Um caminhão com um grande carregamento de cerveja entra por uma entrada de serviço secreta da cisterna, estava muito chuvoso também, o céu estava escuro com nuvens carregadas e algumas leves trovoadas.
Dois funcionários desceram da cabine do caminhão, reclamando e exaustos como sempre:
- O Tarik podia ser mais suave às vezes, todo esse lote de cerveja só pra ele, que homem aguentaria isso?!
E o outro deu de ombros, entendendo ainda menos.
- O que será que o Tarik quer?
E eles abriram a porta traseira do caminhão, e o Sicário Sombrio já pôs as espadas nos pescoços deles.
- Que bom que perguntou, essa também é minha dúvida.
- N-Não temos dinheiro, senhor!
- Eu só quero ver o Tarik.
Os funcionários se entreolham, um pouco surpresos.
- Ele está... está... você deve passar por tudo aquilo. - apontou um dos guardas.
Com cautela, ele olhou para dentro da cisterna, e viu um caminho longo e velho do local, e logo ele entendeu que precisaria chegar ao fim daquilo.
- Ótimo.
Ele apagou os dois funcionários com uma coronhada cada, com o cabo da espada e sem matá-los.
Depois as guardou, e respirou fundo.
- Tá certo Peter, você já chegou até aqui. O'Que é só uma cisterna inteira cheia de guardas perto de tudo oque você passou até hoje? - disse ele a si próprio.
Então ele entrou ali sorrateiramente.
Peter descobriu que a cisterna tinha uma passagem secreta, que não era conhecida por ninguém, e Sofia tinha descoberto aquele local, ela ainda pretendia investigar mais a fundo antes de morrer. Ligando alguns pontos, Peter concluiu que aquela era a passagem para alcançar Tarik, e agora ele tinha certeza, mas ainda tinha que chegar até o fim.
O Sicário Sombrio se escondeu atrás de uns barris quando ouviu dois guardas conversando, eles falavam em turco, e andavam usando blusas com vários enfeites e um colete em cima, acompanhado de um turbante com várias cores, mas o vermelho era sempre o predominante.
Ele fica abaixado e analisa as chances, então procura em volta por qualquer alarme que possa ser disparado, mas não vê nada.
Os guardas estão voltando, Peter tem uma ideia, e precisa pôr em prática logo.
- Ei! Espera, você ouviu alguma coisa?
- Deve ser só um rato.
Mas mesmo assim o guarda foi checar, e quando olhou atrás do barril, não tinha nada, e então ele respirou aliviado. De repente ele cai no chão com um soco na cara, e o guarda se assusta ao ver o Sicário Sombrio, e puxa a p*****a, mas antes que pudesse atirar, o Sicário atirou com a a**a de pulso na mão dele, depois bateu com o escudo na cara do guarda caído, e já virou batendo com o escudo na cara do outro também, desmaiando os dois sem fazer muito barulho.
Mas de repente ele ouve um alarme de emergência tocar.
- Mas oq... d***a!
Peter guardou o escudo e puxou seu arco, depois ficou encostado numa pilha de caixas, esperando os guardas virem, e eles vieram, cinco guardas armados com pistolas, dois vindo pela esquerda e três pela direita, como estava encostado do lado esquerdo, Peter lidaria rapidamente com aqueles dois, já que estavam em menor número.
Quando o primeiro guarda vem, ele atira com uma flecha de gás, e uma névoa branca toma o lugar inteiro. Então ele começa, e pega o primeiro guarda, e o joga de cabeça em outras caixas, e vendo que ele estava com uma a**a na mão, pula em cima dele, quebra o braço do homem e o nocauteia, e os outros estavam desnorteados , atirando pra todos os lados sem ver nada na névoa.
O Sicário foi abaixado até o próximo e o pegou em um mata-leão, o desmaiando.
Logo ele partiu pro próximo, mas a névoa se dissipou quando o sistema de ventilação foi ligado. Agora ele e os três guardas se viam claramente.
Os três imediatamente abriram fogo contra ele, que rapidamente se defendeu com o escudo, e foi correndo pra cima deles, e empurrou o primeiro, depois guardou o escudo e acertou um soco em um outro que estava atrás dele, que já estava prestes a atingi-lo, depois ele desviou do tiro do terceiro, que pegou uma faca logo depois e tentou furar o Sicário com ela, mas ele segurou o braço do homem, e eles dois ficaram disputando força por um tempo, mas logo o guarda atrás dele levantou e mirou nele, então Peter torceu o braço do guarda que estava com a faca e se protegeu com o escudo, e a bala ricocheteou, acertando a perna do guarda que atirou. Rapidamente, Peter segurou o guarda com o braço torcido e o jogou em cima do outro com a perna baleada. O último já estava de pé, com a testa sangrando, e com a a**a na mão, também tremendo muito.
- Q-Quem é você?
O Sicário então põe as mãos pra cima, e calmamente ele fala:
- Escuta, eu sei que você está assustado, mas eu não quero machucar ninguém aqui, só me leve até seu chefe.
- O'Que você quer com Tarik?
- A pergunta certa é: oque ele quer comigo?
- Ele convidou você?
- Ele mandou que me matassem.
Então o guarda segura a a**a com mais firmeza.
- Olha, não é o'que tá pensando eu só quero fa...
O guarda atira nele, mas a bala pega na couraça, e não chega a atravessar, mas fez Peter sentir uma pontada.
- Não adianta né?!
O guarda disparou mais vezes, mas o Sicário Sombrio pôs o escudo na frente dessa vez, e se defendendo das balas, ele apaga aquele guarda com um soco na cara, e depois guarda o escudo, respirando profundamente.
Ele sobe no monte de caixas que tinha naquele cômodo, e com uma passagem enorme na frente dele, ele vê que ainda faltavam mais quatro cômodos enormes.
- Um já foi, faltam só...
Ele viu mais uma leva enorme de guardas vindo.
- Uns milhares, talvez.
Enquanto isso, Erman chega à porta da casa de Mevlit, e toca a campainha. Gönül atende, e eles se cumprimentam em turco.
- Seu marido está?
- Está sim, entre por favor.
Erman entrou, e pôs seu turbante em um apoio na porta, e então ele viu Mevlit sentado em seu sofá, assistindo ao noticiário, quando ele vê Erman, e se levanta para cumprimentá-lo com um abraço.
- A que devo essa visita, Erman?
- Vim falar sobre Peter Hood.
- O que tem ele?
- Acho que cometemos um grave erro.
Peter Hood avançou pro segundo cômodo e ficou deitado em cima do monte de caixas que havia no meio, esperando.
Os guardas estavam bem alertas, e já estavam a ponto de partir pro próximo cômodo, pensando que o Sicário Sombrio estava lá, de repente os portões do segundo cômodo foram fechados, trancando Peter e os guardas ali dentro.
- Ele está aqui, confiem em mim. - disse o guarda que trancou as portas.
Então os outros começaram a procurar pelo cômodo, e Peter não teve outra escolha a não ser lutar.
Ele pula de cima das caixas onde estava escondido, e cai em cima de um guarda, os outros se viram alertas e abrem fogo contra ele, e Peter rolou pro lado com o guarda que ele havia rendido, e prendeu ele num mata-leão, e falou:
- Mande seus amigos pararem, eu não quero machucar ninguém aqui.
- Vá pro inferno!
Então Peter o sufocou, até que ele desmaiasse.
Ele já se levantou e se preparou para lutar, olhou em seu bolso e viu que tinha uma flecha de luz, e resolveu usá-la.
Os guardas vinham em peso atrás dele, e Peter atirou a flecha no meio deles, e ela estourou com uma grande luz, cegando todos eles.
O Sicário Sombrio pulou em cima do primeiro e o nocauteou, depois ele deu uma rasteira no segundo, o nocauteando também, em seguida foi pra cima do terceiro e de um golpe na nuca dele, também o fazendo apagar, pro quarto e o quinto, ele pegou seu arco e o transformou num bastão, sem as lâminas na ponta, e bateu nos dois, os apagando também, e os dois últimos recuperaram a visão, e vendo que o Sicário Sombrio estava perto demais para atirar, eles pegaram facas de dentro de suas blusas e tentaram atacá-lo, que desviou das duas, mas eles ainda sim continuam atacando, pressionando ele a ir pra trás, até que ele tropeça em um dos guardas que estava desmaiado no chão, e vendo que estava prestes a ser esfaqueado, ele rola pro lado, e o guarda acerta a faca no chão, então Peter dá um chute na nuca dele, e se levanta, ele desarma o homem e dá um chute com toda a força na barriga dele, fazendo ele voar no meio da caixa e quebrando elas.
Mas ainda tinha o último, que veio com a faca pra cima dele, e acertou na couraça nas costas de Peter, mas ela era tão dura que a faca quebrou no meio.
O guarda se retraiu, olhando a faca quebrada, e Peter só deu uma cabeçada nele e ele caiu no chão.
- Mas se você estiver certo, então muitas pessoas inocentes podem acabar morrendo.
- E não há nada que possamos fazer. - disse Erman, lamentando.
- Você sabe onde ele foi? - perguntou Mevlit.
- Tudo oque sei, é que depois que ele venceu o campeonato do Özsüt, ele foi até a casa dele e o intimidou, mas não o matou, nem se quer o feriu, ele simplesmente foi embora. Deve ter fracassado ou conseguido descobrir a localização de Tarik, em ambos os casos, estamos ferrados.
Mevlit se afundou no sofá, preocupado.
- Onde será que ele está agora?
- Se ele conseguiu descobrir a localização de Tarik, e se já foi até lá, será impossível impedi-lo.
- Ah não...
Eles ficam calados um tempo, apenas pensando no que fazer.
- Precisamos fazer alguma coisa, Erman.
- Acho que tudo oque podemos fazer agora, é torcer pra situação terminar o menos pior possível.
Peter escalou uma parede, e foi andando por cima de umas placas de madeira pelo teto, se equilibrando até chegar no terceiro cômodo, e de cara ele já viu que o desafio seria muito maior do que os outros anteriores.
Haviam poucos guardas, porém eles usavam um colete bem mais pesado, com escopetas de calibre pesado e um grande facão num suporte na coxa, até que eles pegam um óculos de visão noturna e colocam no rosto, e de repente as luzes se apagam. Peter cai e perde o equilíbrio quando de repente eles disparam para cima.
Ele cai em cima de um monte de tapetes, fazendo um barulho alto, e os guardas vão imediatamente checar.
Quando eles chegam, eles vêem os tapetes amassados, mas não encontram ninguém.
- Ele ainda está por aqui, cuidado. - avisou um deles.
Peter estava escondido atrás de um outro monte de tapetes, e ficou esperando, quando um deles passou do lado do monte de tapetes que ele estava, e Peter avançou em cima dele, e segurou a a**a, em seguida deu uma joelhada na barriga dele, e arrancou o óculos de visão noturna, e o jogou no chão, e deu uma banda naquele guarda e bateu com a escopeta na cara dele.
Restavam outros três guardas, o Sicário foi andando agachado pelos tapetes, tomando cuidado para não ser visto, e se aproxima de outro, ele estava de costas e Peter foi se aproximando com cuidado, mas de repente ele vira bruscamente e atira na direção dele e Peter se defende com o escudo, os outros dois guardas já ficam alertas, e vão até eles.
Peter pega o guarda que atirou nele e dá uma banda, também jogando ele no chão, dá uma chave de perna dele, tentando sufocá-lo, mas os outros dois chegam e miram nele, então o Sicário o solta e agacha, se defendendo dos tiros, e então dá um tiro com o protótipo na perna de um deles, e dá uma voadora nele, o apagando, em seguida defende mais uma vez os três tiros que o guarda ao lado dele disparou, depois bateu com o escudo na cara dele, e ele caiu no chão.
Ainda havia o último, e Peter perdeu a paciência, pegou o arco e deu uma flechada no ombro dele, o prendendo na parede atrás.
- Sinto que alguma coisa grande está para acontecer. - comentou Erman.
- O'Que poderia ser?
Erman acendeu um cachimbo e falou:
- A única certeza é que cabeças vão rolar.
E deu uma tragada.
Peter retirou a flecha do ombro do homem, e ele caiu no chão, sangrando e gemendo de dor.
- Pela última vez, eu não vim machucar ninguém, você pode por favor pedir pros seus amigos se aquietarem? Eu prometo não machucar ninguém, só quero falar com seu chefe.
Mas os guardas simplesmente pareciam não ouvi-lo por alguma razão.
- Tarik... quer... sua morte!
Ele pegou uma p*****a e tentou atirar em Peter, mas ele quebrou o pulso do homem e ele largou a p*****a.
Mas o guarda ainda não desistiu, e pegou outra a**a, porém Peter o nocauteou de uma vez.
- Só tem maluco nisso aqui.
Agora faltam mais dois cômodos, o Sicário se aproximava devagar, com o escudo em frente ao corpo, e pronto pra receber ataques de qualquer lado, mas pra surpresa dele, não havia ninguém naquele cômodo, oque achou estranho.
Mesmo assim ele não baixou a guarda, e foi avançando devagar, prestando atenção em tudo a volta.
Até que de repente ele ouve o som de facas batendo nas paredes em volta, mas não enxerga nada.
Confuso, Peter tenta jogar uma pedra no canto da parede, e de repente a pedra é cortada no ar quando uma faca aparece sendo segurada por uma mão.
De repente um monte de tapetes caem no chão, e tinham várias ciganas armadas com adagas se camuflando com tapetes, e elas vem gritando coisas em turco, e pulam pra cima dele.
Ele rapidamente guarda seu escudo e pega a faca do sultão que tinha guardado, e se prepara para revidar.
A primeira vem, e ele se abaixa e dá uma facada direta, e então torce o braço dela e põe a mulher de costas com ele, e dá um chutão na próxima, depois chuta a mão de uma outra que vinha ao lado dele tentando atacá-lo, e ela acaba largando a faca, então Peter atacou ela com um chute na mandíbula, depois ele finaliza a que tinha posto de costas com ele dando uma cabeçada nela. Mas isso ainda estava muito complicado, muitas outras ciganas estavam em volta, e prontas para esfaqueá-lo.
As coisas ficaram bem complicadas porque elas estavam em maior número, e Peter só tinha tempo de desviar e nunca conseguia atacar. Ele larga a faca no chão, e rapidamente se afasta, e depois puxa as duas espadas no suporte em suas costas e recomeça a lutar com elas.
Elas vem uma após a outra, e Peter vai andando pra trás enquanto defendia os ataques de facas delas, as ciganas atacavam como loucas, até mesmo Peter tinha dificuldade em prever seus movimentos, que apesar de tão coordenados, eram bastante imprevisíveis.
Peter quase leva uma facada na barriga, por pouco ele desvia, e por um pequeno momento, com tudo passando bem devagar, ele vê uma Cigana deixando a faca escapar pela sua mão, e viu uma brecha ali, então ele aproveita e chuta a faca na mão daquela Cigana e a faca voa no braço de uma outra que estava prestes a atacar, mas com a faca atingindo seu braço, ela perde a coordenação, e consequentemente, as outras que viriam após ela também, daí as coisas ficariam mais fáceis para ele, era só derrubar uma de cada vez, e assim ele fez.
Peter foi nocauteando uma por uma com acrobacias e golpes direto na cabeça, sempre desviando dos golpes de facas que elas tentavam acertar. Ele segura o braço de uma, e bate com o cabo da faca na cabeça dela, enquanto uma outra vinha com a faca apontada direto para costela dele, mas Peter desviou dela, fazendo-a errar o alvo e cair no meio dos tapetes, e depois bateu a cabeças de duas ciganas, e as duas caem desmaiadas.
Não demorou nada para as outras virem, e elas já estavam começando a reorganizar a coordenação no ataque, oque quer dizer que Peter precisa terminar isso o mais rápido possível.
O Sicário Sombrio pegou seu arco e já transformado em um bastão, ele o rodou e preparou para atacar as ciganas restantes.
Ela vinham uma após a outra, e Peter atacava cada uma com seu bastão, acertando em pontos específicos cada vez que ela vinham acertar ele, e desarma uma quando bate com o bastão na cabeça, e ela fica desnorteada, e com a faca bamba entre os dedos, Peter a empurra, fazendo a a**a branca cair no chão, depois deu um direta no queixo da cigana com o bastão, fazendo ela perder a consciência.
As outras restantes ficaram ainda mais desnorteadas, elas eram apenas quatro, um número tão baixo perto do mini exército que eram.
Peter caçou uma por uma, defendendo os ataques de facas delas com o bastão, e então acertando cada uma delas com um golpe definitivo, às fazendo perder a consciência uma após a outra.
Agora havia sobrado apenas uma cigana, que segurava a faca tremendo um pouco. Olhando para o Sicário Sombrio, que veio caminhando na direção dela, enquanto diminuía o bastão até caber no seu bolso, ela se prepara para fazer seu último movimento para a****r o Sicário Sombrio, mas ele põe a mão na frente e ela para.
- Ok, já chega disso. Eu não sei se seus amigos são surdos ou alguma coisa do tipo, mas eu vou tentar com você da mesma forma. Não estou aqui pra machucar ninguém, vim aqui conversar com seu chefe, apenas isso.
A cigana ficou parada um tempo olhando pra ele, mas logo teve a mesma reação que todos os outros, levantou a faca e tentou atacá-lo, e Peter, por sua vez, teve a mesma atitude de sempre, apagou a cigana com um murro no queixo.
Ele bufa ao ver todas aquelas ciganas caídas no chão, algumas até com a testa sangrando, porém só inconsciente.
De repente ele ouve palmas na passagem para o quinto cômodo, e ali estava parado um homem com uma armadura otomana pesada, com máscara e tudo, olhando para ele.
- Imagino que você ouviu tudo oque eu disse a ela.
- Ouvi.
- E provavelmente você também vai tomar a mesma atitude que ela.
- Acertou de novo.
Peter suspirou.
- Imaginei que fosse dizer isso também. Eu não sei oque deu nos capangas de Tarik hoje por querer tanto lutar comigo, mas como pôde ver, meu Bōjutsu ainda está muito bem afiado. - disse ele rodando o bastão, e o parando debaixo do braço, o segurando com a mão.
O homem de armadura veio andando até Peter, e ele deixava uma marca no chão de tão pesado que estava. Peter transformou seu bastão de novo em um arco e pegou uma flecha de choque, e mirou no homem de armadura, que veio andando ainda mais rápido.
- É só um tiro e...
Ele disparou a flecha, e o homem tentou segurá-la, mas ela passou por entre os dedos dele, e pegou numa pequena brecha no pescoço dele, o eletrocutando completamente, fazendo ele cair de joelhos.
O Sicário foi com tudo pra cima dele enquanto o homem tentava retirar a flecha, e tenta arrancar o capacete dele, mas o homem se recupera, e empurra o Sicário para longe.
Ele atira a flecha de volta em Peter, que defende com o escudo, e ela cai no chão, quebrada.
- Vamos tornar isso mais fácil para ambos, eu só quero falar com seu chefe.
- Tarik nunca conversaria com você!
E o homem veio correndo na direção dele, mas Peter perdeu a paciência, e transformou seu arco em um bastão de novo, só que dessa vez com as lâminas de metal na ponta, e o atirou na direção do homem, e o tiro foi certeiro, atravessando a barriga do homem, e ele cai de costas, jorrando sangue pra todo lado.
Peter vai até ele, rasga um pedaço do pano da roupa dele e retira o bastão, e estanca o sangue colocando o pano por cima.
- Aqui, põe a mão por cima, assim. - Hood pôs a mão do homem sobre o pano para estancar o sangramento.
- Mantenha a pressão, ou então vai sangrar até morrer. Alguns ossos devem ter sido quebrados, mas você ainda tem chances de sobreviver, assim que eu chegar até o seu chefe, vou pedir pra que alguém venha aqui te socorrer.
- Seu... seu...
- Não desmaie, ou será pior. Meu intuito aqui não é m***r ninguém, só quero respostas, só isso. É tão difícil de entender?
Então o Sicário se levanta e sai dali, deixando o homem naquele estado.
Andando até o fim da cisterna, ele encontra uma escada que leva até algum local acima, e logo ao lado ele vê um sobretudo preto e com capuz.
- Acho que se quiser chegar lá sem ser recebido a tiros, eu devia disfarçar um pouco. - disse ele.
Então ele vestiu o sobretudo e pôs o capuz, depois respirou fundo e começou a subir a escada.
Chegando na superfície, Peter saiu por uma passagem que dava no meio de uma floresta, e estava chuviscando um pouco aquela hora.
- Eu nunca ouvi falar de uma floresta nessa área antes. - pensou ele.
Apesar de achar tudo muito estranho, ele continuou, e foi andando por uma pequena trilha, a caminhada não demorou muito, e logo ele avistou uma mansão turca, com alguns seguranças na frente dela.
Peter se aproximou, e antes que pudesse falar qualquer coisa, os seguranças apontaram armas pesadas para ele, assim como outros que apareceram nas janelas e nas portas, de trás das árvores também, todos eles com armas pesadas apontadas para ele.
- Sen kimsin? - Quem é você? - perguntou o guarda.
Peter tirou o capuz da cabeça, revelando seu rosto.
- Benim adım Peter Hood ve patronunuzla konuşmak istiyorum. - Eu me chamo Peter Hood, e quero falar com seu chefe.
Todos os seguranças se entreolham.
- Peter Hood? - repetiu ele.
E eles abaixaram as armas.
- Por favor, nos acompanhe, senhor Hood.
Então ele é levado por um g***o de seguranças até dentro da mansão. Eles passam por um corredor enorme e bem arejado, com vários tapetes e almofadas pelo canto, até que eles entram em uma sala grande, com um homem sentado em um puff e uma pilha de almofadas em volta, ele tem a pele bem escura, tem muitas tatuagens pelo corpo, estava usando somente uma saia laranja florescente e um turbante branco, ele é bem parrudo e musculoso, com uma barba longa. Suas pupilas são escuras e seu nariz, um pouco gordo.
Ele e Peter Hood se encaram.
- Tarık siz misiniz? - Você é Tarik?
O homem respira fundo, e se debruça, apoiando o cotovelo no joelho.
- Geliyor mu, barış mı? - A sua vinda, ela é de paz?
Peter olhou em volta, todos os guardas estavam encarando ele.
- Evet, o. - Sim, ela é.
O homem respirou fundo.
- Então prove, ponha suas armas no chão.
Peter respirou fundo, e obedeceu, colocou seu arco, suas espadas, sua a**a no pulso esquerdo e o bracelete do escudo no braço direito, colocou tudo isso no chão.
O homem respirou fundo, se levantou e foi até ele. Agora os dois estavam cara a cara, Tarik é maior do que Peter, e o encara de cima.
- Eu sou Tarik, o'que deseja, Peter Hood?
Peter fechou o punho e o apertou com força.
- d****o saber o porquê você quer me m***r.
Tarik mudou sua expressão ao ouvir isso, ele ficou um pouco sério, mas também ficou confuso.
- Do que está falando?
- Não vem com enrolação, Tarik. Você mandou seus homens para me m***r, eu estou sendo caçado já tem bastante tempo, e uma amiga minha foi morta pelo seu pessoal.
Tarik franziu a testa.
- Eu não mandei ninguém m***r você. Por que eu faria isso?
Peter Hood já estava quase perdendo a linha.
- Eu sou o Sicário Sombrio! Você diz que eu te causei um trauma tão grande, que te fez até aposentar. Vim esclarecer as coisas, porque acho que está havendo algum m*l entendido aqui.
Tarik respirou fundo, e então se virou de costas e foi andando de volta para se sentar no puff em que estava.
- Tem razão, você não é o Sicário Sombrio.
Peter estava ficando cada vez mais confuso.
- Mas então...
- Eu não mandei que matassem você, eu com certeza me lembraria se tivesse mandado. Mas apesar de ser um homem quebrado interiormente hoje em dia, eu não perdi o juízo o suficiente pra fazer uma coisa dessas.
- Acho que não estou entendendo...
- Eu sei quem você é, Peter Hood. Todo mundo aqui sabe, todo mundo te respeita, o homem que conseguiu fugir de um dos países que até ontem era o mais severo e o mais difícil de escapar, até mais do que a Coréia do Norte. Você escapou das garras da corporação Australiana com uma destreza enorme, escapou por entre os dedos deles. Lutou contra aquelas criaturas horrendas em Downtown, você sobreviveu a essas duas coisas que são situações que nem mesmo o melhor dos soldados conseguiria dar conta, e ainda passou por toda a minha rígida segurança para chegar até aqui. Agora me diga, o'que eu, um homem aposentado, tentando viver o resto de seus dias em paz, poderia querer ao mexer com alguém como você?
Peter Hood estava tão confuso que não conseguia sequer raciocinar direito.
- Se não foi você... então, quem foi?
De repente se ouviu um som de click de armas pela sala inteira, e entraram outros homens armados na sala, matando vários dos seguranças de Tarik, outros eles simplesmente renderam.
Então, por uma passagem pela sala, que dava até uma outra sala ao lado, saiu uma figura familiar para Peter, segurando duas pistolas e apontando uma para ele e outra para Tarik, a mulher diz:
- Olá, rapazes.
Peter fica perplexo.
- S-Sofia?!
Sofia abre um sorriso cínico para ele.
- O'Que é tudo isso, Sofia? - perguntou Tarik.
Peter não conseguia encontrar as palavras certas, ele apenas ficou olhando totalmente descrente para ela.
- Eu pensei que... você estava morta!
- Bala de mentira. - ela começou a explicar, relembrando o momento em que levou o tiro.
No momento em que Sofia levou o tiro nas costas, ela caiu, com um buraco nas costas e com sangue falso escorrendo, um tempo depois que Peter Hood lutou com os guardas e fugiu de carro, ela se levantou, sentindo uma intensa dor nas costas.
- São dolorosas, mas simulam bem uma morte, tão bem que fez você, grande detetive, acreditar.
- Mas eu ainda não entendo, por que você fez isso?
- Quando soube que você tinha escapado da corporação Australiana, eu tinha enfim encontrado a última peça que faltava pro meu tabuleiro, bastava apenas jogar você contra o Tarik, para que fossem embora dois coelhos numa cajadada só, você mataria o Tarik, e eu usaria você para replicar a fórmula de criação de um super agente. Eu teria super habilidades e todo o poder que ele tem. - ela mirou o olhar em Tarik.
- Mas Sofia...
- Então você fingiu todo esse tempo, Sofi? - disse Tarik.
- Eu precisava manipular vocês dois, pra que eu pudesse ascender. Infelizmente você não chegou já metendo uma bala na cabeça de Tarik, mas pelo menos tenho vocês dois exatamente onde quero agora.
Os dois estavam completamente perplexos.
- Ponham os dois numa cela, agora mesmo.
Os guardas imediatamente acataram as ordens, e um deles pegou as armas de Peter que estavam no chão.
Peter Hood e Tarik foram levados para uma cela, enquanto Sofia se sentou sobre o puff em que Tarik estava sentado.