saiu da cela. Peter levantou o olhar pro Capataz de novo, e recebeu mais um soco na cara. - Diz aí... quanto ela tá te pagando? - disse ele, tossindo e cuspindo sangue no chão. O Capataz deu mais um soco nele. - Até que paga bem, mas pra te bater, eu faria até de graça. Ele socou Peter mais uma vez. - Desde quando você trabalha com ela? E levou outro soco. - Desde o dia da Basílica. E levou mais um. - Então... aquilo tudo foi armação dela também? O Capataz deu mais dois socos no rosto de Peter. - Sofia precisava de você em uma posição vulnerável, para isso, eu quebrei a sua costela propositalmente, e ela se encarregou do resto. - Ela me ajudou, pra ganhar minha confiança, e depois que conseguiu o que queria, ela achou que o plano já estava encaminhado e que já era hora de sumir. - É isso aí. Então o Capataz começou a socar a cara dele, e depois finalizou dando um chute no nariz dele, e Peter cai no chão, sangrando. - Nos vemos amanhã bem cedo. - O Capataz se despediu. Peter foi levado de volta à cela dele com Tarik, ele estava sangrando bastante, e assim que chega, se encosta na parede e respira fundo. Tarik se senta ao lado dele, também bem espancado. - Como foi pra você hoje? - perguntou Tarik. - Até que foi tranquilo. E pra você? - Também. Eles ficaram um tempo calados ali, até que Peter se virou, e com um pedaço de concreto, ele fez um arranhão na parede, fechando cinco dias na contagem, com quatro arranhões e um quinto atravessado. Depois ele volta a se sentar. Na cela em que ele e Tarik estavam, não tinha mais nada além de duas macas muito m*l improvisadas. Então Peter começou a puxar assunto: - Por que não conta como ele era? - Quem? - O Sicário, você sabe, o verdadeiro. Tarik ficou hesitante ao tocar nesse assunto, mas já que as circunstâncias não podiam ficar piores, ele resolveu enfim falar sobre isso: - Ele era simplesmente o ser mais perverso e demoníaco que já conheci. - O que foi que ele fez de tão m*l assim que fez você se aposentar? Tarik suspira, e com um tremendo esforço, ele diz: - Ele... matou minha neta, na minha frente, a sangue frio. Ela tinha só oito anos na época. Ele a matou com uma pedra de mármore, bateu nela até depois de ela estar morta, o corpo dela ficou irreconhecível, não deu nem mesmo pra fazer o enterro. Peter franziu o cenho. - Cruzes... por que ele fez isso? Tarik balançou a cabeça, demonstrando que não sabia. - Diversão, talvez. Ele dizia que eu devia dinheiro a ele, mas eu nunca tinha visto aquele homem antes. Como eu queria que ele tivesse somente tirado a minha vida em troca do dinheiro, teria sido muito melhor. - Como ele era? - Alto, branquelo, tinha uma cicatriz no olho esquerdo, é cego desse olho. Ele tinha um cabelo branco, e a barba também. Fora aqueles músculos que mais pareciam montanhas, seus dedos nem se quer tinham unhas, segundo ele, elas caíram depois de tanto cortar e dilacerar seus inimigos com ela. Peter fica cada vez mais impressionado com cada palavra de Tarik. - Sabe, eu posso ter sido um mercenário frio e impiedoso também, mas eu ainda assim tinha princípios, sabe? m***r uma criança pura e inocente a sangue frio? Isso é maligno demais, até pro pior dos bandidos. Não tinha nada nesse mundo que eu amasse mais do que minha neta, e agora que ela se foi, eu decidi me aposentar, mas vejo agora que tudo oque eu procurava era só apodrecer dentro dessas quatro paredes. Não me importo nem um pouco de ficar preso, apanhar todo dia, comer restos... nada disso me abala mais. Tarik deixou uma lágrima de angústia escorrer pela barba dele. - Sinto muito pela sua perda, Tarik... - Obrigado, Peter Hood. E mais um momento de silêncio se instalou. - Me conta, o que te levou a se tornar o Sicário Sombrio? Peter pensou muito na resposta. - A raiva, eu acho. Depois que a Sofia "morreu", nós tínhamos acabado de criar um certo laço sentimental, e eu não tenho esse tipo de coisa com quase ninguém. Agora eu tenho um motivo a mais pra isso. - disse ele, mostrando as correntes nos pés deles. - Sofia me contou, na história falsa dela, que você costumava me chamar assim, por ser o responsável por essa atrocidade. Bom, agora eu sei oque isso significa na verdade. - Entendo. Tarik se pôs de pé, com um pouco de dificuldade. - Mas nem tudo que é m*l vem pro m*l, garoto. - O que quer dizer? - Por muito tempo eu encarei Sicário Sombrio como sendo a coisa mais maligna que eu já vi, mas preso aqui e com você, eu vejo que não é bem assim. Vejo a bondade e a integridade em você, não matou um sequer dos meus homens lá embaixo, na entrada secreta da cisterna. Meus não, sabemos agora que eles trabalhavam para Sofia, mas ainda sim, você não entregou seu coração ao rancor, e entrou na minha casa e me encarou totalmente desarmado. Mas fez tudo isso na encolha, totalmente anônimo, você sem dúvida é um Sicário Sombrio, só que do bem. Até onde sei, você só matou aqueles que não deixaram escolha, bem diferente do Sicário maligno que conheci. Peter abaixa a cabeça e ouve aquelas palavras com um sorriso no rosto. - Sabe... por todo esse tempo que estou aqui em Istambul, eu não pensei em outra coisa se não te pegar, mas agora eu vejo quem você realmente é, e acho que te admiro por isso. - Também tem meu respeito e admiração, garoto. Se tem alguém capaz de resolver essa situação, é você. Peter levantou a cabeça, como quem teve uma ideia, e exclamou: - É isso! Tarik olhou pra ele. - Já sei como vamos sair daqui. Um tempo depois, Sofia chega até a cela, batendo um pedaço de madeira nas grades, acordando Peter e Tarik, que estavam deitados em suas camas. - Bom dia, rapazes. Infelizmente Peter não irá para a sua surra matinal, vamos começar hoje os seus exames para desvendar a fórmula de super agente. Mas você, senhor Tarik, não tem escapatória. Amanhã nós vamos... - Um dia de cada vez, minha filha. Sofia ficou em silêncio, e depois falou: - Hmph, lento como sempre. Não se atrase. Tarik se levantou, ele e Peter se cumprimentaram com um aceno de cabeça, e então alguns guardas vieram buscá-los, levando Peter para a esquerda e Tarik para a direita do corredor. Tarik foi até a sala onde era espancado sempre, já tinham várias marcas do sangue seco dele ali pelo chão, e ele olha pra cadeira onde seria amarrado, e como agressor, estava o Capataz, estalando os dedos e esperando por ele. Peter Hood foi encaminhado para a sala onde faria os exames, ele entra, e é uma sala pequena e branca, aparentemente bem limpa, com uma cadeira de dentista no meio e dois cirurgiões bem grandes e fortes com seringas na mão esperando por ele, e um deles estava quicando uma bolinha, a jogando contra a parede e voltando na mão dele. Enquanto isso, Sofia estava sentada no puff de Tarik, quando Erman chega ali, acompanhado por guardas e com uma caixa na mão. - Sofia?! Você está viva? - Erman, é bom vê-lo também. - Ahn... desculpe se estou sendo atrevido, mas onde está o senhor Niazi? - Está desculpado. O'Que tem aí? Sofia se levantou, foi até ele e abriu a caixa. - Isso é uma encomenda do senhor Niazi, naturalmente eu acharia que é um presente pra uma de suas amantes, mas pelo estilo do presente eu duvido que... - Obrigada Erman, já está dispensado. Ela pegou a caixa. Erman estranhou muito tudo aquilo, e fez uma reverência, depois se virou de costas para sair, mas antes ele falou: - Acredito que o senhor Hood também ficará encantado ao saber que a senhora está viva e bem. Sofia o encarou de r**o de olho e disse: - Com certeza ele irá... Erman então foi embora com um sorriso malicioso. Sofia olha o conteúdo do baú com brilho nos olhos. - Eu sou incrível mesmo. - sussurrou ela para si própria. Peter Hood se deitou sobre a cadeira, os seguranças que o trouxeram continuaram ali, com as armas apontadas para ele até que ele fosse amarrado na cadeira, e depois que os enfermeiros o amarraram, os seguranças saíram. Mas Peter fez pressão com o pulso direito, para que a fivela da amarra de seu braço ficasse folgada, e um tempo depois, quando o enfermeiro percebeu, ele foi apertar a fivela, mas Peter soltou seu braço na hora, e levantou a mão dando um soco direto no nariz do enfermeiro, fazendo ele cair pra trás. O outro veio com uma seringa tranquilizante, mas Peter pegou uma bandeja vazia numa mesinha ao lado e a jogou direto na testa daquele enfermeiro, fazendo ele tombar. Então ele rapidamente usa sua mão livre para soltar a outra, e consegue, agora com as duas mãos livres, ele tenta soltar o peito e os pés também, mas um dos enfermeiros já estava levantando, e Peter pegou uma das seringas em cima da mesa e a jogou direto no peito dele, depois soltou seu corpo das fivelas da cadeira e pegou mais duas seringas, e as jogou direto no ombro do outro enfermeiro, fazendo ele gritar de dor. Peter se abaixou rapidamente e soltou seus pés, agora estando totalmente livre, ele tinha que lidar com os outros dois brutamontes ali na sala com ele. Um enfermeiro chegou por trás dele e bateu nele com a bandeja que ele tinha jogado, e o impacto nem se quer deixou ele zonzo, e Peter já pegou uma seringa e mirou no pescoço do enfermeiro, mas antes que pudesse agir, o outro já segurou o braço dele e o puxou, o outro também fez isso, agora segurando Peter pelos braços, um deles pegou uma seringa tranquilizante, mas antes que pudesse injetar nele, Peter chutou a seringa, e ela acabou entrando direto no olho do enfermeiro, e ele gritou de dor desesperadamente. Sem perder muito tempo, Peter dá um soco no enfermeiro que segurava seu outro braço e se solta, em seguida dá um chutão na cadeira de dentista, e ela voa pra cima do enfermeiro, que segura. Peter pegou a bolinha de borracha que o outro enfermeiro estava brincando e a jogou na parede ao lado, ela quica ali e pega na cabeça do outro enfermeiro, fazendo ele se desequilibrar e cair no meio de um monte de seringas que estava no chão. Ele ouve alguns seguranças chegando, e já se prepara, quando o primeiro deles abre a porta chutando, Peter já segura a a**a dele e o desarma, dando uma coronhada e o apagando, e então atira contra os outros. Mas o enfermeiro com o olho furado o segura pelas costas, e suspende Peter no ar. Sem o apoio do chão, ele fica debatendo as pernas no ar, até que toma impulso na porta e se joga pra trás, caindo em cima do enfermeiro, e não perde tempo, e já pega uma seringa no chão e fura o outro olho dele, fazendo ele gritar ainda mais de dor. O outro enfermeiro estava levantando, sangrando muito com os furos que as agulhas fizeram, e Peter deu um tiro no ombro dele, o fazendo cair de novo. Agora livre, Peter corria pelo corredor, mas encontrava muita resistência, com vários seguranças esbarrando com ele pelos corredores, alguns atiram de imediato assim que o vêem, e Peter toma cobertura atrás de uma pilastra, segurando a a**a com firmeza. Quando eles param de atirar, Peter reaparece e atira nas mãos e nas pernas deles, porém a munição acaba, e quando ele vai se aproximar para pegar as pistolas que eles largaram no chão, uns outros dois guardas aparecem e atiram contra ele, por pouco Peter conseguiu voltar a tempo pra atrás da coluna. Os guardas vinham pouco a pouco pra mais perto dele, e Peter estava sem a**a alguma, mas então ele vê um pequeno pedaço de pedra contundente no chão, e o pega. Ele mirou de canto de olho, e jogou a pedra direto no turbante de um dos guardas, e ele caiu no chão, e os dois se distraem e viram pra ver, então Peter corre e chuta o guarda que deixou o turbante cair no chão e ele voa direto na parede, depois põe o braço na garganta do outro, e o empurra contra a parede, com a outra mão ele segura a metralhadora do guarda e atira na perna do outro, o impedindo de levantar, enquanto o que ele estava pressionando contra a parede, ele o solta e soca a cara dele, depois o joga por cima do ombro direto no chão, pega a a**a dele e dá três tiros na perna. Mas o homem não havia desistido, e pega uma a**a, e Peter imediatamente cai em cima dele dando uma coronhada e gritando, desmaiando o homem. Com o som dos tiros, o Capataz para de socar Tarik e se vira. - O que foi isso? Aproveitando a distração, Tarik solta seu pé direito e dá um chute na perna esquerda do Capataz, e ele caiu batendo a cabeça na cadeira onde Tarik estava sentado, bem no meio das pernas dele. Logo ele se solta completamente e fica de pé. - Peter avisou que você apoia toda a sua força no seu pé esquerdo, e que te derrubar era muito fácil, só empurrar o pé que tem mais força. O Capataz levanta e vem com toda a raiva pra cima de Tarik, que só deu um chute na barriga dele, o empurrando na parede, depois pega a cadeira em que estava preso, e a quebra na cabeça do Capataz, depois aperta o ferimento no ombro dele, que estava meio aberto, e ele grita de dor. Sofia vai para o seu quarto, tira sua blusa, e se vira de costas para um espelho, olhando as cicatrizes em suas costas. Cuidadosamente ela puxa uma ponta da cicatriz, e ela vai saindo aos poucos, até que um tempo depois, Sofia observa todos os adesivos realistas que ela tinha posto em suas costas para simular uma cicatriz, largados no chão. Ela se olha novamente no espelho, e vê suas costas lisas e solta um sorriso bobo. De repente um soldado chega suado e ofegante. - O que você pensa que está fazendo?! Está sujando meu carpete todo com esse suor gordurento! - P-Perdão senhora... mas... mas... aconteceu uma coisa! Sofia franziu a testa. - Eles... eles fugiram! Vários outros soldados vinham, um g***o grande. Peter Hood estava abaixado atrás de um móvel. - Certo, sete guardas, uma única rota de fuga. É improvável que esses sejam os únicos guardando a saída, com certeza tem mais do lado de fora, e muitos outros ainda guardando os portões. Vai ser impossível sair daqui sem meu equipamento. De repente a porta ao lado dele quebra com um guarda voando no meio da sala, completamente machucado e e***********o. Os guardas se assustam, e ao verem o homem machucado no chão, eles miram na porta que quebrou, mas Peter se levanta e atira, matando três guardas. Os outros quatro ficam desorientados, e miram em Peter, mas então surge Tarik do meio da porta quebrada, avançando para cima de um dos guardas, e o derrubando no chão. Eles miram em Tarik, e Peter tenta atirar, mas a munição da a**a tinha acabado de novo, então ele rapidamente joga a a**a na cabeça do guarda que estava mirando em Tarik, e ele erra o tiro por pouco. O brutamontes da um grito, e soca o guarda que ele tinha derrubado até que ele ficasse desacordado, Peter passa por cima do móvel em que estava abaixado e um dos guardas já mira nele, porém ele desvia por pouco do tiro, e segura a a**a na mão dele, dando uma cabeçada nele e o desarmando. Com essa a**a, ele atirou nos joelhos de um outro guarda, e ele cai no chão, e logo é acertado por um soco de Tarik, que o apaga imediatamente. O único guarda que sobrou fica alternando a mira entre Peter e Tarik, tremendo muito. Ele se rende e larga a a**a no chão, ficando de joelhos. - Por favor, não me... Tarik o apaga com uma joelhada no rosto. - Você não matou ele, né? - perguntou Peter. - Eu não mato mais ninguém, garoto. Peter ouve o guarda que ele desarmou se levantando aos poucos atrás dele, e se vira rapidamente, jogando uma a**a na cabeça dele, também desmaiando. - Eu também não. Quer dizer, só quando é muito necessário. - Aham. Ele foi até a porta que quebrou, pegou uma bolsa e jogou no chão. Peter levou o olhar da bolsa até Tarik. - Um presente do Capataz. - Ele te deu? - Foi, por livre e espontânea... pressão. Não temos tempo, vista isso logo. Ele abriu a bolsa, e seu traje e equipamentos de Sicário Sombrio estavam ali, ele rapidamente se vestiu e se armou. Após estar devidamente armado, Tarik se vira para ele e diz: - Vá atrás de Sofia, eu vou resgatar o restante dos homens que ainda são leais a mim. - Não é um pouco arriscado? - As chances de Sofia já ter um exército grande o suficiente para dominar Istambul inteira é muito grande. Se você puder conseguir no mínimo um pouco de tempo pra nós, já será um diferencial. - Entendido. Eles se separam, Tarik vai direto pra saída, enquanto Peter chuta uma porta, e vai subindo uma escada, atento. Sofia estava no terraço, um helicóptero estava prestes a pousar para levá-la. - Senhora, não pretende m***r Peter Hood e Tarik Niazi enquanto temos a chance? - questionou um soldado. - Não seja e******o! Não temos chance, não aqui. Preciso chegar logo lá. O helicóptero parecia descer mais lento do que o normal, Sofia estava ansiosa. Alguns guardas tomavam conta das escadas, todos eles armados com rifles. Peter Hood sobe com cuidado, e quando um guarda se vira para dar uma volta, o Sicário sobe rapidamente, e dá um empurrão no guarda, que o faz cair e bater de cabeça na parede, desmaiando. O guarda que estava no andar superior fica alerta, e quando vê o Sicário, já abre fogo contra ele, porém Peter põe seu escudo na frente e defende, e várias balas caíram depois que batiam no escudo dele. Após o guarda ter esvaziado o pente, ele tentou rapidamente trocá-lo, mas o Sicário Sombrio usou o protótipo de a**a em seu pulso, e deu um tiro no ombro dele, o fazendo cair. Logo em seguida ele subiu rapidamente e apagou o soldado chutando a cara dele. O Sicário Sombrio foi subindo os andares e derrubando cada um deles, e logo chegou ao terraço, com uma p*****a na mão, e ele mira em Sofia, que já estava no helicóptero, e ele já estava levantando vôo, e atira, a bala foi diretamente em direção a Sofia, mas um guarda se pôs na frente e levou o tiro no lugar dela. Outros dois sobram, e o Sicário Sombrio cuidou dos dois rapidamente, dando dois tiros em cada um, e observa o helicóptero de Sofia indo em direção ao horizonte, contra a luz brilhante da lua. Ele pôde ver que Sofia deu um sorriso malicioso pra ele pela janela do helicóptero. Alguns instantes depois, ele volta para dentro da mansão, e encontra com Tarik no meio do hall de entrada, com vários soldados amarrados e rendidos, com outros soldados armados mirando neles. Tarik passava andando de um lado pro outro, pensativo e olhando pra cada um. Peter Hood se aproxima dele, tirando o capuz e a máscara. - Ela fugiu. - contou ele a Tarik. - Eu sei. - disse Tarik, em um tom sombrio. Peter franziu a testa. Quando ele se virou para Peter, ele mostrou um colar de chumbo com uma meia lua e uma estrela, sujo de sangue. - Sofia matou o Sultão. - O que?! - Esse colar pertencia a ele... ela deixou isso pra trás, de propósito. Talvez para deixar o recado de que não podemos pará-la. - Mas nós podemos. - Quem sabe? Ela agora simplesmente tem nas mãos o poder pra mandar nessa cidade, ou até mais que isso. Peter suspira, e anda de um lado pro outro. - Tem alguma ideia? - perguntou ele a Tarik. - Eu tenho: guerra. O helicóptero de Sofia pousou no Palácio de Topkapi, ela desceu devagar, e uma legião de soldados esperava por ela, e todos eles fazem reverência. Ela caminha imponente até dentro do palácio, vários soldados com armaduras otomanas e bizantinas ajoelhados diante dela. Sofia ainda caminha até o cômodo enorme onde o sultão ficava para descansar, era um quarto enorme e bem arejado, com várias pilastras grossas em volta, com as paredes da cor rosa, e uma grande almofada no meio. Ela se senta ali, fecha os olhos e respira fundo, sentindo aquele lugar, e então o Capataz se aproxima dela, bem ferido. - Parece que você deu mole com Tarik, e pagou o preço por isso. O Capataz olhou pra ela, com muito ódio no olhar, com a mão sobre a ferida em seu ombro, que sangrava bastante. - Eu consigo ver, você está com ódio não é? Assim como eu. - ESTOU! Sofia dá um sorriso e se levanta, vai até o Capataz e se agacha na frente dele e põe as mãos sobre as bochechas dele. - Já fomos pisoteados por tempo demais, é nossa hora de finalmente sair por cima. - disse ela, sorrindo, com lágrimas escorrendo pelo rosto. Ele olha nos olhos dela, sorrindo. - Temos o poder de mandar e desmandar em tudo aqui, com isso, nós iremos subjugar todos os que ousaram nos humilhar! - Sofia estava em êxtase. - Como vamos fazer isso? - perguntou o Capataz. Ela suspira, e abre os braços, mostrando tudo em volta. - Eu sou sultana agora, basta eu levantar a minha mão e todos aqui fazem minhas vontades. O Capataz se levantou, embora um pouco fraco, ele estufa o peito e pergunta: - Qual será o nosso próximo passo? Sofia dá um sorriso, e um tempo depois, ela e o Capataz estavam numa sala, ela mostra um mapa digital da Turquia completo pra ele. - Não podemos de maneira alguma deixar que Peter Hood escape, ele pode voltar com reforços, talvez trazendo algum super amigo. Mas não é só isso, Tarik também tem amizades externas. Se eles puserem o pé lá fora, nosso plano estará ameaçado. Precisamos acabar com eles aqui mesmo. - Como vamos fazer isso? Sofia dá um outro sorriso convencido. - Eles não perdem por esperar.
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